Em entrevista, Ricardo Coutinho utiliza a mesma estratégia dos presos da Lava Jato

Em entrevista concedida à TV Tambaú, o ex-governador Ricardo Coutinho seguiu o mesmo roteiro dos presos na Lava Jato e se vitimou, falando em julgamento antecipado, condenação na mídia a assassinato de reputação. A mesma narrativa que antecedeu a prisão de muito político graúdo nos últimos anos.

Só não entendi por que não perguntaram a Ricardo sobre a propina da Cruz Vermelha utilizada na campanha eleitoral de 2014, como descobriu o Ministério Público…

No celular de Michele Cardoso, assessora do chefe do esquema, o MP encontrou mensagens de texto comprovando que a propina era utilizada para campanhas eleitorais na Paraíba:

As conversas de Michele Cardoso, a mulher da caixa com dinheiro, revelava o desespero com a provável derrota de Ricardo Coutinho e, consequentemente, o fim do contrato com a Cruz Vermelha:

Mas, o que tem sido motivo de dor de cabeça para RC e aliados próximos é o registro na sentença de Ricardo Vital, de que a propina apurada pelo Gaeco teria irrigado a sua campanha eleitoral 2014, quando disputou a reeleição. No documento fica explícito que Michelle Louzada Cardozo (secretária particular de Daniel Gomes) fez entrega de dinheiro destinado a campanha eleitoral na Paraíba.

Propina a ministro Vital do Rêgo foi paga no Rei das Coxinhas, diz delator

O empresário João Carlos Lyra, que fez delação após ser alvo de uma operação ligada à Lava Jato no Nordeste, disse em depoimento que deu R$ 2 milhões de propina para o então senador Vital do Rêgo, atual ministro do Tribunal de Contas da União.

Segundo ele, os pagamentos ocorreram durante a eleição de 2014, quando Vital foi candidato derrotado ao governo da Paraíba. O delator afirma que Alex Azevedo, que foi secretário quando do irmão de Vital quando era prefeito de Campina Grande (PB), foi o responsável por recolher o dinheiro.

João Lyra ganhou notoriedade em agosto daquele mesmo ano, quando o candidato à presidência Eduardo Campos morreu em um acidente aéreo. O jatinho era de Lyra.

Agora delator, Lyra conta que serviu de caixa paralelo da OAS para viabilizar o caixa dois a Vital do Rêgo. Ele afirma que emitia notas fiscais com valores superfaturados para a empreiteira e, assim, fazia os saques em dinheiro.

A empreiteira já disse em outras oportunidades na Justiça que de fato deu dinheiro a Vital em troca de benefícios na CPI da Petrobras, mas citou uma pessoa jurídica diferente da apontada por Lyra em sua delação, como sendo a responsável por emitir notas fiscais superfaturadas.

O depoimento de Lyra foi prestado no início deste ano, na sede da procuradoria em Recife.

“O colaborador percebeu claramente que Roberto Cunha [OAS} estava muito angustiado, tendo dito que precisava conseguir R$ 2 milhões a serem repassados ao então senador Vital do Rêgo, que na época era relator da CPI da Petrobras. Que o pagamento destinava-se a obter favorecimentos ou facilidades para a OAS na CPI”, disse João Lyra.

Em dez dias, segundo o delator, o acerto foi todo liquidado. A primeira entrega foi no restaurante Rei das Coxinhas, na BR-101. Não foi por acaso. A OAS tinha pressa.

Foi então que surgiu o Rei das Coxinhas. Era o meio do caminho entre Goiana, em Pernambuco, e João Pessoa. Quem levou o dinheiro foi uma parceira de João Lyra, de nome Carolina Vasconcellos – que também fez delação.

“Ter sido solicitado por João que se dirigisse a João Pessoa com urgência para entregar uma encomenda a uma pessoa de nome Alex Azevedo. Com a insistência de João Lyra, a colaboradora concordou em fazer a entrega da tal encomenda, desde que não precisasse se deslocar até João Pessoa, mas até o meio do caminho. Assim encontrou com a pessoa de Alex Azevedo em Goiana (PE) na lanchonete Rei das das Coxinhas, local em que entregou a encomenda em mãos da pessoa identificada como Alex Azevedo”, disse a delatora.

