Em almoço para Lucélio Cartaxo, Romero reúne prefeitos aliados em Campina Grande

O prefeito Romero Rodrigues (PSDB) reservou o horário do almoço, nesta sexta-feira, 4, para um novo encontro político de apoio à pré-candidatura do executivo Lucélio Cartaxo (PSD) ao Governo do Estado este ano. Após cumprir uma agenda administrativa pela manhã com Lucélio, Romero levou ao Restaurante Mororó, no bairro da Palmeira, seis prefeitos, além de ex-prefeitos e diversas lideranças regionais.

Participaram do almoço os prefeitos Milton Marques (PSDB), de Aroeiras; Fábio Ramalho, de Lagoa Seca (PSDB); Severo Luiz (PSDB), de Lagoa de Roça; Aquino Leite (PSDB), de Alagoa Nova; João Francisco (PSDB), de Areia, e Jonas de Souza (PSD), de Montadas.

Também prestigiaram o encontro os ex-prefeitos José Francisco Marques, o Chicão (PSDB), de Aroeiras, e Ramalho Alves (PSDB), de Lagoa de Roça, além de vereadores de vários municípios paraibanos.

Pré-candidato a governador, Lucélio Cartaxo diz que Campina Grande precisa voltar a ter as boas parcerias entre Governo e Prefeitura

Dando início à rodada de diálogos com gestores públicos, lideranças políticas e representantes da sociedade civil, o pré-candidato ao governo da Paraíba, Lucélio Cartaxo (PV), se reuniu, nesta quarta-feira (18), com o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues. Depois de se encontrar com 17 vereadores da cidade e com os deputados Tovar Correia Lima e Eva Gouveia, Cartaxo visitou o Parques do Povo e da Liberdade e disse que “Campina precisa voltar a ter as boas parcerias entre o Governo e a Prefeitura”.

O pré-candidato, que conheceu os detalhes da próxima edição do ‘Maior São João do Mundo’, alertou que um evento desse porte precisaria contar com o apoio do Governo Estadual. “O São João de Campina já se tornou um patrimônio cultural do Nordeste e do Brasil, sendo responsável por atrair, só no ano passado, mais de 2,5 milhões de pessoas em 30 dias de festa, injetando mais de R$ 200 milhões na economia da Paraíba”, comentou.

De acordo com Lucélio, Campina Grande é uma das locomotivas para o desenvolvimento da Paraíba, respondendo por mais de 14% da economia do estado. “A Paraíba precisa viver um tempo novo. A gestão pública deve ser o espaço dos bons resultados e não da perseguição política. É por isso que nos propomos a ir além, estabelecendo uma relação de cumplicidade com a cidade”, disse.

As vantagens da candidatura de Lucélio Cartaxo para a Oposição

Com a renúncia de Luciano Cartaxo e a batida de pino de Romero Rodrigues, a opção de Lucélio Cartaxo ao governo aparece como alternativa competitiva e de manutenção da unidade das oposições. Irmão gêmeo do prefeito, Lucélio tem a vantagem de neutralizar a votação do PSB na Grande João Pessoa. Coisa difícil de acontecer com qualquer outra candidatura, principalmente de um campinense.

A transferência de votos através do prestígio do prefeito Luciano Cartaxo – com mais de 70% de aprovação -, seria facilitada pela singularidade da natureza; um é a cara do outro. E ainda tem o sobrenome Cartaxo que reforça a associação e poderia virar o nome de guerra da campanha.

Cartaxo, o Luciano, não seria candidato. Mas outro Cartaxo, o Lucélio, apresentaria o modelo de “gestão de resultados” implantado em João Pessoa para a Paraíba. Se o PSB vai dizer que João Azevedo ajudou a construir o projeto político vigente no Estado, Lucélio Cartaxo também pode colher os louros da gestão bem avaliada do irmão.

