Discurso de Pedro Cunha Lima esbarra na aprovação do governo

O cientista político Alberto Carlos Almeida, autor dos best sellers A Cabeça do Eleitor e A Cabeça do Brasileiro, afirma que a linha limite para garantir a reeleição é a aprovação do candidato pelo eleitorado numa faixa de 35% a 45% que considere o governo “ótimo” ou “bom”.

É uma lógica simples: se o eleitor considera um governo ótimo ou bom, não há motivos – em regra – para votar na oposição.

É justamente aí que o discurso de Pedro Cunha Lima encontra um enorme paredão. De acordo com a última pesquisa Ipec, o governo de João Azevedo possui hoje 41% de ótimo e bom, contra 20% de ruim e péssimo. 33% consideram o governo regular.

É o que chamamos de eleição de continuidade.

A expectativa é que a aprovação tenha aumentado nos últimos dias, uma vez que a propaganda eleitoral contribui para uma melhora na avaliação dos governos, como tem acontecido com o presidente Jair Bolsonaro.

O discurso do novo e da mudança é fascinante e sempre vende bem, mas nesta eleição parece não encontrar terreno fértil.

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