Prefeito e primeira-dama prestigiam Natal de Luz comandado por Padre Nilson

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, e a primeira-dama, Maísa Cartaxo, prestigiaram, na noite desta quinta-feira (28), o show ‘Natal de Luz”, comandado pelo Padre Nilson, no Busto de Tamandaré, realizado com o apoio da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP). Com as areias da praia de Tambaú lotadsa de fiéis, que acompanhavam o momento de celebração a Jesus Cristo e à fé em Deus, o prefeito pediu bênçãos a todos os paraibanos e um novo ano de paz, esperança e prosperidade.

“Fiz questão de participar, ao lado de Maísa, desse momento tão especial para todos, às vésperas da festa de Réveillon, para espalhar uma mensagem de otimismo, de fé, de amor e esperança em um 2018 ainda melhor para todos, assim como é a mensagem que passa Padre Nilson. É muito bom sentir a paz e o amor de Cristo unindo a todos aqui no Busto”, disse Luciano Cartaxo.

Luciano e Maísa Cartaxo foram convidados por padre Nilson para subirem ao palco para uma bênção especial e um agradecimento pelo apoio à realização do Natal de Luz. “São mais de 10 anos de amizade e tenho a honra de ter Luciano Cartaxo como prefeito. Precisávamos de pessoas que acreditassem nesse trabalho da fé. Luciano se comprometeu desde junho deste ano a contribuir para que este momento de hoje se tornasse realidade e agora nós temos o Natal de Luz em João Pessoa. Muito obrigado por todo apoio, por esta estrutura, por tornar possível essa grande celebração. Seja luz e que vossa luz brilhe para sempre”, afirmou Padre Nilson.

Mais de 50 mil pessoas acompanharam o evento que teve seu ponto alto com a chegada do menino Jesus. A celebração já é conhecida por quem frequenta a Missa da Luz, realizada todas as quintas-feiras no Santuário Mãe Rainha, no Bessa. E para deixar a festa mais bonita, os fiéis acenderam velas para iluminar a celebração, tornando o momento ainda mais especial.

ELEIÇÕES 2018: Cartaxo lidera pesquisa com 41,6% e Lígia Feliciano aparece à frente de João Azevedo

Às vésperas do início de 2018, o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), aparece como favorito na disputa ao Governo do Estado, na capital paraibana. Cartaxo lidera todos os cenários avaliados ainda neste mês de dezembro pelo Instituto 6Sigma, em pesquisa encomendada para consumo interno.

De acordo com os números, aos quais o Portal MaisPB teve acesso, o gestor supera mais do que a soma de todos os possíveis adversários no território pessoense e apresenta uma das mais baixas rejeições entre o eleitorado de João Pessoa, cidade que administra há cinco anos.

Cenário 1 – João Pessoa

No primeiro cenário medido pelo Instituto, Luciano Cartaxo (PSD) surge com 41,6% das intenções de voto. Em seguida aparecem o senador José Maranhão (PMDB), com 10,2%, e em terceiro a vice-governadora Lígia Feliciano (PDT), com 5,5%.

Lançado pelo PSB há cinco meses, o secretário João Azevedo (PSB) alcança 3,8%, seguido do prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), com 3,5%. O número de votos brancos e nulos foi de 22,1%. O percentual de quem ainda não sabe em quem votar ou preferiu não responder foi de 13,3%.

Cenário 2 – João Pessoa

Em uma segunda avaliação, o prefeito da capital segue liderando com 39,7% das intenções de voto. Neste cenário, os senadores Cássio Cunha Lima (PSDB) e José Maranhão (PMDB) apresentam 10,2% e 9,2%, respectivamente.

O secretário João Azevedo (PSB) fica com 4,8%, acompanhado pela vice-governadora Lígia Feliciano (PDT), com 3,8%. Brancos e nulos somaram 20,8%. 11,5% dos eleitores informaram não saber ou preferiram não responder.

Rejeição – João Pessoa

Luciano Cartaxo surpreende com apenas 4,5% de rejeição na cidade que administra, seguido do prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, com 3,3%. Os senadores Cássio Cunha Lima e José Maranhão aparecem com os maiores índices, com 31,1% e 13,5%, respectivamente. Já o secretário João Azevedo apresentou 5,8%, tecnicamente empatado com a vice-governadora Lígia Feliciano, com 5,1%.

