TRANSPARÊNCIA? Governo João Azevedo só enviou informações de janeiro e fevereiro ao TCE

A transparência pública nunca foi o forte dos governos do PSB. Se, por exemplo, um cidadão quiser localizar e saber quanto ganho um funcionário, o portal da ‘transparência’ do Estado ‘joga’ o cidadão para o sistema Sagres, onde você terá que procurar em centenas de links diferentes para concluir uma simples pesquisa que deveria levar segundos. Uma missão quase impossível e que requer muito tempo.

Bem diferente do modelo de ‘transparência’ do Estado, a prefeitura de João Pessoa simplificou a busca e num só link o cidadão consegue pesquisar um funcionário por nome, mês e ano, obtendo a informação que deseja, inclusive valor do salário:

Mas o que mais chama atenção é o atraso (proposital?) das informações do governo do Estado no site do Tribunal de Contas, mais precisamente no sistema Sagres. Como revela a imagem abaixo, o governo só disponibilizou informações de dois meses, mas já estamos entrando em junho:

Mais célere e transparente, a prefeitura de João Pessoa tem dois meses a frente em informações. Vale ressaltar que no portal da transparência próprio da prefeitura de João Pessoa (www.transparencia.joaopessoa.pb.gov.br), as informações são ainda mais atualizadas que no Sagres:

As opções de Cartaxo para 2020

O prefeito Luciano Cartaxo está terminando o segundo mandato com uma notícia boa e outra ruim. A boa é que a gestão continua bem avaliada, sempre acima da média. A ruim é que ainda não há um nome forte para a sucessão em 2020.

Ter uma gestão bem avaliada é meio caminho andado para eleger um sucessor. Tivemos um exemplo da força da avaliação positiva com a eleição de João Azevedo para o governo do Estado. Um neófito em eleições que acabou vencendo no 1° turno. É claro que teve aquela ‘forcinha’ substancial da propina da Cruz Vermelha e todo o mecanismo da ORCRIM girassol, como descobriu o Ministério Público. E também contou com os inúmeros erros e a desunião da oposição.

Mas a avaliação do governo de Ricardo Coutinho – mesmo que manipulada pela propaganda e o ‘calaboca’ da grande mídia – foi determinante pra a eleição de João. Na lógica do eleitor, se o governo é bom, não há motivos para mudar.

A mesma lógica se repetiria na eleição municipal.

O nome de Diego Tavares, empresário, secretário municipal e suplente da senadora Daniella Ribeiro, era tido como certo para a sucessão do prefeito Luciano Cartaxo, mas foi chamuscado pelos áudios envolvendo Adalberto Fulgêncio. E entrar numa eleição com teto de vidro não é nada bom.

Além disso, a baixa popularidade de Diego Tavares seria um risco. Principalmente numa campanha de apenas 50 dias.

Dentro do partido de Cartaxo, há ainda o ex-vereador e secretário de Transparência Pública, Bira Pereira. Bira tem a seu favor um recall (lembrança no eleitorado) adquirido nos dois mandatos de vereador, o que lhe garante uma popularidade razoável para largar bem numa campanha curta. Também conta a favor do ex-vereador uma boa retórica para enfrentar os debates.

O perfil de Bira é outro ponto positivo. Mais ao centro e com baixa rejeição, tem a mesma trajetória dos últimos prefeitos da Capital, que começaram a carreira política nos movimentos estudantis e sociais. Mas para chegar competitivo em 2020, Bira precisaria assumir uma secretaria com mais visibilidade e projeção na grande mídia.

Ao lado de Nonato Bandeira, Roseana Meira e Ronaldo Guerra, Bira foi determinante no apoio de Luciano Agra a Cartaxo, em 2012. Talvez seja o momento do prefeito retribuir o gesto e lealdade de Bira desde então.

Helton René é outra boa opção. Há quase oitos anos a frente do PROCON-JP, o vereador licenciado tem conquistado muito popularidade na defesa do consumidor, sempre ocupando espaços na grande mídia, o que lhe garante um bom recall para começar uma campanha.

Helton tem forte presença nas redes sociais – sendo o vereador com mais seguidores no Instagram – e uma boa aceitação no público evangélico e jovem de João Pessoa. Também possui uma boa retórica para defender a gestão nos debates.

