Vice-prefeito do Conde declara apoio a Lucélio Cartaxo para governador e anuncia filiação ao PV

O vice-prefeito do Conde, Dr. Temístocles Filho anunciou neste sábado (31) apoio a Lucélio Cartaxo (PV), nome que vem ganhando força nas discussões sobre a disputa ao Governo do Estado. Durante o encontro, no Conde, Temíatocles e e seu irmão Tony Ribeiro assinaram ficha de filiação ao Partido Verde (PV).

“Lucélio representa o desejo da Paraíba de ver esse modelo de gestão que vem dando certo em João Pessoa chegar a todos os recantos do Estado. Ele já mostrou competência como gestor e foi aclamado mas urnas com mais de meio milhão de votos”, destacou.
Para o vice-prefeito Temístocles Filho, o nome de Lucélio Cartaxo representa um novo modelo de fazer política,
conforme vem sendo aplicado em João Pessoa, que foca na eficiência para apresentar resultados, mas que cuida, sobretudo, de melhorar a qualidade de vida das pessoas.

Acompanharam o vice-prefeito no encontro com Lucélio Cartaxo os vereadores mais bem votados da história do Conde, Malba (Solidariedade) e Fernando Araújo (Avante), além do ex-vereador Muniz e outras lideranças, como Júnior do Mercadinho.

Temer pode ser preso no primeiro semestre de 2019

Trecho da coluna do jornalista Luis Nassif – A nova operação bateu no centro do esquema de corrupção de Michel Temer. Vai-se investigar até reformas em casas de suas filhas. Sugere-se que investiguem a compra de mobiliário para as casas, que consumiu pequenas fortunas.

Assim como Eduardo Cunha, Temer, Padilha, Moreira pertencem à nobre linhagem dos suspeitos mais óbvios da República.

É cedo para se analisar os desdobramentos políticos do caso. Melhor aguardar os próximos dias, para avaliar melhor até onde a operação conseguirá chegar.

É possível que se consiga Temer atrás das grades ainda no primeiro semestre de 2019. Todas as provas estão distribuídas em vários processos e inquéritos. É só questão de recolher e consolidar.

O preço é que, se conseguir pegar o cappo dos cappi, o MPF e a PF irão ampliar o nível de arbítrio atual.

Dinaldinho avalisa Lucélio e diz que candidatura pode unir João Pessoa, Campina Grande e o Sertão

O prefeito de Patos, Dinaldo Wanderley Filho (PSDB), declarou, em entrevista à imprensa na quinta-feira (29), logo após participar de uma reunião da executiva do seu partido, que enxerga Lucélio Cartaxo (PV) como um excelente quadro a encabeçar a chapa majoritária das oposições nas eleições de outubro próximo.

O gestor patoense disse que o PSDB está bem alinhado com o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, que preside o PV no estado, e disse acreditar que Lucélio pode representar bem a Paraíba através de uma parceria com Campina Grande e a região do sertão polarizada pela cidade de Patos. “É um nome novo e que pode ser o nosso candidato”, acentuou.

E arrematou: “eu tenho certeza que a oposição trará um plano de governo que possa solucionar grandes problemas que assolam o sertão, a exemplo da escassez de água, segurança e saúde”.

Patos Online

Prudente, Luciano joga “GO” enquanto os outros jogam xadrez – por Rômulo Oliveira

A grande maioria de nós foi aconselhada na adolescência a aprender jogar xadrez. Seja na escola ou em casa, o ensinamento era o de que ao dominar o jogo, se dominaria também a arte da estratégia que serviria para a vida, negócios e política. Poucos de nós, entretanto, ouviu falar sobre um milenar jogo de tabuleiro oriental chamado “Go”.

O Go é um jogo de cerco e território, de regras muitos simples e acessíveis a todas as idades. Começa com o tabuleiro retangular vazio, habitualmente com 19×19 intercepções. É jogado com pedras pretas e brancas. Cada jogador coloca alternadamente uma pedra numa intercepção, tentando cercar território do outro. As pedras permanecem no tabuleiro, na mesma posição onde foram colocadas, a não ser que venham a ser, por sua vez, cercadas e capturadas. Vence quem conseguir dominar uma maior área do tabuleiro.

A sua origem permanece incerta e é rodeada por vários mitos. Entre eles, há um que afirma que o general Sun-Tsu jogava Go enquanto escrevia a “Arte da Guerra”, dada a natureza filosófica e estratégica do jogo. Na China antiga, das quatro grandes artes – Go, Poesia, Guquin (um instrumento de corda) e a caligrafia – o Go, apesar da sua aparente simplicidade, era considerada a mais difícil de apreender, compreender e dominar.

