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Um destes será o próximo prefeito de João Pessoa

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O cenário pré-eleitoral de João Pessoa nunca foi tão confuso quanto agora. E por vários motivos. Primeiro não sabemos se teremos eleição em outubro, dezembro ou quiçá noutro ano. Segundo porque a pauta eleitoral foi consumida pela pandemia do coronavirus e o debate de ideias e projetos não cabe no momento.

Momento deveras delicado, que não permite que nenhum pré-candidato faça corpo a corpo e gaste sola de sapato nos bairros da Capital.

Diferente de outras eleições, é improvável acertar antecipadamente quem será o próximo prefeito de João Pessoa. No entanto, é possível apontar os principais pré-candidatos, e certamente um deles será o próximo prefeito da cidade.

Nilvan Ferreira, Ruy Carneiro, Wallber Virgolino, Raoni Mendes e Cícero Lucena (se limpar a ficha no TCU). Do lado do prefeito Luciano Cartaxo, quatro são as opções; Diego Tavares, Edilma Ferreira, Socorro Gadelha e Daniella Bandeira. Esta última com mais chances.

Nilvan Ferreira tem a sorte a seu favor e está mantendo a popularidade no rádio e na TV enquanto os demais pré-candidatos sequer podem sair às ruas. A candidatura é sem volta e ele só depende de si mesmo, mas terá problemas para compor uma aliança mais ampla (além do PSL) com demais partidos, já que o ‘magnetismo’ das máquinas municipal e estadual deve atrair mais siglas para seus candidatos.

Dentre os nomes apresentados, Ruy Carneiro é o que possui mais experiência política e administrativa, passando segurança a um eleitor que hoje vive o drama de ser governado por um presidente inapto e teme novas aventuras eleitorais. Ruy já foi secretário municipal e estadual, além de candidato a prefeito em 2004 e vice-governador em 2014.

Porém, a trajetória política mais longeva pode resultar numa maior rejeição para o tucano.

Informações de bastidores revelam que a equipe da campanha já está montada e Ruy tem tudo detalhadamente planejado, com pesquisas (quanti e quali) e um programa de governo ousado. Deve contar com o PSD (de Romero) e PSC (do seu suplente Leonardo Gadelha) na aliança.

Deputado estadual mais votado em João Pessoa e um dos mais atuantes da oposição, Wallber Virgolino desempenha um mandato pautado na segurança pública e no combate à corrupção. Delegado de polícia e há 16 anos atuando na área, Wallber já foi secretário de Administração Penitenciária na Paraíba e secretário de Jutiça e Cidadania no Rio Grande do Norte, onde ganhou notoriedade nacional ao combater a rebelião no presídio de Alcaçuz.

Wallber conta ainda com o apoio massivo do gado bolsonarista. Um eleitor estranho, mas ainda expressivo e fiel ao som do berrante conservador da direita. Pode ser o trunfo que levará Virgolino a disputar uma vaga no 2° turno.

O ponto negativo é que dificilmente um candidato com o carimbo de Bolsonaro na testa obtenha mais de 50% dos votos em alguma capital do Nordeste. Em contato com o blog, o deputado avisou que é candidatíssimo e não aceita ser vice de ninguém.

Até o presente momento, o ex-deputado Raoni Mendes é o único pré-candidato da base governista estadual. Filiado ao DEM dos Morais – aliado de primeira hora de João Azevedo –  Raoni poderá contar com o apoio da máquina do estado em sua campanha. Uma estrutura grande e que pode ser fundamental para levá-lo ao 2° turno. Como se diz nos bastidores da política, ‘máquina é máquina’.

Resta saber se será estratégico apresentar-se como o candidato de João Azevedo. Poderia ser um limitador de votos por conta dos escândalos de corrupção do projeto girassol. Mas por outro lado garante um crescimento eleitoral expressivo e animador na largada da campanha.

Raoni é um nome novo, fala bem e representa a renovação na política. O problema é seu conservadorismo religioso que pode atrapalhá-lo no eleitorado mais jovem.

O ex-prefeito Cícero Lucena é ficha-suja e parece não ter muita disposição para disputar uma eleição como cabeça de chapa. Seria um bom vice, mas primeiro precisa ficar elegível na Justiça Eleitoral. Em resumo, imaginar Cícero prefeito é como querer FHC presidente. Não cola.

Por último, mas não menos importante, temos os prováveis candidatos de Luciano Cartaxo, que conta com uma gestão bem avaliada e tem mostrado liderança, capacidade e humanismo no enfrentamento à pandemia. Mas deixou a corda esticar demais e não apresentou seu pré-candidato ao eleitorado em tempo hábil. Estrategicamente, o ideal era que o candidato tivesse sido anunciado no final de 2019.

Todos os pré-candidatos de Cartaxo necessitarão de tempo para a crescer em popularidade e voto. Precisarão associar-se à imagem do prefeito, apresentando-se como a continuidade da ‘gestão por resultados’. Estamos chegando em junho, e caso a eleição não seja adiada, Cartaxo estará numa sinuca de bico, porque o clima não é de escolha de candidatos. Mas o tempo está passando. Ou seja, se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.

O prefeito hoje tem cerca de 20% do eleitorado que facilmente o acompanharia na indicação do sucessor no 1° turno. E não podemos desprezar a força da máquina municipal e o leque de alinças com partidos governistas. Apostando num nome leve e sem teto de vidro, Cartaxo terá facilidade em garantir seu sucessor – ou sucessora – no 2° turno.

De duas coisas temos certeza. Será a eleição mais pulverizada da história de João Pessoa e um destes nomes vai ser o próximo prefeito – ou prefeita – da cidade.

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