EXCLUSIVO: Livânia Farias entregou ao GAECO escutas da ORCRIM Girassol feitas na campanha de 2018 e planilhas envolvendo deputados

O blog acaba de receber uma informação que vai deixar muito girassol sem dormir pelos próximos dias. Segundo me foi revelado, Livânia Farias, em seu acordo de delação, entregou para o GAECO escutas telefônicas realizadas pela própria ORCRIM girassol durante a campanha de 2018.

Semanas atrás denunciei no blog que a ORCRIM tinha um sistema de grampo telefônico, o que se confirma com essa informação.

Livânia também entregou planilhas de pagamento que envolvem vários deputados estaduais, um federal e um senador.

A próxima etapa da Operação Calvário deverá ser uma das maiores e a expectativa é que resulte na prisão de parlamentares e dois secretários do então governador Ricardo Coutinho.

EXCLUSIVO: ORCRIM girassol estaria grampeando políticos, judiciário e jornalistas

 

 

Virgolino manda indireta para RC: “O lema das eleições de 2020 vai ser polícia X ladrão, e eu serei a polícia”

Em contato com o blog, o deputado estadual e pré-candidato a prefeito de João Pessoa, Wallber Virgolino, antecipou o mote da eleição de prefeito: “O lema das eleições de 2020 vai ser polícia X ladrão, e eu serei a polícia”.

Segundo Virgolino, o ex-governador Ricardo Coutinho é o chefe da ORCRIM girassol. Na semana passada, Wallber foi curto e grosso, dizendo que ele era polícia, e Ricardo Coutinho o ladrão.

Segundo delegado, Ricardo Coutinho é o chefe da ORCRIM girassol

MODO PSB DE GOVERNAR: Governo vai ter que pagar calote de organização social trazida de Goiás por Ricardo Coutinho

Qual a lógica de terceirizar serviços públicos nas mãos de empresas privadas? Se um político não tem capacidade de administrar o que é público, porque então ele se candidata? No modo PSB de governar, parece que a lógica é pagar em dobro por um serviço que compete ao Estado.

Mas na verdade quem paga é o contribuinte, porque governo nenhum fabrica dinheiro.

Graças ao ex-governador Ricardo Coutinho, que trouxe a Gerir para a Paraíba, o governo terá que regularizar os salários dos médicos ligados a três hospitais. O detalhe é que as unidades de saúde são administradas por uma ‘Organização Social’, a Gerir, que vem recebendo recursos para esses pagamentos, mas, sem qualquer explicação, não vem cumprindo, isto é, na prática, o Governo do Estado pagará pelo mesmo serviço duas vezes. O acordo foi firmado em audiência realizada ontem, no Tribunal do Trabalho da 13ª Região.

O Estado foi representado, no encontro, pelo procurador-geral, Fábio Andrade Medeiros, e pelo procurador-geral adjunto, Paulo Márcio Soares Madruga, além do secretário de Saúde, Geraldo Medeiros. Eles se comprometeram em apresentar até o dia 22 deste mês um plano para pagamento dos salários atrasados dos médicos e servidores do Complexo Hospitalar Janduhy Carneiro, da Maternidade Doutor Peregrino e do Hospital Geral de Taperoá, Doutor Antônio Hilário Gouveia.

O desembargador Wolney Cordeiro presidiu a audiência e o cumprimento do acordo será acompanhado pelo Juízo da Vara do Trabalho de Patos, que na audiência estava representado pelo juiz titular Carlos Hindemburg de Figueiredo e pela juíza substituta Francisca Poliana Rocha de Sá. No encontro, os magistrados se comprometeram em não realizar nenhum bloqueio nas contas destinadas ao recebimento de recursos do Estado da Paraíba por intermédio do Termo de Ajuste de Conduta (TAC), firmado com o Ministério Público Estadual e o Ministério Público do Trabalho. Na hipótese do plano não ser apresentado na data acertada, a Vara do Trabalho de Patos reiniciará a análise dos pedidos de bloqueio de contas.

ORCRIM GIRASSOL: Nova operação da Polícia Federal deve focar na terceirização da educação no governo de Ricardo Coutinho

O modus operandi do PSB foi descoberto: terceirizam-se os serviços essenciais com organização sociais corruptas que em seguida pagam “pedágio”, ou melhor, propina pra usar nas campanhas eleitorais e enriquecer os membros da ORCRIM girassol.

Esta é a lógica da famigerada terceirização implantada pelo ex-governador Ricardo Coutinho, que desde 2011 vem desviando dinheiro da saúde.

Mas como a Operação Calvário está focada na saúde, e tem trabalho pra mais de meses, já que a roubalheira é generalizada, uma nova operação deverá investigar apenas os contratos da Educação, desafogando assim a Calvário.
O que pode fazer dos envolvidos na Operação Calvário mero batedores de carteiras, já que os valores pagos às organizações sociais da educação são disparadamente superior.