Ao avaliar as últimas mexidas do prefeito Luciano Cartaxo no tabuleiro da oposição, destacadamente após seu declínio na postulação ao cargo de governador, não é difícil admitir que o alcaide tenha preferido o jogo de Go ao convencional xadrez.

Explico.

O interesse em entrar na disputa estadual – tragado pela vaidade da oposição – foi seu primeiro movimento; na sequência disto veio à desistência, o segundo movimento. Até aqui era xadrez que se jogava. Com o jogo zerado, a partir de então, Luciano percebeu que era hora jogar outro jogo, e não hesitou: saiu do PSD, se filiando ao PV e desde então monitora a repercussão do lançamento da pré-candidatura do seu irmão, Lucélio, ao governo por setores do seu grupo. Atingindo a oposição de dentro pra fora por todos os flancos possíveis.

Trocando em miúdos, cada vez que Luciano mexe em uma pedra do seu jogo ele cerca o território da oposição (principalmente do PSDB) empurrando quaisquer pretensões – que não as dele – contra o canto do tabuleiro.

O novo plano tático do prefeito da Capital é uma resposta legítima ao comportamento dos seus “aliados” em relação a sua postulação inicial. A desistência de Romero, por exemplo, reforça a tese defendida por alguns de que Cartaxo teve sua candidatura fritada. Nesse sentido, o dito Plano “P”, na verdade, não seria uma saída de última hora, mas a estratégia inicial do clã Cunha Lima, em que pese os esforços do senador Cássio para não aparecer publicamente à frente dessa manobra – pelo menos até agora.

Para o grupo do senador, a candidatura do deputado Pedro atenderia a dois objetivos práticos: isolaria o grupo Ribeiro, não abrindo o espaço na prefeitura de Campina Grande para o vice, já que sabem que os aliados de hoje serão adversários em 2020; e o segundo seria tentar renovar a “marca” Cunha Lima, tão desgastada nos últimos tempos, acumulando uma cassação em 2009, uma derrota em 2014 e a linha de frente de um golpe em 2016, como é dito por alguns.

Paralelo isso, Luciano, em mais um movimento certeiro, avança nas tratativas para consolidar a candidatura de Lucélio como candidato da oposição. Pois sabe que o PSDB – por uma questão lógica – depende do seu apoio para reeleger sua da maior liderança ao senado. De modo que, ou assume seu candidato ao governo ou verá uma nova força se estabelecer no cenário paraibano em voo solo; restando para si um apoio constrangedor a candidatura de José Maranhão. Isso tudo em se falando de cenários prováveis, já que o pior para os tucanos seria ver Luciano e toda sua estrutura política ao lado de Ricardo Coutinho. Algo que, apesar de improvável, geraria em 2018, um estrago muito maior do que em 2014.

No tabuleiro da oposição, em menos dois meses, Luciano passou de pré-candidato ao governo subordinado para jogador essencial, já que dele depende a sobrevivência política de gente graúda…

Para quem caminha no terreno da política saber cultivar a dependência é uma arte essencial, assim já nos ensinava Baltasar Gracián em “A Arte da Prudência”: (…) A lição mais importante que a experiência ensina é conservar a dependência, e nutri-la sem satisfazê-la, mesmo diante de um rei. Mas não chegue a extremos, calando para que os outros errem ou tornando o mal incurável em proveito próprio”.

Prudente, Luciano controla os seus movimentos jogando num tabuleiro de Go, enquanto os outros perdem o sono jogando num xadrez previsível.

Cássio critica demora de repasse a municípios e repudia ‘agiotagem oficial’ da CEF

Em pronunciamento no plenário nesta quarta-feira (28), o senador Cássio Cunha Lima  criticou duramente a decisão da Caixa Econômica Federal, que é responsável pela execução dos convênios em nome da União, de elevar as taxas de administração cobradas das prefeituras pelos contratos firmados com os ministérios e financiados com recursos de emendas parlamentares.

Agiotagem oficial – Segundo Cássio, a taxa de administração passou de 2,5% sobre o valor de cada emenda individual para um percentual variável que pode ultrapassar os 10%.

“Os prefeitos, os deputados e os senadores precisam repudiar essa postura da Caixa Econômica. É uma agiotagem oficial, inadmissível e que retira dinheiro do nosso povo e que vai sacrificar ainda mais os pequenos municípios.  Precisamos exigir da Caixa e do Ministério do Planejamento uma revisão desse tarifaço”, ressaltou.