Segundo a delatora, a conversa não foi amigável: o ex-secretário de Vital reclamou que o dinheiro era pouco. “Alex Azevedo disse que não era apenas aquilo que havia combinado com João e que ela providenciasse a entrega de outra encomenda em data próxima”.

Os delatores não detalharam quanto foi pago em cada uma das entregas. João Lyra disse que no total foram quatro encontros. Além do Rei das Coxinhas, os valores foram entregues na beira da estrada em Bezerros (PE), num aeroclube e num restaurante dentro de um shopping em Recife.

Buzz Feed

Segundo delegado, Ricardo Coutinho é o chefe da ORCRIM girassol

O delegado e deputado estadual Wallber Virgulino acredita que o ex-governador Ricardo Coutinho é o chefe da ORCRIM girassol, organização criminosa que desvia dinheiro da saúde através das organizações sociais Criuz Vermelha e Ipcep. A declaração foi dado na segunda-feira, 29, no programa Correio Debate:

Em contato com o Polítika, o parlamentar reforçou a acusação de que Ricardo Coutinho Coutinho é o chefe da maior organização criminosa da Paraíba:

“Ele atua desde a prefeitura de João Pessoa e os escândalos se multiplicam, a exemplo do Caso Cuiá, Gari Milionário, Jampa Digital, Caso Bruno Ernesto, Cruz Vermelha, entre outros”, afirmou.

Para Walber, o comportamento de Ricardo Coutinho é típico de gangster querendo destruir a reputação de homens de bem. “Ele não tem formação familiar, educação e moral para comandar um estado com um povo tão honesto e batalhador. Ricardo Coutinho importou do Rio de Janeiro a maior organização criminosa e aprendeu com Sergio Cabral a chefiar a ORCRIM”.

O delegado foi mais além e disse que Ricardo Coutinho também queria superfaturar compras na secretaria de Administração Penitenciária:

 

Propina da Cruz Vermelha foi utilizada para comprar apoios para Ricardo Coutinho no 2° turno de 2014, revela fonte

Minha fonte especializada em Operação Calvário, que até agora não errou uma, informou que o dinheiro desviado da Saúde através da organização social Cruz Vermelha foi utilizado para comprar apoios para Ricardo Coutinho no 2° turno da campanha de 2014.

A Operação Calvário já tem certeza que a propina foi utilizada para pagar dívidas de campanha através de Caixa 2, mas agora, após a delação de Livânia, a força-tarefa investiga a “compra” de apoios no 2° turno.

Como todos sabem, RC perdeu o 1° turno para Cássio Cunha Lima, mas dias depois uma enxurrada de prefeitos, parlamentares e lideranças anunciaram apoio ao Mago, que virou a eleição com uma diferença inesperada.

No celular de Michele Cardoso, assessora de um dos chefes do esquema, o MP encontrou mensagens de texto comprovando que a propina era utilizada para campanhas eleitorais na Paraíba:

As conversas de Michele Cardoso, a mulher da caixa com dinheiro, revelava o desespero com a provável derrota de Ricardo Coutinho e, consequentemente, o fim do contrato com a Cruz Vermelha:

Mas, o que tem sido motivo de dor de cabeça para RC e aliados próximos é o registro na sentença de Ricardo Vital, de que a propina apurada pelo Gaeco teria irrigado a sua campanha eleitoral 2014, quando disputou a reeleição. No documento fica explícito que Michelle Louzada Cardozo (secretária particular de Daniel Gomes) fez entrega de dinheiro destinado a campanha eleitoral na Paraíba.

 

 

Em depoimento à PF, Leto Viana confessa que pagou R$ 20 mil pela adesão do atual prefeito de Cabedelo e mesada de R$ 3 mil

Preso na Operação Xeque-Mate, o ex-prefeito de Cabedelo, Leto Viana, resolveu contar tudo o que sabe e só não dedurou a esposa e filhos. Não poupou nem o “amigo” Roberto Santiago.

Segundo Leto, o prefeito recém eleito, Vitor Hugo, recebeu em mãos R$ 20 mil para apoiar a gestão de Leto após a renúncia de Luceninha.

Em seu depoimento, Leto disse ainda que Vitor Hugo também recebia uma mesada de R$ 3 mil e tinha direito a indicar uma pessoa na folha de pessoal para receber mais R$ 5 mil por mês:

Indiciado pela Polícia Federal, Vitor Hugo pode ser afastado da prefeitura e sofrer um processo de cassação.