ORCRIM GIRASSOL: Deputado Federal diz que Livânia Farias cobrou “pedágio” de R$ 10 mil a dono de posto de combustíveis

De acordo com o deputado federal Julian Lemos, a quadrilha que saqueava o estado da Paraíba nos governos de Ricardo Coutinho cobrava “pedágio” em tudo. O parlamentar relatou nas redes sociais um caso informado pela própria vítima da ORCRIM girassol:

“Eu recebi uma informação pessoalmente de um empresário que tinha um posto de gasolina no interior. Lá eram abastecidos dois carros da polícia apenas, e de repente esse convênio acabou. Quando ele veio ao estado da Paraíba a ex-secretária pediu R$ 10 mil para reativar o contrato”, disse Julian.

Será que Livânia Farias também delatou ao GAECO o esquema da ORCRIM girassol envolvendo os milhões de reais gastos anualmente com postos de combustíveis?

Cabo Gilberto afirma que João Azevedo tem informações privilegiadas e tenta obstruir a Justiça; “Se não for afastado do governo, toda a Operação Calvário pode acabar em pizza”

O deputado estadual Cabo Gilberto afirmou nesta quarta, 01, que o governo João Azevedo “passou recibo” ao exonerar dois secretários investigados na Operação Calvário “coincidentemente” na manhã em que o GAECO realizava a 4a fase da operação.

“Cobramos a demissão de Gilberto Carneiro, Livânia Farias e Waldson de Souza há meses, mas o governador “coincidentemente” só os exonerou no Diário Oficial da terça-feira, 30, editado na segunda-feira, 29. Ou seja, um dia antes da 4a fase da Operação Calvário o governo já tinha as informações sobre os mandados de busca e apreensão”

Para o parlamentar, é muita coincidência a exoneração antes da operação:

“No meu entendimento o governo de João Azevedo tem informações privilegiadas e tenta obstruir a Justiça. Se João não for afastado, toda a Operação Calvário corre riscos de acabar em pizza”

ÁUDIO: Ex-secretário de Administração Penitenciária afirma que foi demitido porque Ricardo Coutinho queria terceirizar alimentação para superfaturar as compras

Ao rebater as críticas do ex-governador Ricardo Coutinho, o deputado estadual Delegado Virgolino confessou o real motivo da sua exoneração durante entrevista na rádio Correio, na última segunda, 29.

“Se ele quer os motivos pelos quais eu saí da Administração Penitenciária, eu digo: ele queria terceirizar a alimentação [dos presídios] para poder superfaturar de R$ 25 milhões para R$ 45 milhões e eu não concordei com isso.

Delegado Virgolino rebate Ricardo Coutinho e afirma que ele está prestes a ser preso: “Ele chefia a maior organização criminosa da PB desde a prefeitura”

Em contato com o blog, o deputado estadual Delegado Virgolino rebateu as acusações do ex-governador Ricardo Coutinho sobre o caso envolvendo o “tratamento VIP” pela Infraero no aeroporto Castro Pinto.

“Eu recebi com naturalidade as ilações desse sujeito que exala desespero porque sabe que está prestes a ser preso pelo Gaeco. Ricardo está vendo o cerco se fechar e tenta politizar o momento”, disse Virgolino.

De acordo com o deputado, Ricardo Coutinho é o chefe da maior organização criminosa da Paraíba. “Ele atua desde a prefeitura de João Pessoa e os escândalos se multiplicam, a exemplo do Caso Cuiá, Gari Milionário, Jampa Digital, Caso Bruno Ernesto, Cruz Vermelha, entre outros”, afirmou.

Para Walber, o comportamento de Ricardo Coutinho é típico de gangster querendo destruir a reputação de homens de bem. “Ele não tem formação familiar, educação e moral para comandar um estado com um povo tão honesto e batalhador. Ricardo Coutinho importou do Rio de Janeiro a maior organização criminosa e aprendeu com Sergio cabral a chefiar a ORCRIM”.

O parlamentar desafiou Ricardo Coutinho para um debate, mas acredita que não terá a oportunidade porque RC será preso antes das eleições.

O blog entrou em contato com o ex-governador, mas ele não quis exercer o contraditório:

ANTECIPANDO O MOTE? Em artigo criticando a Operação Calvário, amigo de Ricardo Coutinho diz que o Brasil não precisa de mais presos políticos

Bastante curioso o artigo escrito pelo professor universitário Flávio Lúcio em seu blog. Não confundam com Lúcio Flávio, ex-secretário e ex-amigo do Mago. O blog de Flávio Lúcio tem feito críticas constantes a Operação Calvário, tentando politizar uma operação que, diferente da Lava-Jato, tem seguido à risca todos os procedimentos investigativos e judiciais.

Flávio Lúcio virou uma espécie de porta-voz extra-oficial de Ricardo Coutinho e do governo do PSB. Papel deveras corajoso, por sinal, já que nem a própria bancada governista que usou e abusou das benesses do governo tem coragem de defender o partido das graves acusações.

