Efraim Filho comemora duplicação da BR-230 e diz que obras começam em breve

Em Campina Grande, a obra para duplicação da BR-230, também conhecida como Rodovia Transamazônica, se tornará uma realidade. O deputado federal e coordenador da bancada paraibana no Congresso, Efraim Filho (União Brasil/PB), afirma que o projeto saiu do papel, com investimento de cerca de 36 milhões de reais no Orçamento Geral da União, destinados somente à obra, que terá início em breve.

Na Paraíba, a rodovia é o principal eixo de circulação de pessoas e mercadorias entre os municípios do Estado. De acordo com a Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup), milhares de veículos passam diariamente por este percurso, seguindo para diversas regiões como o Cariri, Sertão, Alto Sertão, Seridó e parte do Curimataú. Com o alto fluxo, o número de acidentes automobilísticos são registrados com frequência, faltando segurança nas estradas.

Para Efraim Filho, a duplicação da rodovia será uma importante obra de infraestrutura que irá salvar vidas e vai trazer o melhor desenvolvimento ao Estado. “Conseguimos com a bancada federal esse investimento que será de grande importância não somente para Campina Grande, mas para toda a região que vai ser beneficiada com a BR-230. É a garantia de mais segurança no trânsito e desenvolvimento econômico para a região, além de facilitar o acesso ao interior e litoral paraibano”, afirma.

BR-230
Sendo uma rodovia transversal, a BR-230 é considerada a terceira mais longa rodovia do Brasil, com 4.260km de extensão. Percorre o solo paraibano por 521km, tendo como referencial o porto do município de Cabedelo e as cidades de João Pessoa, Campina Grande, Patos, Pombal, Sousa e Cajazeiras, considerados como os maiores pólos econômicos do Estado.

Assessoria

Processos de Ricardo Coutinho na operação Calvário estão parados há dois anos; em menos tempo, 17 réus foram condenados na operação Famintos

Vejam só que coisa intrigante. Os réus da operação Famintos, deflagrada em outubro de 2020, foram condenados apenas 13 meses depois. No entanto, os processos da operação Calvário contra o ex-governador Ricardo Coutinho, preso em dezembro de 2019, até hoje não saíram do canto e continuam dormindo no berço esplêndido da impunidade. Estranho, né? Por que a Justiça é tão célere para julgar as piabas e tão lenta com os peixes grandes?

A verdade é que Ricardo Coutinho sempre contou com a benevolência do judiciário paraibano em suas maracutaias. A AIJE do Empreender, por exemplo, só foi julgada no TRE ao final do quarto ano do mandato, e ainda tiveram a audácia de não cassar o então governador; decisão que foi reformulada dois anos depois pelo TSE, tornando Ricardo inelegível.

Também teve o caso do propinoduto de 2011, quando uma blitz policial abordou um carro com R$ 80 mil e um bilhete com as iniciais do irmão de Ricardo Coutinho e seus comparsas. O ministério Público passou 8 anos para denunciar o esquema que tinha sido abafado por diversos delegados, e só o fez porque a operação Calvário, iniciada no Rio de Janeiro, revelou todo o esquema em 2019, que envolvia um escritório de advocacia de Pernambuco e contratos com a gestão de Ricardo Coutinho na PMJP:

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O episódio envolvendo a disputa pela guarda do filho com a ex-primeira-dama Pâmela Bório é mais um exemplo da influência de Ricardo Coutinho no judiciário. Como se sabe, ele conseguiu um fato quase inédito: tirar a guarda de uma mãe, sendo que a mesma tinha todas as condições (inclusive mais tempo) pra cuidar de uma criança.

O Ministério Público, através do GAECO, fez a sua parte e revelou um dos maiores esquemas de corrupção do Brasil. Mas, se depender do judiciário paraibano, todos os crimes de Ricardo Coutinho irão prescrever. Será mais um dos inúmeros exemplos de impunidade envolvendo políticos. Porque no Brasil o crime sempre compensa…