Dados técnicos – A pesquisa do instituto 6Sigma foi realizada entre os dias 02 e 07 de dezembro deste ano. Foram ouvidos mais de mil entrevistados, em todas as regiões de João Pessoa. A estratificação da amostra teve como parâmetro os indicadores fornecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), além do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A margem de erro é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.

Intenção estimulada – Governador (Cenário 01)

Luciano Cartaxo (PSD): 41,6%

José Maranhão (PMDB): 10,2%

Lígia Feliciano (PDT): 5,5%

João Azevedo (PSB): 3,8%

Romero Rodrigues (PSDB): 3,5%

Brancos e nulos: 22,1%

Não sabe e não respondeu: 13,3%.

Intenção estimulada – Governador (Cenário 02)

Luciano Cartaxo (PSD): 39,7%

Cássio Cunha Lima (PSDB): 10,2%

José Maranhão (PMDB): 9,2%

João Azevedo (PSB): 4,8%

Lígia Feliciano (PDT): 3,8%

Brancos e nulos: 20,8%.

Não sabe e não respondeu: 11,5%.

Rejeição estimulada – Governador

Cássio Cunha Lima (PSDB): 31,1%

José Maranhão (PMDB): 13,5%

João Azevedo (PSB): 5,8%

Lígia Feliciano (PDT): 5,1%

Luciano Cartaxo (PSD): 4,5%

Romero Rodrigues (PSDB): 3,3%

MaisPB

Prefeitura de João Pessoa paga 14º salário para mais de 8 mil profissionais da educação pelos resultados do ‘Escola Nota 10’

Busca pela excelência na educação. É com esse objetivo que a Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) está pagando, nesta quinta-feira (28), o 14º salário para os mais de 8 mil profissionais da rede municipal de ensino como resultado do prêmio ‘Escola Nota 10’, injetando mais de R$ 12 milhões na economia da Capital paraibana antes do final do ano. A premiação é resultado de uma avaliação realizada nas 95 escolas e 85 creches em tempo integral do município, e simboliza o compromisso da atual gestão por resultados implementada desde 2013 que, mesmo em cenário de crise econômica, consegue reconhecer o trabalho dos profissionais e fazer a premiação.

“Essa é uma data muito especial porque demonstra o nosso compromisso com a educação e o planejamento realizado por nossa gestão, o que nos permite chegar ao final do ano injetando mais de R$ 200 milhões na economia do município em menos de 30 dias, com os pagamentos dos salários de novembro, dezembro, 13º salário e esta premiação da educação. Isso é valorizar a educação, priorizar o que é mais importante para o futuro de nossa cidade, o que passa também pela infraestrutura das escolas e creches, dentro do novo padrão de qualidade e, acima de tudo, pela valorização dos profissionais. É um compromisso que nós firmamos e que cumprimos, estimulando melhores resultados a cada ano”, afirmou o prefeito Luciano Cartaxo, durante solenidade no Centro Cultural de Mangabeira.

Os profissionais das 95 escolas e 85 creches recebem um valor proporcional ao Índice de Excelência em Educação obtido pela escola na avaliação geral, que vai de 50% a 100%. Nos últimos cinco anos, já foram investidos R$ 56 milhões em bonificação para os educadores da Capital. A nota é medida a partir de uma prova realizada com os estudantes da rede, que equivale a 50% do total alcançando no Índice, e também leva em conta a frequência dos professores, a participação dos educadores em atividades de formação continuada, em projetos interdisciplinares, além da conservação do ambiente escolar e a atualização dos diários de classe.

“Os maiores premiados com o Escola Nota 10 são os estudantes da rede municipal, que vivem o processo permanente de aperfeiçoamento do ensino e da aprendizagem. São eles que percebem, no dia a dia, a evolução na qualidade do ensino que estamos oferecendo. E esse prêmio é um grande incentivo porque os profissionais buscam mais qualificação, trazem inovações e se sentem mais estimulados em sala de aula. O trabalho é coletivo e o resultado também, o que faz com que haja um envolvimento de todos os profissionais”, explicou a secretária de Educação, Edilma Ferreira.