Fora do partido, Luciano Cartaxo pode optar por aliados como o deputado federal Ruy Carneiro e o estadual Wallber Virgolino.

Ruy Carneiro, que já disputou a prefeitura em 2004, e foi vice de Cássio em 2014, tem um bom recall em João Pessoa e sempre desempenhou um mandato acima da média, principalmente como deputado federal.

Ruy reconquistou seu mandato na eleição de 2018, sendo o segundo mais votado de João Pessoa com 6,05%.

Em 2016, antes de aderir à reeleição de Cartaxo, Ruy aparecia nas pesquisas em 2° lugar, fato que confirma seu favoritismo entre os aliados do prefeito. Ruy também foi secretário do Estado e tem experiência suficiente na administração pública para passar segurança aos eleitores.

Com 30 mil votos só em João Pessoa, Wallber foi o deputado estadual mais votado e conquistou 8,13% do eleitorado. É uma votação muito expressiva que faz do delegado um candidato competitivo para a sucessão municipal.

Virgolino tem se destacado muito nos embates contra o ex-governador Ricardo Coutinho e na defesa da Operação Calvário. Entretanto, bandeiras conservadoras do bolsonarismo podem prejudicá-lo numa disputa majoritária. Ainda mais agora com o fiasco e as inúmeras crises do governo Bolsonaro.

A atuação de Wallber nas redes sociais é impressionante e muitos seguidores já defendem seu nome para disputar a prefeitura. O deputado revelou ao blog que é candidato de qualquer jeito, com ou sem apoios.

Wallber também tem experiência na administração pública, pois foi secretário de Administração Penitenciária na Paraíba e Rio Grande do Norte. E tem como ponto positivo a imagem associado ao combate à corrupção.

Diante das opções, Cartaxo tem bons nomes para construir um sucessor, mas precisa agir desde já. Virar o ano sem ter um pré-candidato será um risco enorme e pode comprometer a sucessão.

Mais uma vez a sorte estará ao lado de Luciano Cartaxo, já que o ex-governador Ricardo Coutinho deverá chegar em 2020 com a ficha suja, seja pela Aije do Empreender, que tramita no TRE, ou pelas outras duas que aguardam julgamento no TSE. E ainda tem a Operação Calvário, que vai botar muito girassol na cadeia.

 

 

 

Com quase 90 anos de idade, José Maranhão pode disputar a prefeitura de João Pessoa

O incansável senador José Maranhão pode estar se preparando para a sua 6° disputa ao Executivo, da qual só venceu uma, em 1998. Um emedebista da velha-guarda informou ao blog que Maranhão pensa em disputar a PMJP, mas só entraria em campo no ano que vem.

Segundo o emedebista, Maranhão aposta na inelegibilidade de Ricardo Coutinho no TSE, na Operação Calvário – que deve sepultar os demais nomes do PSB da Capital –  e no fato do prefeito Luciano Cartaxo ainda não ter nome à sucessão.

Apesar dos quase 90 anos de idade, é evidente que José Maranhão tem fôlego e muita saúde pra encarar mais uma eleição. O velhinho ainda bota muito político de 50 anos no bolso.

Mas será que tem voto?

Na primeira e última vez que disputou a prefeitura de João Pessoa, JM ficou fora do segundo turno, amargando um quarto lugar atrás da então neófita Estela Bezerra.

De 2002 pra cá, ganhou fama de cavalo paraguaio; larga na frente, mas termina perdendo.

Mas tem a seu favor o fato de nunca ter se envolvido em esquemas de corrupção.

Helton René é sondado para disputar a prefeitura de João Pessoa

Informações que chegam ao blog revelam que alguns partidos convidaram Helton René para disputar a prefeitura de João Pessoa, em 2020. Vereador por dois mandatos, Helton desempenha um bom trabalho a frente do PROCON-JP, o que tem lhe garantido muita visibilidade na grande mídia e consequentemente um bom recall no eleitorado da Capital.

Durante entrevista esta semana na TV Master, Helton afirmou que o projeto prioritário é a reeleição na Câmara, mas se colocou como um soldado do grupo do prefeito Luciano Cartaxo para alçar voos maiores.

