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Processos de Ricardo Coutinho na operação Calvário estão parados há dois anos; em menos tempo, 17 réus foram condenados na operação Famintos

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Vejam só que coisa intrigante. Os réus da operação Famintos, deflagrada em outubro de 2020, foram condenados apenas 13 meses depois. No entanto, os processos da operação Calvário contra o ex-governador Ricardo Coutinho, preso em dezembro de 2019, até hoje não saíram do canto e continuam dormindo no berço esplêndido da impunidade. Estranho, né? Por que a Justiça é tão célere para julgar as piabas e tão lenta com os peixes grandes?

A verdade é que Ricardo Coutinho sempre contou com a benevolência do judiciário paraibano em suas maracutaias. A AIJE do Empreender, por exemplo, só foi julgada no TRE ao final do quarto ano do mandato, e ainda tiveram a audácia de não cassar o então governador; decisão que foi reformulada dois anos depois pelo TSE, tornando Ricardo inelegível.

Também teve o caso do propinoduto de 2011, quando uma blitz policial abordou um carro com R$ 80 mil e um bilhete com as iniciais do irmão de Ricardo Coutinho e seus comparsas. O ministério Público passou 8 anos para denunciar o esquema que tinha sido abafado por diversos delegados, e só o fez porque a operação Calvário, iniciada no Rio de Janeiro, revelou todo o esquema em 2019, que envolvia um escritório de advocacia de Pernambuco e contratos com a gestão de Ricardo Coutinho na PMJP:

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O episódio envolvendo a disputa pela guarda do filho com a ex-primeira-dama Pâmela Bório é mais um exemplo da influência de Ricardo Coutinho no judiciário. Como se sabe, ele conseguiu um fato quase inédito: tirar a guarda de uma mãe, sendo que a mesma tinha todas as condições (inclusive mais tempo) pra cuidar de uma criança.

O Ministério Público, através do GAECO, fez a sua parte e revelou um dos maiores esquemas de corrupção do Brasil. Mas, se depender do judiciário paraibano, todos os crimes de Ricardo Coutinho irão prescrever. Será mais um dos inúmeros exemplos de impunidade envolvendo políticos. Porque no Brasil o crime sempre compensa…

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