Ministério Público Federal aciona José Maranhão por acumular salário de R$ 57 mil

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação contra o senador e candidato ao Governo da Paraíba, José Maranhão (MDB). O MPF questiona o acúmulo da pensão de ex-governador com o salário de senador, que juntos somam mais de R$ 57 mil. No documento, de julho deste ano, o procurador que faz a denúncia cobra a devolução de mais de R$ 1 milhão recebidos ilegalmente pelo parlamentar apenas entre os anos de 2015 e 2018.
A ação mostra que o senador já estava informado que o acúmulo era ilegal, por ter sido notificado desde 2011 pelo recebimento da pensão de ex-governador acumulando outros cargos públicos. Na ocasião, Maranhão não foi condenado pelo fato da juíza responsável pelo caso ter alegado que o acúmulo por parte do ex-governador não ocorrera de má fé. No entanto, na ação deste ano, o MPF destaca que José Maranhão, por conta do processo anterior, já sabia da ilegalidade do acúmulo e, portanto, está consciente de que comete uma irregularidade.
Não por acaso, na campanha para o Senado, em 2014, Maranhão foi questionado em um debate se abriria mão da pensão de ex-governador caso fosse eleito. Na ocasião, ele se comprometeu com os eleitores da Paraíba a abrir mão do vencimento caso garantisse a vaga no Senado Federal. A vitória na eleição acabou se concretizando, mas o candidato do MDB continuou a receber a pensão.
Maranhão recebe atualmente R$ 33.763,00 como senador, valor que já representa o teto do funcionalismo público, e mais R$ 23.500,82 pela pensão de ex-governador.
O caso veio a público depois da pergunta formulada pelo candidato ao Governo, Lucélio Cartaxo (PV), durante debate realizado na última sexta-feira (28). Cartaxo questionou o acúmulo considerado ilegal pelo MPF. Na ação, o procurador da República, Marcos Alexandre Queiroga, afirma que Maranhão é “condenado a devolver ao erário federal os valores recebidos indevidamente, acima do teto, desde o momento em que começou a cumular o subsídio de senador com a pensão de ex-governador do Estado da Paraíba”, relatou no documento oficial.
A Ação Civil Pública, de número 7693/2018, afirma que “há uma clara lesão ao erário da União em razão do desrespeito da norma constitucional”. O MPF solicitou ao Senado o informe detalhado da remuneração do parlamentar, requerendo os valores recebidos desde quando o senador tomou passe. O órgão também pediu que o Governo do Estado envie todos valores recebidos com a pensão de ex-governador.

A coragem de Raimundo Lira e os 2 mil fantasmas do Governo Maranhão III

Toda a Paraíba sabe que o senador José Maranhão sempre gostou de umas “facilidades” para os familiares. Aliás, Maranhão pode ser acusado de tudo, menos de deixar a família na mão. Em todas oportunidades que teve, Zé Maranhão sempre indicou parentes para ocupar cargos públicos.

Maranhão representa a velha política e a usa para se locupletar. Maranhão é a representação da elite econômica brasileira, que mesmo sendo podre de rica, sempre quer mais e adora uns “mimos” do Estado. Qual a necessidade de um dos maiores criadores de gado do Brasil exigir um cargo comissionado de R$ 14 mil para a filha no Senado? É para isso que o senador faz política?

É preciso ressaltar a coragem do senador Raimundo Lira, que num programa de rádio revelou a ganância de um político que quer governar a Paraíba pela quarta vez, mesmo sem até o presente momento apresentar uma só proposta.

Raimundo Lira merece nossos aplausos. Ele conseguiu, numa só denúncia, revelar para a sociedade o sentido da política para Maranhão; obtenção de privilégios para os seus.

Mas a relação do senador com os fantasmas é antiga. Em 2011, Maranhão foi acusado de nomear 2 mil servidores fantasmas no governo do estado:

 

FANTASMA: Filha de Maranhão recebeu R$ 700 mil do gabinete de Vitalzinho, sem trabalhar, denuncia senador Lira

O senador Raimundo Lira denunciou nesta quinta-feira, 03, durante um programa de rádio, que Maria Alice Maranhão, filha do também senador José Maranhão, recebeu entre os anos de 2011 e 2014, um salário de R$ 14 mil por mês, sem trabalhar, no gabinete do ex-senador e ministro do TCU, Vital do Rêgo.

“Quando eu assumi chamei Maranhão para conversar e acertei a saída dela, que recebeu cerca de R$ 14 mil por mês sem dar um dia sequer de ponto”, afirmou Lira. Ele ressalta que tentou propor a José Maranhão que os recursos recebidos por sua filha, no montante total de R$ 700 mil, fossem devolvidos ao Tesouro Nacional. “Um apelo que não tive como fazer de forma privada”, explicou.