O Prêmio “Escola Nota 10” também mede o desempenho da rede de creches do município, a maior já implantada na Paraíba. A Prefeitura de João Pessoa já construiu ou ampliou 51 creches em tempo integral, atendendo a mais de 13 mil crianças e aumentando em quase 8 vezes o número de bebês acolhidos. “A premiação prova que a rede de creches de João Pessoa cresce em tamanho e também em qualidade, com mais de dois mil educadores alcançando o Índice de Excelência no atendimento de crianças de seis meses a cinco anos de idade”, apontou Edilma Ferreira.

Assessoria

Em conversa vazada, esposa de Berg confessa que ele sabia do crime que estava cometendo: “Mas ele não fez isso só”

A um dia da votação da cassação de Berg Lima na Câmara Municipal de Bayeux, aparece um fato novo em desfavor do prefeito preso por corrupção. Em uma conversa vazada, a esposa de Berg Lima, Polyana Veloso, confessa que ele sabia do crime que estava cometendo, porém, não estava sozinho. Ou seja, tinha mais gente da prefeitura roubando junto com Berg Lima.

“Eu afirmo, tinha gente que sabia sim… só não entendi porque não impediram… porque não brigaram com ele… porque deixaram ele fazer isso… eu sei que tinha gente que sabia que ele ia lá (receber a propina com o fornecedor)”, afirma Polyana nas mensagens.

O mentiroso contumaz bem que se esforçou, mas não conseguiu convencer nem a própria esposa. Se algum vereador ainda estava em dúvida, a conversa da esposa de Berg Lima é uma prova que ele sabia do crime cometido, e que nada foi armação:

 

FINALMENTE! Juristas apresentam pedido de impeachment de Gilmar Mendes

O ex-procurador-geral da República Cláudio Fonteles e o professor de Direito da Universidade de Brasília (UnB) Marcelo Neves apresentaram ao Senado um pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.

No documento, assinado por outros juristas e estudantes de Direito, Cláudio Fonteles e Marcelo Neves apresentam, pelo menos, três razões para o impedimento de Gilmar.

Eles afirmam, por exemplo, que o ministro do STF praticou atividade político-partidária junto a parlamentares, o que é vedado a magistrados pela lei do impeachment.

Para ilustrar esse argumento, os juristas se referiram às conversas telefônicas que Gilmar teve com o senador afastado Aécio Neves (PSDB). O diálogo foi gravado pela Polícia Federal – leia a transcrição da conversa ao final desta reportagem.

“No caso da conversa com o senador Aécio Neves, que já era investigado criminalmente no Supremo – logo ele não poderia ter essas intimidades – ele realiza atividade político-partidária”, expôs Marcelo Neves.

Abuso de autoridade

No diálogo ao qual os juristas se referem, o ministro diz a Aécio que vai conversar com o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) sobre o projeto de abuso de autoridade que à época tramitava no Senado.

“Tem uma conversa de um magistrado da Suprema Corte dialogando com membro do Senado, diálogo esse, objetivo, concreto e não desmentido, em que o senhor ministro caracterizadamente desenvolve atividade político-partidária”, declarou Cláudio Fonteles.

“Instado por Aécio Neves a atuar diante de colega seu, Flexa Ribeiro, para que assuma determinada postura em projeto que diz respeito à limitação da própria magistratura e do Ministério Público, Gilmar se apressa em dizer que imediatamente assumirá a postura que ele lhe pede”, acrescentou o autor do pedido de impeachment de Gilmar Mendes.

O ex-procurador-geral da República disse, também, que Gilmar tem atuado em julgamentos em que deveria, na visão dos juristas, se declarar suspeito ou impedido de votar.

“Ele [Gilmar] atuou no Tribunal Superior Eleitoral em processo no qual o advogado Guilherme Pitta estava atuando e Guilherme Pitta é advogado do escritório em que também é sócia a senhora Guiomar, esposa de Gilmar Mendes”, declarou Marcelo Neves.

Além disso, Fonteles e Neves argumentaram que Gilmar Mendes tem agido de maneira indecorosa quando critica decisões de outros magistrados.

“O juiz não pode falar sobre processos de seus colegas nem criticar a não ser dentro dos autos. O ministro Gilmar não só critica os votos dos colegas como também utiliza palavras como ‘velhaco’ e ‘louco’ para as posições de colegas. Ataca membros do MP”, declarou Neves.