Ou seja, nem disse que sim, nem disse que não.

Está de portas abertas…

Prefeitura de Caaporã completa um ano à frente do Hospital Ana Virginia e bate recorde de quase 30 mil atendimentos

Ampliação de atendimentos, mais serviços, aquisição e manutenção de equipamentos, estoque de medicamentos abastecido e aumento no quadro de profissionais. Todos esses pontos positivos foram conquistados ao longo do primeiro ano da gestão do Hospital e Maternidade Ana Virgínia feita pela Prefeitura de Caaporã.

A conquista partiu do prefeito Cristiano Monteiro, que ao assumir o mandato em 2017, constatou que a gestão do Hospital apresentava diversas falhas, e com a autorização da justiça e da Câmara Municipal de Vereadores, conseguiu reabrir o hospital no dia 06 de abril de 2018 e assumir a administração direta que hoje é referência no Litoral Sul da Paraíba. E os resultados dessa mudança que foi feita há exatamente um ano são positivos.

O número de atendimentos saltou e chegou ao recorde de 28.026 neste primeiro ano. Além disso, o hospital retomou os partos, internações, dentre outros serviços que faziam falta à população caaporense que tinha que sair da cidade para buscar atendimentos em João Pessoa, Alhandra ou Goiana-PE.

“Trabalhamos muito ao longo de todo o ano para reorganizar o atendimento e proporcionar à população uma saúde de qualidade. Os moradores de Caaporã assistiam ao fim do Hospital quando tivemos que agir para conquistarmos o direito de administrar a unidade hospitalar, reabrindo as portas do Ana Virgínia para o SUS e para o povo”, avaliou o prefeito.

Reabertura

A unidade de saúde estava fechada desde outubro de 2017, por decisão da direção do Hospital, mesmo com todo interesse da Prefeitura Municipal em firmar convênio e efetuando rigorosamente o repasse de verbas do SUS, a documentação exigida pelo Ministério da Saúde não foi enviada para a renovação do contrato de prestação de serviço. A população ficou prejudicada e foi então que a gestão do Prefeito decidiu acionar a justiça no intuito de administrar o Hospital para que os moradores de Caaporã e região não ficassem sem atendimento, e assim a juíza da Comarca local, determinou que a Prefeitura administrasse a gestão hospitalar.

Municipalização

Reunidos em sessão histórica na Câmara Municipal, os vereadores aprovaram, por unanimidade, o projeto de lei (PL) enviado pelo Prefeito de Caaporã, para a municipalização do Hospital e Maternidade Ana Virginia, anteriormente administrado pela entidade filantrópica vinculada à Associação de Proteção a Maternidade e Assistência a Infância de Caaporã, porém estava fechado há seis meses, mesmo com o interesse da Prefeitura em continuar com o convênio.

A sessão aconteceu no dia 17 de abril, com a presença da população de Caaporã que lotou o plenário da Câmara Municipal e comemorou a decisão dos oito vereadores que votaram a favor da municipalização, ou seja, aprovaram por unanimidade o projeto enviado pelo executivo. Apenas dois vereadores não quiseram votar nem contra e nem a favor e se abstiveram do voto. O presidente da Casa Legislativa só vota em caso de empate.

VÍDEO: Caminhão da prefeitura de Bayeux é utilizado para fazer mudança do prefeito ex-presidiário Berg Lima

O vereador Adriano Martins denunciou o desvio de um caminhão que é destinado a entregar merendas, no município de Bayeux, sendo usado para carregar móveis e fazer uma mudança na residência da mãe  do prefeito de Bayeux, Berg Lima, neste domingo (17). Assista ao vídeo acima.

Ao se aproximar, os homens encarregados da mudança tentaram fechar as portas do caminhão, mas o vereador exigiu que fosse aberto para mostrar os móveis.

Em seguida, os encarregados afirmaram que se tratava de uma ação social destinada a crianças carentes, ao que o vereador retrucou que “isso é a desculpa que acharam”.

“E aí, Ministério Público, e aí? E agora? Qual é a providência?”, provoca o vereador.

No vídeo, é possível confirmar a placa e notar a marca de adesivo removido na porta do veículo.

“Eles acham que o povo de Bayeux é imbecil mesmo”, criticou o vereador.

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