Confira a entrevista de Raimundo Lira:

Movimento “Volta Cartaxo” começa a ganhar corpo e forma

Tem tirado o sono do governador Ricardo Coutinho a possível volta do prefeito Luciano Cartaxo à disputa ao Governo do Estado. Favorito disparado, Cartaxo é a grande pedra no caminho do PSB, ainda mais agora que a campanha foi encurtada para 45 dias, reduzindo as chances de candidatos desconhecidos do eleitorado.

O prefeito é o único que disputa os mesmos eleitores de Ricardo Coutinho na Grande João Pessoa. Logo, representa um antídoto a possível transferência de votos de Ricardo a favor de João Azevedo. Coisa que já aconteceu na eleição de Estela, em 2012, e Cida Ramos, em 2016. Além disso, o perfil de Cartaxo é parecido com o de RC, porém, mas leve e com menos rejeição. Ambos tem origem na esquerda, militaram nos movimentos sociais e já foram do PT.

Luciano hoje é o único capaz de derrotar um governo com quase 80% de aprovação, e sua desistência – espertamente –  inverteu o jogo e agora faz com que líderes da oposição implorem pela sua candidatura. A verdade é que a oposição perdeu o time, ficou de “mimimi” demais e erroneamente deixou Romero Rodrigues brincar de pré-candidato quando todos sabiam que ele não seria.

Assim como o “Volta Agra”, em 2012, o “Volta Cartaxo” começa a ganhar corpo e forma, principalmente após o pedido do ministro Gilberto Kassab para que Cartaxo dispute o governo. A diferença em relação ao saudoso Luciano Agra é que Cartaxo só depende de si, e Agra dependia de um partido que ele não tinha maioria no diretório.

Luciano Cartaxo não teria nada a perder ao reconsiderar sua desistência. Muito pelo contrário. Nesse meio tempo tem ganhado mídia e popularidade. E ainda mostrou pra oposição quem precisa de quem.

Mesmo sem o apoio de Maranhão e com um provável segundo turno, a matemática política é favorável a Luciano Cartaxo. O senador Maranhão – que agora surfa no recall, mas será engolido nos debates e pela máquina do Estado – deverá terminar a eleição em terceiro lugar, obtendo entre 15 e 17% dos votos.

E mesmo que o senador apoie o candidato do PSB no segundo turno, ainda não seria o suficiente para derrotar Cartaxo, que hoje tem potencial para terminar o primeiro turno com mais de 40% dos votos.

A perspectiva de vitória é grande, principalmente com o apoio de Romero Rodrigues e uma grande ala do MDB.

Hoje o maior argumento para que Cartaxo reconsidere a sua decisão chama-se “cavalo selado”…

 

 

 

PÉ NA COVA? Ricardo manda recado para Maranhão: “Tem gente que está para fechar o caixão… e não larga o negócio”

Ricardo Coutinho sempre teve dois discursos prontos para cada líder político na Paraíba, só depende da conveniência. Já colocou o senador Cássio Cunha Lima no céu, na campanha de 2010, e depois, na campanha de 2014, Cássio era o pior governador da história da Paraíba.

Com o senador José Maranhão a mesma coisa. Mas durante entrevista à rádio Arapuan nesta sexta-feira (09), Ricardo Coutinho foi além e mandou uma indireta (ou direta mesmo) para o velhinho: “Tem gente que está para fechar o caixão, e se segurando de todo jeito, no cargo, no mandato…e não larga o negócio”.

Há 4 anos, para vencer o segundo turno, Ricardo não queria saber se Maranhão estava com o pé na cova e foi bater no Altiplano atrás de apoio.

Ricardo é assim, usa e joga fora. Tá certo ele.

Besta é quem ainda se alia a RC…

Cássio, Maranhão, Manoel Jr, Romero e Cartaxo: A união que tem tirado o sono de Ricardo Coutinho

O governador Ricardo Coutinho sabe que só passará a ter chances de fazer um sucessor em 2018, se a aliança representada por esta foto for dissolvida. E o simbolismo deste registro não é por acaso, traduz o entrosamento de uma aliança que nasceu em 2016, seguirá por 2018 e deve perdurar por um bom tempo.

O que eles têm em comum que fortalece essa união?

Todos já foram aliados de RC e sabem com quem não se aliar de novo…

Cássio, Cartaxo e Maranhão; a coesão da coalizão

A aliança entre PSDB, PSD e PMDB segue firme e coesa para 2018, e não demonstra ser abalada pela boataria e notinhas oriundas da Granja Santana.

Se não vingar, será por outros motivos, como as mudanças do cenário político-nacional e a criação de palanques para os presidenciáveis. Menos pela discórdia.

Hoje a aliança está nas mãos de Cartaxo, Cássio e Maranhão. E ninguém mais. E como todos já possuem doutorado em política e alianças, quem tiver a intenção de desfazer a coalizão formada em 2014 vai ter muito trabalho.

Até porque é uma aliança em que todos saem ganhando; Cartaxo vira governador, Cássio se reelege, indica um vice e bota um basta na era PSB, e o PMDB vai comandar a maior prefeitura da Paraíba.

Ou seja, romper pra quê?