Se anos atrás Vitor Hugo amarrava o cadarço de Leto, hoje o ex-prefeito prepara a “cama” de Vitor Hugo…

DELAÇÃO DA ORCRIM GIRASSOL: Livânia Farias repassou R$ 8 milhões em propina para o chefe da quadrilha, revela fonte

De acordo com a minha fonte especializada em Operação Calvário – que até agora não errou uma – a ex-secretária de Administração dos governos do PSB, Livânia Farias, afirmou na delação do fim do mundo ter repassado R$ 8 milhões em espécie para o chefe da ORCRIM girassol.

O dinheiro foi desviado da Saúde através da organização social Cruz Vermelha e os repasses eram mensais.

A fonte não revelou o nome do girassol em questão, mas adiantou o apelido: Cara Amassada.

Segundo a informação, Cara Amassada teria comprado imóveis de luxo com a propina da Cruz Vermelha, inclusive no exterior, mais precisamente em Portugal.

Também fiquei curioso para saber quem é Cara Amassada…

CAIXA DOIS: Delação do “caixa” da ORCRIM girassol tem potencial para cassar mandato de João Azevedo e Paraíba deve ter novas eleições

Considerada o “caixa” da ORCRIM girassol pela força-tarefa da Operação Calvário, a delação de Livânia Farias, mulher de confiança de Ricardo Coutinho, tem potencial para cassar João Azevedo e uma dúzia de parlamentares da base do governo.

Já é “prego batido e ponta virada” que a propina da Cruz Vermelha, desviada em contratos da Saúde, vêm abastecendo sistematicamente as campanhas do PSB e aliados na Paraíba, entre elas a de Ricardo Coutinho (2014) e João Azevedo (2018), de acordo com as delações e investigações.

Além de ratificar a delação de Leandro Nunes (ex-assessor e operador da propina) e os depoimentos dos empresários que receberam através de caixa dois, a delação de Livânia Farias vai substanciar o conjunto probatório do Ministério Público, que não terá outra saída senão pedir o afastamento e a cassação de João Azevedo, ainda em 2019.

De acordo com as investigações, em agosto de 2018, Leandro Nunes, assessor da Secretaria de Administração da Paraíba, recebeu uma caixa com dinheiro em um hotel no Rio de Janeiro. O dinheiro foi entregue por Michele Cardoso, braço direito de Daniel Gomes da Silva, acusado de comandar a organização criminosa:

Segundo o Ministério Público, horas antes de pegar a caixa, Leandro recebeu uma ligação de Waldson Souza, atual secretário de Planejamento:

Meia hora antes do encontro no hotel, Leandro Nunes recebeu uma outra ligação de um celular pertencente à secretaria de Administração, comandada por Livânia Farias, onde Leandro supostamente trabalhava:

No celular de Michele Cardoso, assessora do chefe do esquema, o MP encontrou mensagens de texto comprovando que a propina era utilizada para campanhas eleitorais na Paraíba:

As conversas de Michele Cardoso, a mulher da caixa com dinheiro, revelava o desespero com a provável derrota de Ricardo Coutinho e, consequentemente, o fim do contrato com a Cruz Vermelha:

Mas, o que tem sido motivo de dor de cabeça para RC e aliados próximos é o registro na sentença de Ricardo Vital, de que a propina apurada pelo Gaeco teria irrigado a sua campanha eleitoral 2014, quando disputou a reeleição. No documento fica explícito que Michelle Louzada Cardozo (secretária particular de Daniel Gomes) fez entrega de dinheiro destinado a campanha eleitoral na Paraíba.

A investigação também identificou, em junho de 2018, seis chamadas feitas para o celular de Coriolano Coutinho, o famoso “Cori”, irmão de Ricardo Coutinho. Coriolano já se envolveu em outra denúncia de corrupção quando era Superintendente da Emlur, no caso que ficou conhecido como o escândalo do “gari milionário”, sendo atestado pelo Ministério Público a fraude em licitação e lavagem de dinheiro:

De acordo com o MP, Jaime Gomes da Silva, tio de Daniel Gomes (chefe da quadrilha), doou R$ 300 mil para o comitê estadual do PSB, em 2010. A doação foi realizada 8 meses antes do hospital de Trauma ser terceirizado para a Cruz Vermelha:

CONFIRA TRECHO DO DEPOIMENTO DE LEANDRO…

Rachel Dodge diz que R$ 4 milhões da OAS seriam propina paga a Vital do Rêgo

A procuradora-geral, Raquel Dodge, pediu para que o Supremo Tribunal Federal (STF) envie à Lava Jato em Curitiba investigação sobre o ministro do Tribunal de Contas da União, Vital do Rêgo, e o ex-deputado Marco Maia (PT). Eles teriam supostamente recebido propinas da OAS no valor de R$ 4 milhões para que, na função de presidente, e relator da CPI da Petrobrás, em 2014, impedissem a convocação de dirigentes de empreiteiras investigadas.

