Ruy Carneiro critica modelo de gestão do PSB: “A saúde não pode ser gerida por organizações sociais sem a devida fiscalização do Estado”

Saúde pública é responsabilidade do Estado e não pode ser terceirizada para organizações sociais (OS) sem que haja a devida fiscalização, acompanhamento e cobrança de resultados permanentes por parte deste mesmo Estado.

É este o argumento defendido pelo deputado federal Ruy Carneiro ao comentar o caos enfrentado por unidades de saúde paraibanas administradas por OS.

Recentemente, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) reprovou, por unanimidade, as contas da gestão da Organização Social Instituto de Gestão em Saúde (Gerir), que administra a Maternidade Doutor Peregrino Filho, em Patos. Estima-se que a OS causou um prejuízo de R$ 3 milhões aos cofres públicos, com gastos elevados, irregularidades na contratação de terceirizadas e valores pagos sem comprovação.

O mesmo Instituto Gerir tem sido alvo de denúncias por parte do Conselho Regional de Medicina (CRM) da Paraíba. Além de salários atrasados do funcionalismo, a maternidade, que atende a Patos e outros 90 municípios sertanejos, sofreu “interdição ética” por parte do CRM, o que prejudicou o atendimento das mulheres gestantes. O hospital Regional de Patos e o Hospital Geral de Taperoá, também administrados pela mesma OS, entram na lista das unidades com problemas de pagamento de salários aos funcionários, falta de medicamentos e insumos.

“Depois do desmantelo, o Governo do Estado começou a tomar medidas, a nosso ver ainda tímidas. Mas se estas OS foram pagas ao longo dos anos para atender à saúde da população, porque a situação chegou a este ponto de total descontrole? Porque o Governo do Estado não fiscalizou antes? Quanto foi pago ao longo dos anos e quanto do dinheiro da população foi desperdiçado? Isto sem falar na perda de vidas, ocasionada por um atendimento precário”, cobra Ruy Carneiro.

Pré-candidatura de Lucélio Cartaxo já preocupa o PSB

Análises internas do PSB revelam que João Azevedo não sai do lugar e o estreante Lucélio Cartaxo representa uma ameaça até então ignorada. A euforia que tomava conta dos governistas até poucos dias atrás, com a desistência de Luciano Cartaxo, deu lugar a cautela e questionamentos.

Há um ano como pré-candidato, João Azevedo não empolga e continua uma incógnita. Tem uma imagem pesada e não transmite confiança para o eleitorado. E o recente trauma do brasileiro com a ex-presidente Dilma – que também foi apresentada como uma técnica -, respinga no candidato do PSB; um desconhecido tirado do bolso de Ricardo Coutinho e que igualmente se apresenta como um técnico.

A facilidade de Lucélio Cartaxo em atrair pra si o prestígio do irmão na Grande João Pessoa, principal reduto do PSB, é a grande preocupação dos girassóis.

A verdade é que Ricardo torcia pela candidatura de Pedro Cunha Lima, pois acredita possuir uma fórmula anti Cunha Lima na Paraíba. E de certa forma possui, principalmente pela comunicação defensiva que o senador Cássio Cunha Lima adotou (e continua adotando) depois de 2014. Sem uma estratégia de comunicação que preservasse o seu legado e fizesse o contraponto necessário ao governo do PSB, Cássio deixou Ricardo Coutinho impor a narrativa que ele queria.

Mas com Lucélio Cartaxo é diferente. O modelo de gestão que ele vai representar tem elementos para fazer o contraponto à gestão do PSB; apresentando uma nova ideia de governo – com trabalho e resultados – mas com diálogo e respeito ao funcionalismo também.

E sem esfolar ainda mais o bolso do contribuinte.