Segundo os juristas, eles também vão entrar com uma reclamação no Supremo Tribunal Federal contra Gilmar Mendes e, também, vão à Procuradoria-Geral da República pedir uma investigação para apurar suposto crime de Gilmar com base na conversa gravada com Aécio.

“A conversa faz parte da denúncia da PGR que afirma que houve crime de corrupção passiva e de obstrução de Justiça de Aécio. Se essa conversa é um dos fundamentos da denúncia, cabe discutir a coautoria do senhor Gilmar”, finalizou Marcelo Neves.

Transcrição

Leia abaixo a transcrição da conversa entre Aécio Neves e Gilmar Mendes que embasa o pedido de impeachment do ministro do STF:

Aécio Neves: “Oi, Gilmar. Alô.”

Gilmar Mendes: “Oi, tudo bem?”

Aécio: “Você sabe um telefone que você poderia dar que me ajudaria na condução lá. Não sei como é sua relação com ele, mas ponderando… Enfim, ao final dizendo que me acompanhe lá, que era importante… Era o Flexa, viu? [Aécio se referia ao senador Flexa Ribeiro]”

Gilmar: “O Flexa, tá bom, eu falo com ele.”

Aécio: “Porque ele é o outro titular da comissão, somos três, sabe?… Né…”

Gilmar: “Tá bom, tá bom. Eu vou falar com ele. Eu falei… Eu falei com o Anastasia e falei com o Tasso… Tasso não é da comissão, mas o Anastasia… O Anastasia disse ‘Ah, tô tentando… [incompreensível]’ e…”

Aécio: “Dá uma palavrinha com o Flexa… A importância disso e no final dá sinal para ele porque ele não é muito assim… De entender a profundidade da coisa… Fala ‘Ó, acompanha a posição do Aécio porque eu acho que é mais serena’. Porque o que a gente pode fazer no limite? Apresenta um destaque para dar uma satisfação para a bancada e vota o texto… Que vota antes, entendeu?”

Gilmar: “Unhum.”

Aécio: “Destaque é destaque é destaque… Depois não vai ter voto, entendeu?”

Gilmar: “Unhum. Unhum.”

Aécio: “Pelo menos vota o texto e dá uma…”

Gilmar: “Unhum.”

Aécio: “Uma satisfação para a ban… Para não parecer que a bancada foi toda ela contrariada, entendeu?”

Gilmar: “Unhum.”

Aécio: “Se pudesse ligar para o Flexa aí e fala…”

Gilmar: “Eu falo pra com ele… E falo com ele… Eu ligo pra ele… Eu ligo pra ele agora.”

Aécio: “…[incompreensível]… importante”

Gilmar: “Ligo pra ele agora.”

Aécio: “Um abraço.”

Logo em seguida, Aécio liga para o senador Flexa Ribeiro e mantém a seguinte conversa:

Aécio Neves: “Um amigo nosso em comum que você vai ver quem é… Está tentando te ligar… Aí você atende ele, tá? Um cara importante aí que você vai ver que é.”

Flexa Ribeiro: “Tá bom.”

Aécio Neves: “…[incompreensível]… no seu gabinete para fazer umas ponderações, aí você encontra comigo, tá bom?”

Flexa Ribeiro: “Tá ok então, um abraço.”

Aécio Neves: “…[incompreensível]… na CCJ.”

Flexa Ribeiro: Então tá.

Nação Jurídica

SALÁRIO DE MARAJÁ: Por que João Azevedo não segue o exemplo de Ciro Gomes, que abriu mão de três pensões vitalícias?

Na política os exemplos valem mais que discursos, principalmente na crise ética e moral que nossa classe política enfrenta. Justificar um salário de marajá só porque a lei permite, é brincar com a inteligência do povo e se esconder atrás do Estado para manter seus privilégios.

Recebendo mais que o presidente da República e ministros do STF, o novo marajá da Paraíba, João Azevedo, pré-candidato a governador pelo PSB, deveria seguir os bons exemplos e abrir mão daquilo que não é ilegal (mas é imoral) para se enquadrar no teto salarial do funcionalismo público.

