Se Manoel Ludgério pretende disputar a prefeitura de CG com chances de vitória, ele precisa sair de cima do muro

Certo ou errado, bom ou mau, um político precisa ter lado. A política não perdoa quem não se posiciona ou tem posicionamentos vacilantes. Pré-candidato a prefeito de Campina Grande, o deputado estadual Manoel Ludgério precisa sair de cima do muro se quiser obter êxito em 2020.

Ludgério é um ótimo nome. Carismático e popular, possui experiência e reúne as condições para pleitear a prefeitura de Campina Grande pelo grupo de Romero Rodrigues, e com favoritismo.

Mas até hoje não se sabe se o deputado é oposição ou situação ao governo do PSB. No primeiro teste (a CPI da Cruz Vermelha) o deputado vacilou e não assinou a favor do inquérito parlamentar que iria auxiliar a Justiça na investigação do maior escândalo de corrupção da Paraíba e, talvez, um dos maiores do Brasil.

O deputado ainda tentou justificar, dizendo que não cabe ao parlamento julgar ninguém antecipadamente. Grande equívoco, pois CPI nenhuma se propõe a exercer a função punitiva do judiciário, mas apenas interrogar os envolvidos, convocar secretários, pedir perícia, quebrar sigilo bancário, fiscal e de dados.

O resto é com a Justiça.

A atitude do parlamentar tem levantado suspeitas e rumores sobre sua adesão ao governo do PSB, o que é ruim para a sua pretensão em disputar a prefeitura de Campina. Ou o deputado pretende ser o candidato dos girassóis?

Se continuar em cima do muro, Ludgério não chega em 2020 como protagonista.

Na política é preciso ter lado…

Candidatura de Cássio é a única capaz de impedir racha em Campina Grande

Bruno Cunha Lima, Tovar, Manoel Ludgério e Pedro Cunha Lima. O que eles têm em comum? Todos querem suceder o prefeito Romero Rodrigues em 2021. São quatro nomes fortes, com popularidade, serviço prestado e uma história com a cidade. E todos se acham no direito de pleitear uma candidatura, e com razão.

Nesse duelo de titãs há também muita vaidade, ciumeira e uma guerra-fria entre Bruno Cunha Lima e Tovar, este último considerado o queridinho de Romero Rodrigues.

É ingrediente de sobra pra provocar um racha que só vai beneficiar a oposição. É importante lembrar que Veneziano foi eleito, em 2014, a partir do racha entre Cozete e o grupo Cunha Lima. Igualmente como Cartaxo, em 2012, Veneziano viu a máquina municipal cair em seu colo, e venceu a eleição por uma diferença de 700 votos.

Cássio quer dar uma pausa na política, mas a sua candidatura a prefeito de Campina é a única capaz de botar um ponto final na disputa interna e manter a coesão do grupo e a continuidade de uma gestão muito bem avaliada.

E lógico, pavimentar sua volta ao Senado.