Manoel Junior descarta Romero e diz que Cartaxo é o favorito nas pesquisas

O vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Junior, confirmou que o PMDB seguirá na oposição e defendeu o nome de Cartaxo para disputar o governo, descartando o prefeito de Campina, Romero Rodrigues.

“Este é um momento de unidade. Eu tenho certeza e convicção. É esse o nosso objetivo e nosso direcionamento. Não tenha nenhuma dúvida, o PMDB não estará com o PSB nas eleições de 2018”, declarou.

Questionado se essa aliança também valeria para Campina Grande, que tem o prefeito Romero Rodrigues como possível pré-candidato ao governo, ele garantiu que união atingirá todo o estado, mas voltou a dizer que o nome mais bem avaliado para a disputa é o do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD).

“Nós temos uma constelação de nomes na oposição. O que eu posso dizer, nesse instante, pautado nas pesquisas de opinião, não só nas qualitativas, mas nas quantitativas, o melhor nome para a disputa é o nome do prefeito Luciano Cartaxo”, disse.

Temer é o pior presidente desde a redemocratização

A popularidade do presidente Michel Temer sofreu uma forte queda em julho e chegou ao patamar mais baixo da série histórica do Ibope, mostrou nesta quinta-feira pesquisa encomendada ao instituto pela CNI, em meio à crise econômica e à turbulência política após a delação da JBS envolvendo o peemedebista.

A avaliação negativa do governo disparou para 70 por cento em julho, ante 55 por cento em março, enquanto a desaprovação à maneira de governar subiu para 83 por cento contra 73 por cento no levantamento passado.

Apenas 5 por cento consideram o governo ótimo ou bom, queda ante os 10 por cento de março. Aqueles que consideram o governo regular somaram 21 por cento, contra 31 por cento.

“Ainda existe um peso muito forte da crise econômica na avaliação do governo”, disse o gerente-executivo da Unidade de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca.

“Certamente as denúncias que surgiram com o caso JBS afetaram a popularidade do governo”, concluiu.

Temer é alvo de denúncia oferecida no final de junho pela Procuradoria-Geral da República pelo crime de corrupção passiva a partir de delação de executivos do grupo J&F, que controla a JBS.

“Uma intensificação da crise política junto com a crise econômica gera um quadro de uma popularidade muito baixa desse governo”, acrescentou Fonseca.

A avaliação do governo caiu em todas as áreas de atuação, mas o pior resultado se deu na política tributária, pesar de a sondagem ter sido realizada antes do recente aumento no PIS-Cofins sobre combustíveis –87 por cento desaprovam a política de impostos do governo.

“Eu acho que o governo deve apostar suas fichas na recuperação econômica”, disse Fonseca.

“Teve a redução de juros novamente ontem pelo Banco Central, a economia vai começar a responder a esses juros menores e à medida que a população perceber efetivametne que o emprego voltar a crescer, que a renda deixar de ser reduzida pela inflação, vai começar a mudar os índices de popularidade do governo”, acrescentou.

Desconfiança

A pesquisa apontou ainda que 87 por cento dos entrevistados não confiam no presidente, ante 79 por cento na sondagem anterior, ao mesmo tempo em que apenas 10 por cento disseram confiar em Temer, queda sobre os 17 por cento de março.

Os dados sobre as perspectivas para o governo também não são favoráveis a Temer. Para 65 por cento o restante do governo será ruim ou péssimo, enquanto apenas 9 por cento acreditam que será ótimo ou bom.

Os dados trazidos pela pesquisa apontam que Temer atingiu numericamente o patamar mais baixo de aprovação da série histórica do Ibope. A avaliação positiva do governo (ótimo/bom) de 5 por cento do atual governo fica tecnicamente empatada com os 7 por cento apurados em junho e julho de 1989, no governo do ex-presidente José Sarney.

Ao mesmo tempo, a avaliação negativa do governo Temer, de 70 por cento, é semelhante à verificada no final do governo da ex-presidente Dilma Rousseff, que bateu os 70 por cento de desaprovação em dezembro de 2015 e 69 por cento em março de 2016.

O levantamento CNI/Ibope mostra ainda um descolamento na comparação entre o governo Temer e o anterior. Para 52 por cento dos entrevistados o atual governo está sendo pior que o governo Dilma, contra 41 por cento em março. Agora, 35 por cento consideram este governo igual ao anterior, quando em março eram 38 por cento, e apenas 11 por cento o consideram melhor, ante 18 por cento na pesquisa anterior.

A pesquisa ouviu 2 mil pessoas em 125 municípios entre 13 e 16 de julho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Cartaxo ironiza desafio de Ricardo: “Desafio é coisa de coronel”

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), reuniu sua equipe de auxiliares na manhã desta quinta-feira (27) e ironizou desafio lançado pelo governador Ricardo Coutinho em relação à proposta de contratar organizações sociais na área da educação. Para Cartaxo, a atitude do governador representa a velha política.

“Essa política de chamar adversário para duelo, guerra, disputa, é coisa do século retrasado. A boa política é a do resultado, que é o que estamos apresentando aqui. Vamos continuar trabalhando pela cidade. Desafio é coisa da velha política”, avaliou.

Alvo frequente de críticas da oposição e entidades, Coutinho afirmou que se a terceirização não desse certo deixaria o Governo do Estado.

Cartaxo ainda voltou a defender a unidade das oposições nas eleições de 2018 e destacou a necessidade de equilíbrio para evitar divisões.

“O caminho é a maturidade e equilíbrio para não deixar que haja uma divisão nesse campo da oposição. Há todas as condições de permanecer unida para no ano que vem a gente fazer uma avaliação da formação da chapa”, afirmou.

MaisPB