Num Estado onde mais de 80% da população recebe um salário de R$ 937, um pré-candidato que recebe R$ 45 mil por mês, não tem propriedade (nem cara) para se colocar como representante do povo e pleitear uma vaga de governador.

O novo marajá da Paraíba deveria seguir o exemplo do presidenciável Ciro Gomes, um dos raros casos no Brasil de um ex-governador, prefeito e deputado federal que abriu mão de três pensões vitalícias aos 33 anos de idade; que hoje lhe renderia R$ 86 mil por mês.

Não que João Azevedo tivesse que abrir mão da sua aposentadoria, apenas do seu salário de secretário e a três gratificações desnecessárias que recebe como conselheiro da Cagepa, Docas e Cehap. Seria o suficiente para ele se ajustar ao teto do funcionalismo público e dar exemplo, pois se esconder atrás dos privilégios da lei, certamente não é a melhor saída para quem almeja ser governador.

O problema é que alguns políticos na Paraíba, a exemplo do governador Ricardo Coutinho, usam o “privilégio” apenas como mote para o discurso político, mas sempre mantém as regalias que lhes convém.

Quem não lembra da farra de toneladas de frutos do mar, papel higiênico de seda, sais de banhos e outros mimos na Granja Santana? Aliás, qual a necessidade de se manter uma granja gigante apenas para abrigar uma só pessoa e lotar com quase uma centena de funcionários e serviçais?

SALÁRIO DE MARAJÁ: Pré-candidato do PSB acumula seis vencimentos e recebe R$ 45 mil por mês

Na eleição de 2014, a campanha do PSB fez um samba de uma nota só com o salário que o senador Cássio Cunha Lima acumulava junto com a pensão de ex-governador. Agora, eis que o feitiço se vira contra o feiticeiro e o PSB vai ter que conviver com um pré-candidato com fama de “marajá”.

De acordo com dados do Tribunal de Contas do Estado, o secretário e pré-candidato a governador, João Azevedo, acumulou seis vencimentos no ano de 2017, totalizando R$ 45 mil por mês, ultrapassando o teto de R$ 33 mil do funcionalismo público.

Segundo o relatório do TCE, João Azevedo recebe como secretário de Infraestrutura (R$ 17.725,61), aposentado da Suplan, na condição de inativo (R$ 15.156,65), como conselheiro da Cagepa (R$ 2.169,06), como conselheiro das Docas (R$ 1.506,99), conselheiro da Cehap (R$ 939,60) e, finalmente, professor do IFPB (R$ 7.396,19).

Certamente não há ilegalidade nos valores recebidos, como também não era ilegal o acumulo do salário de Cássio Cunha Lima no Senado com a pensão de ex-governador. Porém, num País onde 80% da população recebe um salário mínimo, tal fato é visto como imoral.

Cássio já havia pedido a suspensão da pensão no ano de 2011, ou seja, bem antes da eleição de 2014, como comprova reportagem abaixo. Será que João Azevedo vai seguir o discurso do PSB e dará exemplo ou vai continuar recebendo salário de Marajá?

VÍDEO: Em João Pessoa, Ciro Gomes dá uma verdadeira aula de economia e política, confirmando ser o presidenciável mais preparado

Segunda figura mais importante na criação do Plano Real, depois do ex-ministro Rubens Ricupero, Ciro Gomes ratificou durante palestra em João Pessoa, na última segunda-feira, 18, aquilo que todos já sabiam; é o presidenciável mais preparado até o momento, superando até o fenômeno Luis Inácio Lula da Silva.

A análise que Ciro Gomes faz da atual crise econômica envolve história, política e sociologia. Quem assiste uma palestra de Ciro Gomes pode até não votar nele, já que a decisão do voto não é apenas racional, mas certamente reconhece que o “cabra” é por demais preparado e conhece de economia como poucos.

Ciro é visto hoje como uma luz no fim do túnel, não só por representar uma reserva moral na política brasileira, mas também por representar o ideial de um governo popular e honesto, onde o pobre a classe média consigam sobreviver de forma digna, fazendo com que o Estado deixe de ser o representante dos privilégios de uma pequena casta.

É basicamente aquilo que o PT se propôs a fazer um dia, mas ao assumir o governo se deixou contaminar pelo populismo barato, a conciliação, a corrupção e o fisiologismo; fugindo assim das rupturas necessárias para a construção de um governo realmente popular e uma economia sólida.