O senador explicou que “é importante e positivo que a Caixa tenha lucro, mas não é possível descontar das emendas dos parlamentares, que, no caso de milhares de cidades no Brasil, particularmente nas regiões Norte e Nordeste, são a única fonte de investimento que essas pequenas cidades têm, porque elas não dispõem de recursos próprios para fazer seus investimentos”.

“Os investimentos ocorrem quando são contemplados com as emendas parlamentares. E haver descontos dessa ordem de grandeza é retirar, do povo brasileiro, recursos escassos, recursos parcos, que farão falta no dia a dia dos municípios – alertou.

SOS municípios – Cássio também lamentou a demora na liberação do Auxílio Financeiro aos Municípios, previsto na Lei 13.633/2018, que abre crédito de R$ 2 bilhões para três ministérios: Educação (R$ 600 milhões), Saúde (R$ 1 bilhão) e Desenvolvimento Social (R$ 400 milhões). A lei é proveniente do PLN 1/2018, aprovado em sessão do Congresso Nacional em fevereiro.

O apelo que faço neste instante é para que tanto o Ministério da Saúde quanto o Ministério do Desenvolvimento Social façam o pagamento imediatamente, já que o recurso está disponível nesses ministérios desde o último dia 13 de março, quando o PLN foi sancionado. Quer dizer, os recursos já estão disponíveis, mas esbarram na burocracia, letargia, lentidão, marasmo, em alguns casos, omissão do governo federal e dos seus respectivos Ministérios para o repasse dessa ajuda tão necessária aos municípios – completou o senador.

Com informações da Agência Senado

Diálogos da Democracia: vice-procurador-geral da República faz palestra nesta quarta-feira

O vice-procurador-geral da República, Luciano Maia, vai falar sobre improbidade administrativa, corrupção e suas conseqüências para a sociedade brasileira em mais uma rodada do ciclo de palestras ‘Diálogos da Democracia’, promovido pela Câmara Municipal de João Pessoa.

A palestra será realizada às 15h no Centro Cultural Ariano Suassuna do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB), em Jaguaribe. A iniciativa é da Mesa Diretora da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) e irá contar com a presença do promotor Carlos Romero Lauria Paulo Neto, do Ministério Público da Paraíba (MPPB).

Tentando censurar a imprensa através da Justiça, Ricardo Coutinho perde mais uma ação contra o blog

O governador Ricardo Coutinho adotou a ação penal privada como ferramenta de intimidação aos jornalistas que ousam praticar a liberdade de imprensa na Paraíba. Não é necessário caluniar, difamar ou injuriar – crimes que nunca incidi -, basta escrever o que o governador não gosta de ler e qualquer jornalista tornar-se-á réu numa queixa-crime sem o menor fundamento jurídico.

É uma forma de censura por intimidação, que serve apenas para fazer a Justiça perder tempo com as vaidades de um rei que não consegue conviver com o contraditório. Dezenas de outros jornalistas já foram – e continuam – sendo vítimas da tentativa fracassada de censura de um governador que se auto-declara um republicano, mas que não passa de um coronel perdido no tempo.

A queixa-crime em questão trata-se de uma publicação de 2014, sobre um áudio onde o governador ameaçava a ex-primeira-dama Pâmela Bório: “Gravação mostra Ricardo Coutinho ameaçando Pâmela Bório: Não faça isso não, que você vai ver o que é um doido”.

A queixa-crime foi rejeitada na 5ª Vara Criminal por não existir justa causa para o seu prosseguimento. Porém, através do seu advogado Sheyner Asfóra, o governador interpôs recurso no Tribunal de Justiça, mas esqueceu de pagar as custas processuais e o recurso foi rejeitado por falta de preparo recursal.

Agradeço o empenho do amigo e brilhante advogado Frederico Rafael Marinho de Sousa Rego nesta e demais ações judiciais.

Também agradeço os advogados do governador pela ajuda.

🙂

 

Fazendo jogo de cena, TRE condena Ricardo Coutinho

Num verdadeiro jogo de cena o TRE resolveu condenar Ricardo Coutinho na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) mais branda de todas, mas não condenou quando devia, nas Aijes Fiscal e da PBPrev.

O governador Ricardo Coutinho foi multado em R$ 30 mil por conduta vedada nas eleições de 2014, quando nomeou diversos cargos comissionados em período vedado pela legislação. A decisão unânime ocorreu durante sessão na tarde desta segunda-feira (26).