Segundo a chefe do Ministério Público Federal, não há provas de que os valores tenham sido utilizados para doações eleitorais, e, portanto, o inquérito deve ser arquivado nesta área. Rachel Dodge ressalta que os “relatos dos executivos da OAS revelam o pagamento de vantagens indevidas no montante de R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais) a Vital do Rêgo Filho, a pretexto do pleito eleitoral de 2014, intermediado por Alex Azevedo, suposto assessor parlamentar do investigado”.

“Do valor total pago a título de propina, R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais) teria sido repassado via doação eleitoral oficial realizada em favor do Diretório Nacional do PMDB, R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais, ) foi pago mediante celebração de contrato fictício com a Construtora Planície e os R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) restantes foram repassados por meio de celebração de contrato fictício com a Construtora Câmara e Vasconcelos”, diz Raquel Dodge.

Os delatores ainda afirmam ter feito pagamento de R$ 1 milhão para José Capela, que seria um interlocutor de Marco Maia. Para Raquel Dodge, “as provas apontam, em tese, para o cometimento dos crimes de corrupção passiva e ativa e de lavagem de dinheiro”. “Registre-se que o repasse de valores espúrios a Vital do Rêgo, travestido de doação eleitoral oficial, foi usado para camuflar a real intenção das partes, tratando-se de nítido negócio simulado para encobrir a finalidade de transferência de recurso, que não era outro se não adimplir a vantagem indevida e viabilizar a blindagem da convocação dos executivos à CPI da Petrobras.”

“Com efeito, a doação oficial em tais casos pode configurar mecanismo de dissimulação para a o repasse de dinheiro ilícito, fruto de corrupção, o que caracteriza o delito de lavagem de capitais”, escreve. Segundo Raquel, “deve ser fixada a competência constitucional da Justiça Federal, uma vez que envolve supostos atos praticados valendo-se da função pública (crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro)”. “Quanto à competência territorial, destaca-se a existência de diversos processos tramitando na 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, que têm por objeto crimes que integraram o mesmo esquema criminoso”.

OPERAÇÃO CALVÁRIO: Propina da Cruz Vermelha pode ter financiado campanhas de Cida Ramos e Estela Bezerra

Informações exclusivas obtidas pelo blog confirmam que a força-tarefa da Operação Calvário também começa a investigar as campanhas para a prefeitura de João Pessoa de Estela Bezerra e Cida Ramos, respectivamente no anos de 2012 e 2016.

De acordo com a delação de Leandro Nunes de Azevedo e os depoimentos dos empresários envolvidos, as campanhas de Ricardo Coutinho e João Azevedo foram financiadas com propina da Cruz Vermelha.

A suspeita agora é se as duas últimas campanha do PSB para a prefeitura de João Pessoa também foram financiadas com o dinheiro da Saúde desviado através das organizações sociais.

A suspeita pode ser ser corroborada pela delação da mulher de confiança de Ricardo Coutinho, Livânia Farias, presa há 30 dias e considerada pelo Ministério Público o “caixa” da ORCRIM girassol.

A Operação Calvário está apenas começando…

 

João Poste Azevedo está refém de Livânia Farias

O comportamento do governador João Poste Azevedo mostra que ele é refém do esquema de corrupção dos girassóis e não vai demitir a secretária Livânia Farias. Ela só deixa o cargo se for presa, e olhe lá! Porque João ainda pode mantê-la despachando dentro de uma cela, caso vá em cana. Ao que tudo indica, em breve…

Livânia sabe demais e João recebeu ordens do governador de fato para não afastar nenhum secretário. Um governo sério já teria demitido Livânia, Waldson e Gilberto Carneiro há semanas.

Mas quem disse que girassol é flor que se cheire?