Todos os caminhos levam a Ciro – Por Rômulo Oliveira

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Nas últimas três semanas, o pré-candidato Ciro Gomes recebeu da mídia pelo menos quatro nomes prováveis para compor sua chapa como vice.

De um encontro com o petista Fernando Haddad saiu o primeiro. Do PR, veio Josué Alencar, filho do saudoso ex-vice-presidente José Alencar. Há alguns dias, o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, do DEM, ao avaliar Ciro como uma opção, se transformaria no terceiro pretenso vice para alguns analistas. O último da fila é o também empresário Benjamin Steinbruch, filiado ao PP.

Mais do que isso, quem assistiu ao programa Roda Viva, da TV Cultura segunda-feira passada, viu um Guilherme Boulos do PSOL propondo a tributação de lucros e dividendos para estimular à produção, além de uma reforma da previdência praticamente idêntica à defendida por Ciro desde sempre.

Tais fatos nos levam a constatar que as críticas desferidas por esquerda e direita ao “temperamento” do pedetista, típico da política do apito de cachorro [1], já não escondem um fato mais do que óbvio: todos os caminhos levam a Ciro!

E não é difícil de compreender…

Dotado de uma inteligência incomum para temas como economia e gestão pública, Ciro reúne características que um país em crise, como o Brasil, deveria estar disposto a apostar.

Qualificado e experiente, é advogado e professor visitante da Universidade de Havard – onde pesquisa sobre macroeconomia. Já foi prefeito de Fortaleza e governador do Ceará (o mais jovem a ser eleito), cargo que renunciou para se tornar ministro da fazenda, responsável aliás, pela estabilização do real durante o governo Itamar Franco.

Quem não se lembra do Ciro ministro da integração nacional do governo Lula, conduzindo os intermináveis debates sobre o projeto de transposição das águas do Rio São Francisco, quando muitos ainda torciam o nariz para obra?

A ficha limpa, a experiência, o legado à frente dos cargos exercidos, somados ao projeto nacional-desenvolvimentista que tem defendido, o colocam em ponto de destaque diante do caos político em que estamos inseridos.

Se não, vejamos…

As pesquisas têm nos mostrado que a intenção de voto em Jair Bolsonaro por parte do eleitorado brasileiro, se dá pela revolta com os atos de corrupção e com a crescente onda de violência no país, também nos apontam que esse mesmo eleitor, quando confrontado sobre o perfil do candidato conservador, tem plena consciência das suas limitações políticas e técnicas para o desafio que é administrar uma nação com a complexidade do Brasil. Nos debates, esse fator ficará ainda mais evidente.

Essas aferições sobre os cenários eleitorais, ainda demonstram que a solidariedade frente ao julgamento do Triplex e o reconhecimento ao legado deixado pelo ex-presidente Lula, o colocam, mesmo preso, à frente dos outros candidatos, uma dinâmica que tende a não se manter até o período de registro de chapas. Os efeitos da desistência de Joaquim Barbosa em participar da disputa presidencial, por exemplo, demonstraram isto ao longo desta semana. A pré-candidatura de Ciro foi a que mais ganhou com esse movimento.

Soma-se a isso a falta de credibilidade nos candidatos apresentados pela centro-direita. E a eterna dúvida chamada Marina Silva.

Os caminhos que levam ao centro encontram Ciro. Bem posicionado e em defesa de um projeto de desenvolvimento econômico, que parte da ideia da construção de uma agenda integrada com a economia do conhecimento: educação, ciência, cultura, tecnologia e inovação, visando estimular setores estratégicos da nossa indústria e comércio. E nesta direção, o pedetista tem defendido uma reforma tributária que traga justiça fiscal para um setor produtivo, retraído pela atual carga tributária. Uma reforma na previdência que corrija as distorções do atual modelo, levando em conta as especificidades regionais do povo brasileiro. Além da defesa consistente dos direitos da classe trabalhadora.

O objetivo é claro: de um lado, estimular quem produz. Do outro, assegurar os direitos a quem trabalha e garantir o financiamento das políticas públicas.

Ciro acumulou o suficiente para levantar as questões que tem defendido com tanto afinco. Seu legado político no Ceará e nos ministérios por onde passou, atestam seu compromisso com o controle fiscal e a atenção para com os mais pobres.

Em síntese, Ciro é o homem a ser ouvido.

* Romulo Oliveira é advogado, professor e pesquisador das relações entre o direito e a economia criativa. Ex-secretário do Orçamento Democrático de João Pessoa/PB.

[1] Quando são empregados termos e conceitos aparentemente inócuos, mas com potencial controverso para distorcer uma ideia ou fala de uma pessoa. O nome se refere aos apitos usados no treinamento de cães, inaudíveis aos ouvidos humanos.

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