A “condenação” serve para amenizar a imagem do Tribunal na próxima absolvição, na Aije do Empreender; justamente a mais grave de todas, e por isso mesmo a que o TRE deixou para julgar por último, e no final do mandato.

A influência de Ricardo no TRE é gigante. E pra não passar recibo, resolveram condenar sem condenar, porque RC continua elegível e no comando do governo, mesmo tendo usado a máquina pública para vencer a eleição.

Todas as outras Aijes em que RC foi absolvido o Ministério Público pediu a cassação no TSE.

Quem está com a razão?

TV Câmara JP exibe entrevista exclusiva com Geraldo Vandré nesta segunda-feira

Foram necessários quase 50 anos para Geraldo Vandré voltar aos palcos brasileiros. Com o retorno aos holofotes, o artista, que entrou para a história em 1968 ao incendiar o público do Festival Internacional da Canção com a canção ‘Pra não dizer que não falei das flores (Caminhando)’, o grande hino contra a repressão do Regime Militar, também se dispôs a encarar os microfones dos jornalistas e aceitou receber a equipe da TV Câmara João Pessoa para uma entrevista exclusiva.

Com disposição para compartilhar com os telespectadores o pensamento atual de uma artista que, por meio século, renegou seus maiores sucessos e, surpreendentemente, se aproximou dos militares que um dia sua música enfrentou, Vandré falou sobre ditadura, ‘Caminhando’, biografias, a vontade de voltar a morar em João Pessoa e, de quebra, recitou o poema ‘Fabiana’, feita para homenagear a Força Aérea Brasileira (FAB), que o acolheu em sua volta ao exílio.

Equipe da TV Câmara JP com Geraldo Vandré (sentado)
Equipe da TV Câmara JP com Geraldo Vandré (sentado)

“Embora a entrevista tenha sido gravada antes das apresentações que fizeram história na última quinta (22) e sexta (23), ela permanece bastante atual e importantíssima para entender as contradições do artista, que renega o que fez até 1968 – como ‘Caminhando’ e ‘Disparanda’ – e vangloria as Forças Armadas”, comenta o jornalista André Cananéa, que conduz a entrevista, feita para o programa Segundo Caderno.

A entrevista vai ao ar às 19h através dos canais 39.1 (aberta, digital), 23 (Net) e 339.1 (Sky), com reprises ao longo da semana. O papo também estará disponível, após a exibição na televisão, no Youtube, através do canal da TV Câmara.

As vantagens da candidatura de Lucélio Cartaxo para a Oposição

Com a renúncia de Luciano Cartaxo e a batida de pino de Romero Rodrigues, a opção de Lucélio Cartaxo ao governo aparece como alternativa competitiva e de manutenção da unidade das oposições. Irmão gêmeo do prefeito, Lucélio tem a vantagem de neutralizar a votação do PSB na Grande João Pessoa. Coisa difícil de acontecer com qualquer outra candidatura, principalmente de um campinense.

A transferência de votos através do prestígio do prefeito Luciano Cartaxo – com mais de 70% de aprovação -, seria facilitada pela singularidade da natureza; um é a cara do outro. E ainda tem o sobrenome Cartaxo que reforça a associação e poderia virar o nome de guerra da campanha.

Cartaxo, o Luciano, não seria candidato. Mas outro Cartaxo, o Lucélio, apresentaria o modelo de “gestão de resultados” implantado em João Pessoa para a Paraíba. Se o PSB vai dizer que João Azevedo ajudou a construir o projeto político vigente no Estado, Lucélio Cartaxo também pode colher os louros da gestão bem avaliada do irmão.

Além de afastar a re-união de Cartaxo com Ricardo Coutinho, a candidatura de Lucélio garantiria uma penetração importante para o senador Cássio, em João Pessoa, e uma estrutura de campanha que praticamente garantiria a reeleição do tucano.

Com o apoio da gestão de Romero e o voto cassista na Grande Campina e no interior, Lucélio não teria dificuldades em chegar ao segundo turno; muito provavelmente contra João Azevedo. Para isso, Cartaxo conta com uma rejeição muito baixa e um bom recall fruto da campanha ao Senado, em 2014, quando conquistou um terço dos votos e ficou em segundo lugar.

Sem contar no generoso tempo de TV da provável coligação (PSDB, PV, PSD, PP, PSC e PRB) e o apoio dos 7 prefeitos das 10 maiores cidades do estado.

Eis uma boa opção. Fica faltando um vice de Campina Grande, que poderia ser Pedro Cunha Lima…