Além de afastar a re-união de Cartaxo com Ricardo Coutinho, a candidatura de Lucélio garantiria uma penetração importante para o senador Cássio, em João Pessoa, e uma estrutura de campanha que praticamente garantiria a reeleição do tucano.

Com o apoio da gestão de Romero e o voto cassista na Grande Campina e no interior, Lucélio não teria dificuldades em chegar ao segundo turno; muito provavelmente contra João Azevedo. Para isso, Cartaxo conta com uma rejeição muito baixa e um bom recall fruto da campanha ao Senado, em 2014, quando conquistou um terço dos votos e ficou em segundo lugar.

Sem contar no generoso tempo de TV da provável coligação (PSDB, PV, PSD, PP, PSC e PRB) e o apoio dos 7 prefeitos das 10 maiores cidades do estado.

Eis uma boa opção. Fica faltando um vice de Campina Grande, que poderia ser Pedro Cunha Lima…

O gesto de Romero e o cavalo selado para Cartaxo montar

A sorte sempre foi companheira do prefeito Luciano Cartaxo, que viu sua carreira política decolar de vez com a cassação do então governador Cássio Cunha Lima. Cartaxo virou vice-governador e pavimentou sua eleição para a Assembléia Legislativa.

Mesmo sendo humilhado, Luciano queria continuar como vice-governador na chapa de Maranhão. Não sabia ele que a sorte mais uma vez estava lhe ajudando e afastando de uma futura derrota para Ricardo Coutinho.

Depois veio o racha interno do PSB que jogou a prefeitura de João Pessoa no colo da pré-candidatura de Luciano, em 2012.

A reforma eleitoral que reduziu a campanha de governador para 45 dias também pode ser considerada uma boa sorte. A campanha menor beneficia os favoritos e diminuiu o tempo para que candidatos com a máquina – porém, sem popularidade e voto – consigam virar o jogo.

Mas agora é a matemática eleitoral e a conjuntura política que sela o cavalo para Cartaxo montar e descer vitorioso dele no dia 7 de outubro. A recente declaração de apoio – mesmo que tardia – do prefeito Romero Rodrigues representa um fator decisivo para qualquer eleição ao governo; a união de João Pessoa e Campina Grande.

Se desistir de desistir, Cartaxo terá um bom tempo de TV, uma forte chapa proporcional, a penetração no eleitorado cassista do interior e sairá majoritário no eleitorado da Grande Campina. Juntando com a Grande João Pessoa, representa um eleitorado de mais de 1 milhão de votos. Não é pouca coisa.

E das 10 maiores cidades do estado, Luciano Cartaxo só não teria o apoio de 2 prefeitos.

Cavalo selado assim só se passa uma vez… na vida!

Romero e Cartaxo, uma chapa imbatível; mas quem topa ser o vice?

A oposição nunca esteve tanto, com o faca e o queijo na mão para tirar o PSB do governo, como está agora. A possível união dos dois maiores prefeitos da Paraíba, Cartaxo e Romero, forma uma chapa imbatível; com voto, carisma e trabalho pra mostrar. Seria aquela eleição ganha na convenção.

Mas quem topa ser o vice?

Ambos foram reeleitos no primeiro turno, têm gestões bem avaliadas, pontuam bem nas pesquisas e se acham no direito de disputar o governo. E com razão.

Romero tem a seu favor o fato do nome ser mais interiorizado, tanto pela atuação parlamentar de anos, como pela propaganda eleitoral da TV que sempre abrangeu várias cidades do interior.

Mas Romero errou na escolha do vice-prefeito e hoje está refém. Saindo da prefeitura, seja para ser candidato a governador ou vice, o grupo Cunha Lima vai deixar novamente de administrar a prefeitura de Campina, reconquistada a muito custo depois de 8 anos e duas derrotas.

Além de liderar as pesquisas, conta a favor de Luciano Cartaxo o fato de ser o prefeito da maior cidade do estado e possuir muita influência na Grande João Pessoa.

A chapa seria imbatível, mas dificilmente um vira o vice do outro…