R$ 30 MILHÕES EM 2014: Perícia do TRE confirma que Ricardo Coutinho usou o programa Empreender-PB para vencer a eleição

Definitivamente, 2017 não está terminando bem para o governador Ricardo Coutinho. Primeiro ele arma um circo sobre o episódio do Home Center Ferreira Costa e desperta críticas acerca das empresas que a Paraíba já perdeu pela alta carga tributária. Depois vê Ciro Gomes lançar a candidatura da vice-governadora Lígia Feliciano. Por último, mas não menos importante, perícia do TRE na caixa-preta do Empreender confirma que Ricardo usou o programa para fins eleitorais.

De acordo com a perícia, no ano da reeleição de Ricardo Coutinho, o montante despendido através de “empréstimos” saltou de R$ 15,7 milhões, em 2013, para R$ 29,4 milhões, em 2014. Um aumento injustificável de quase 100%. Aliás, justificativa tem sim, o programa foi usado, assim como demais ações do governo, para, de forma desesperada, reeleger RC a todo e qualquer custo.

A perícia será utilizada no âmbito da AIJE do Empreender, que pede a cassação do governador por abuso de poder político e econômico em sua reeleição. O trabalho, com 116 folhas e nove anexos, foi realizado pelo perito judicial Antônio de Sousa Castro.

Caso Empreender parecer do perito 04Agora cabe ao TRE fazer justiça e cassar um mandato obtido de forma ilícita e antidemocrática, mesmo com um atraso suspeito de quase 4 anos; colocando o TRE-PB na lanterninha no quesito julgamento de Aijes da eleição de 2014, no País.

É preciso lembrar aos juízes que a justiça tardia é uma injustiça.

Eleições 2018: Candidatura de Romero pode jogar a prefeitura de Campina Grande no colo de Ricardo Coutinho

Pré-candidato a governador pelo PSDB, o tucano Romero Rodrigues é o que carrega o maior peso nas costas para decidir se abandona ou não a prefeitura de Campina Grande e concorrer ao governo do estado.

Os motivos são muitos, contudo, diante do alto pragmatismo que tomou conta da política paraibana nos últimos 5 anos, o maior deles seria o poder concentrado nas mãos da família Ribeiro e o interesse despertado em Ricardo Coutinho.

Caso Romero decida ser candidato e abandone a prefeitura de Campina, a família Ribeiro se fortalece no jogo eleitoral de 2018, com a consequente ascensão de Enivaldo Ribeiro ao cargo de prefeito. Coadjuvante até o momento, Aguinaldo e Daniella assumiriam protagonismo, já que o pai estaria controlando a segunda maior cidade da Paraíba, e ainda com direito à reeleição.

Tal cenário deixa o governador Ricardo Coutinho com água na boca. Considerado um animal político, Ricardo é a personificação do pragmatismo e faz aliança com Deus e o Diabo para conquistar ou se manter no poder. Lembram na inusitada aliança com Cartaxo em 2014? Cássio em 2010? PMDB em 2004?

Sem o menor constrangimento, Ricardo ofereceria a vaga de senador para Aguinaldo e a vice para Daniella Ribeiro. Seria a vice dos sonhos de Ricardo; campinense, com histórico na política e testada nas urnas. A união perfeita entre Campina e João (Pessoa)

Aguinaldo Ribeiro também sairia no lucro, pois certamente uma vaga ao Senado é do governo, a outra da oposição, com Cássio.

E como na Paraíba o boi já voou há muito tempo, este cenário é mais do que provável. Vale lembrar que a família Ribeiro trocou Ricardo Coutinho, em 2010, por Maranhão, logo após tirar fotos com RC na convenção do Clube Cabo Branco. Sem qualquer resquício ideológico, a família Ribeiro faz a política tradicional do quem dá mais. Justamente o que o governador Ricardo Coutinho mais gosta.

A saída de Romero Rodrigues não apenas deixa o grupo Cunha Lima órfão de poder, mas pode também fortalecer o projeto de Ricardo Coutinho e garantir a eleição de João Azevedo.

É por essas e outras que eu afirmo sem medo de errar; Romero não é candidato a nada.