No artigo intitulado “A Delação de Livânia: o 3º ato de uma trama pouco original?”, assim como os demais girassóis, Flávio já não faz a defesa de Livânia Farias, mas tenta desqualificar a Operação Calvário.

Porém, o que mais chama atenção é a frase final do artigo: “O Brasil não precisa de mais presos políticos”. Estaria antecipando o mote para a versão tabajara do #LulaLivre?

Uma estratégia bem batida, por sinal. Mas é o que resta.

Não é de hoje que Flávio Lúcio vem agindo como um porta-voz extra oficial do ex-governador Ricardo Coutinho. Dizem que ele escreve aquilo que Ricardo Coutinho não pode ou não quer falar.

Desde o inicio da Operação Calvário que o nobre professor atua como um misto de vidente/narrador daquilo que parece a defesa política de RC, tentando sempre politizar a Operação Calvário, colocando-a sob suspeita e vitimizando os criminosos.

Confira o artigo na íntegra:

Assim como fiz quando Livânia Faria foi presa (leia aqui), eu poderia começar esse novo texto afirmando que não fiquei surpreso quando souber do anúncio oficial que a ex-secretária optou por fazer uma delação premiada.

Nada nessa trama é original e não serei eu a pecar pela falta de originalidade.

Aproveitarei apenas uma frase daquele texto: A prisão de Livânia “foi o segundo ato de um enredo que não aconteceu para ser o último.”

Se for mesmo confirmada a delação, Livânia terá levado mais ou menos o mesmo tempo que Leandro Nunes levou para ser convencido a “colaborar espontaneamente” e delatar sua ex-chefe. O que quer o Ministério Público, e para tanto vai oferecer vantagens a Livânia, são cabeças que estiveram acima dela. E não necessariamente apenas de Ricardo Coutinho, o troféu que muitos esperam ser apresentado no desfecho dessa trama.

Espero estar errado na minha percepção, mas se ela se confirmar confirmarei nos próximos dias que, no fim desse segundo ato, não faltou nem a substituição dos advogados antes do anúncio oficial de que Livânia Farias fará a delação − os advogados de Livânia, Sólon Benevides e Sheyner Asfora, anunciaram recentemente que estavam fora do caso. O que me permite antecipar o próximo passo da ex-secretária: ela contratará advogados “especializados” em delação premiada.

Esse procedimento se tornou tão corriqueiro na Lava Jato, versão curitibana e versão carioca, que o jornalista Luiz Nassif passou a se referir ao fato como “indústria da delação premiada”.

No Rio de Janeiro, a situação se agravou de tal maneira que uma banca de advogados, a Luchione Advogados, denunciou à OAB a “venda de facilidades” na operação Lava Jato no Rio de Janeiro (veja aqui). A Luchione Advogados pediu a instauração de um processo ético-disciplinar contra um advogado de apenas 28 anos, Nythalmar Dias Ferreira Filho, que se tornou de repente o “superadvogado” da Lava Jato no Rio de Janeiro.

O procedimento no Rio e em Curitiba tem sido padrão e normalmente tem dois objetivos. O primeiro deles tem sido evitar que os advogados originais do caso não criem dificuldades para o convencimento de seus clientes para a aceitação da delação. O segundo tem a ver com os termos da delação, o que “facilitaria” a concordância do Ministério Público.

Se Livânia Farias abandonou seus advogados para fazer uma “delação premiada”, o mais importante para o Ministério Público será o que ela tem a oferecer, ou seja, quais cabeças Livânia está disposta a entregar na bandeja de prata que foi posta à sua frente.

Isso para o Ministério Público.

Para a sociedade, para a Justiça e para a democracia brasileiras, deveria interessar que tudo seja feito dentro do devido processo legal e, mais ainda, que sejam apresentadas provas cabais contra quem quer que seja acusado, e não apenas a palavra de uma delatora em busca de liberdade.

O Brasil não precisa de mais presos políticos

DELAÇÃO DA ORCRIM GIRASSOL: Livânia Farias repassou R$ 8 milhões em propina para o chefe da quadrilha, revela fonte

De acordo com a minha fonte especializada em Operação Calvário – que até agora não errou uma – a ex-secretária de Administração dos governos do PSB, Livânia Farias, afirmou na delação do fim do mundo ter repassado R$ 8 milhões em espécie para o chefe da ORCRIM girassol.

O dinheiro foi desviado da Saúde através da organização social Cruz Vermelha e os repasses eram mensais.

A fonte não revelou o nome do girassol em questão, mas adiantou o apelido: Cara Amassada.

Segundo a informação, Cara Amassada teria comprado imóveis de luxo com a propina da Cruz Vermelha, inclusive no exterior, mais precisamente em Portugal.

Também fiquei curioso para saber quem é Cara Amassada…