Gervásio Maia comprou R$ 1,2 milhão em medicamentos para a Assembleia Legislativa em apenas dois anos

O blog recebeu uma denúncia bastante curiosa de um funcionário da Assembleia Legislativa sobre compra de medicamentos na gestão do ex-presidente Gervásio Maia – PSB, (girassol!). De acordo com o SAGRES do Tribunal de Contas do Estado, nos anos de 2017 e 2018, a ALPB comprou R$ 1,2 milhão em medicamentos.

Confesso que não tinha conhecimento da necessidade do Poder Legislativo comprar milhões em remédios. Por acaso são distribuídos à população?

Ou uma pandemia tomou conta da ALPB e ninguém soube, ou então Gervásio Maia é hipocondríaco:

Que coisa, né?

Espero que Gervásio tenha curado todas as enfermidades da Assembleia Legislativa.

E que tenha sobrado muito Doril…

 

Propina da Cruz Vermelha foi utilizada para comprar apoios para Ricardo Coutinho no 2° turno de 2014, revela fonte

Minha fonte especializada em Operação Calvário, que até agora não errou uma, informou que o dinheiro desviado da Saúde através da organização social Cruz Vermelha foi utilizado para comprar apoios para Ricardo Coutinho no 2° turno da campanha de 2014.

A Operação Calvário já tem certeza que a propina foi utilizada para pagar dívidas de campanha através de Caixa 2, mas agora, após a delação de Livânia, a força-tarefa investiga a “compra” de apoios no 2° turno.

Como todos sabem, RC perdeu o 1° turno para Cássio Cunha Lima, mas dias depois uma enxurrada de prefeitos, parlamentares e lideranças anunciaram apoio ao Mago, que virou a eleição com uma diferença inesperada.

No celular de Michele Cardoso, assessora de um dos chefes do esquema, o MP encontrou mensagens de texto comprovando que a propina era utilizada para campanhas eleitorais na Paraíba:

As conversas de Michele Cardoso, a mulher da caixa com dinheiro, revelava o desespero com a provável derrota de Ricardo Coutinho e, consequentemente, o fim do contrato com a Cruz Vermelha:

Mas, o que tem sido motivo de dor de cabeça para RC e aliados próximos é o registro na sentença de Ricardo Vital, de que a propina apurada pelo Gaeco teria irrigado a sua campanha eleitoral 2014, quando disputou a reeleição. No documento fica explícito que Michelle Louzada Cardozo (secretária particular de Daniel Gomes) fez entrega de dinheiro destinado a campanha eleitoral na Paraíba.

 

 

Leto Viana afirma que radialista Fabiano Gomes deu um golpe em Luceninha e recebia mesada de R$ 30 mil

Em depoimento realizado na Polícia Federal no último dia 09 de abril, o ex-prefeito de Cabedelo, Leto Viana, preso há 1 ano, afirmou que repassava mesada de R$ 30 mil para o radialista Fabiano Gomes. Valor que posteriormente foi reduzido para R$ 20 mil.

De acordo com Leto, os valores seriam o pagamento pela participação de Fabiano na negociação que resultou na compra e venda do mandato de Luceninha, ex-prefeito que “renunciou” em 2013. E também para que o radialista emitisse opiniões contrarias à construção de um novo shopping em Cabedelo.

Leto ainda relata que Fabiano, Olívio (ex-secretário) e Lucas Santino (ex-vereador) aplicaram um golpe em Luceninha, desviando o dinheiro que, no acordo, deveria ser utilizado para pagamento de dívidas de campanha:

O outro lado:

A defesa de fabiano gomes esclarece que as declarações do ex-prefeito de Cabedelo Leto Viana – munido de artilharia desenfreada e sem compromisso com a verdade – entram em flagrante desacordo com o que disse, em juízo, o ex-prefeito Luceninha em referência a pessoa de Fabiano.

Em depoimento prestado à Polícia Federal dia 19 de março passado, Luceninha afirmou categoricamente que não sofreu qualquer pressão da parte de Fabiano para abrir mão de seu mandato de prefeito.

Se há na verborragia de Leto algo a considerar é a confirmação da real versão dos fatos de que nunca se recebeu um centavo sequer da Prefeitura de Cabedelo e sim do empresário Roberto Santiago, a quem prestava serviços de assessoria de comunicação. E, ao receber pagamentos de um multimilionário empresário, conhecido e respeitado pelos paraibanos, não caberia questioná-lo sobre a origem de seus recursos.

Reitera-se aqui – mais uma vez – que fabiano gomes segue à disposição das autoridades competentes, confiante de que a justiça será feita. E que os verdadeiros envolvidos serão condenados e quitarão suas dívidas com a sociedade.

 

Em nota, advogada afirma que membros do judiciário paraibano tomavam vinho assiduamente na Granja Santana e que Ricardo Coutinho negociou compra de sentença

A advogada Laura Taddei Berquó publicou nota com denúncias que reforçam a estreita ligação do PSB com o judiciário paraibano. O que não é nenhuma novidade, uma vez que a AIJE do Empreender cochila há 5 anos no TRE, por exemplo.

Laura afirmou que os juiz Aluísio Bezerra – que é citado na conversa grampeada de Gilberto Carneiro com Waldson – e o juiz Marco Cavalcanti tomavam vinho constantemente com o então governador Ricardo Coutinho, que segundo Laura, também teria negociado sentenças no judiciário, e que existe um áudio como prova.

Confira a nota:

No dia 11.04.2019, na 2 Vara Criminal da Comarca da Capital, em cumprimento de uma precatória da Comarca de Sousa, tendo como suposta vítima o ex-Governador Ricardo Coutinho, a Sra Pâmela Bório confirmou que no período de 2011 a 2015, o Magistrado Aluísio Bezerra e o Desembargador Marco Cavalcanti eram assíduos frequentadores da Granja Santana, reunindo-se com o Sr Ricardo Vieira Coutinho no período da noite para eles tomarem vinho.

Individualmente se reuniam com o ex-Governador para tomar vinho. A Sra Pâmela Bório era excluída das reuniões. Informamos ainda que já foi entregue na PF áudios sobre conversa de venda de sentença entre o ex Governador com um juiz. A voz não foi identificada pela ex Primeira -Dama. Outra cópia também foi entregue ao MPF ao tempo de suas declarações lá sobre o assassinato de Bruno Ernesto.

Estaremos reunindo todos esses fatos e outras provas para levarmos ao conhecimento da Corregedoria do TJPB. Inclusive refutamos a nota da Associação dos Magistrados em que afirma que a Sra Pâmela Bório cometeu crime de calúnia e difamação em pronunciamento proferido em 07.04.2019 e tomaremos medidas legais cabíveis, uma vez que vemos uma tentativa de calar a voz de cidadãos. A própria Sra Pâmela Bório já foi prejudicada em ação de modificação de guarda por conta dos acontecimentos ocorridos na Justiça. Não se justifica a ira que se voltou contra uma cidadã que possui informações contra membros do Poder Judiciário”

Laura Berquó
OAB/PB 11.151