Cartaxo critica Ricardo Coutinho e diz que privatização da Educação é um atestado de fracasso

“Um governo que não consegue cuidar da Educação ele vai cuidar de quê”? A pergunta foi feita hoje pelo prefeito Luciano Cartaxo (PSD), durante entrega de uma nova creche no Ernani Sátiro, em crítica ao processo de terceirização nas escolas estaduais da Paraíba.

“É essencial cuidar do que é fundamental na vida das pessoas. Um Governo que terceiriza responsabilidades com o futuro de crianças e adolescentes é um governo que não tem sensibilidade para enfrentar um desafio e competência para encarar problemas que surgem no dia-dia da Educação”, criticou em entrevista ao jornalista Anderson Soares.

“São praticamente oito anos de gestão, quando o Governo tenta mudar agora para a terceirização ele está assinando em baixo um atestado que sua política de educação foi um fracasso. Abrir mão da Educação é não ter uma visão de futuro.”.

Luciano ocupa espaço nesse debate. Sem terceirizar as críticas.

Heron Cid

Moro depena Lula e sequestra todos seus planos de previdência

Nova decisão do juiz federal Sérgio Moro sequestrou nesta quinta-feira, 20, R$ 9 milhões em planos de previdência privada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo informação divulgada pela Folha, a BrasilPrev informou que bloqueou o saldo de duas aplicações em previdência privada. Uma delas está em nome da empresa de palestras de Lula, a LILS, com saldo de R$ 7,19 milhões; outra, individual, tem saldo de R$ 1,8 milhão.

Decisão ocorre um dia depois que R$ 606 mil em contas bancárias de Lula, além de quatro imóveis e dois carros, haviam sido bloqueados pela Justiça por determinação do juiz Sérgio Moro.

O magistrado atendeu pedido do Ministério Público Federal para recuperação do produto do suposto crime de corrupção no caso do tríplex do Guarujá (SP).

Luciano Cartaxo discute parcerias e regionalização da saúde com prefeita de Monteiro

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, se reuniu, na manhã desta quinta-feira (20), com a prefeita do município de Monteiro, Anna Lorena, para discutir parcerias na área da saúde, a regionalização e pactuação dos serviços, além da troca de experiências na administração dos municípios. O encontro aconteceu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cruz das Armas e contou com a participação dos secretários de Saúde da Capital, Adalberto Fulgêncio, e de Monteiro, Ana Paula Barbosa.

Luciano Cartaxo explicou sobre o funcionamento da UPA e dos investimentos da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), que está montando a maior rede de UPAs da Paraíba – a quarta unidade já em obras adiantadas – além de falar também dos investimentos na construção de 16 novas USFs e do programa Gerente Saúde, criado para melhorar o funcionamento e atendimento da atenção básica.

“É um prazer receber a prefeita de Monteiro, poder mostrar como estamos cuidando da área da saúde no nosso município e nossos investimentos para que a população tenha serviços cada vez de mais qualidade. A boa prestação dos serviços de saúde é um compromisso de nosso governo e por isso estamos construindo 16 novas unidades de saúde da família, além da UPA dos Bancários, o que dará  100% de cobertura da cidade por UPAs”, destacou o prefeito.

Além disso, o prefeito também ouviu demandas da prefeita de Monteiro e as parcerias que podem ser firmadas entre as duas cidades. “Agradeço a disponibilidade do prefeito Luciano Cartaxo e secretário Adalberto, que prontamente se disponibilizaram para a gente conversar sobre o tema da saúde. A questão da regionalização da saúde e a troca de informações sobre alguns serviços que Monteiro encontra-se hoje com uma demanda reprimida muito grande e buscar fazer grandes parcerias para acabar com filas em exames e atendimentos de alta complexidade”, afirmou Anna Lorena.

PRIVATIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO: Objetivo de RC é repassar funcionários para a iniciativa privada e contratar um novo exército de cabos eleitorais

Duvidem das “boas intenções” do governador Ricardo Coutinho, o político mais sabido da Paraíba não dá ponto sem nó. A privatização da educação não tem como objetivo resolver o problema dos funcionários codificados, pois se assim fosse, RC faria um concurso público e resolveria da maneira mais óbvia.

O que Ricardo Coutinho quer é jogar esse povo – em sua maioria cabos eleitorais e fantasmas – para uma empresa privada, maquiando os gastos com pessoal e enquadrando o governo no limite prudencial estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Hoje o Estado descumpre a LRF, gastando quase 65% do que arrecada com o pagamento de pessoal, quando o limite máximo permitido é 49%.

São quase 10 mil funcionários codificados que, em teoria, sairão da folha de pessoal e receberão através de uma empresa privada. E o que Ricardo Coutinho vai ganhar com isso? Poderá contratar um novo exército de cabos eleitorais disfarçados de comissionados e temporários para tentar eleger o seu sucessor.

Temos que reconhecer que RC sabe usar a máquina pública para fins eleitorais como ninguém.

MARCOS VALÉRIO: Aécio levava 2% dos contratos com o BB desde o governo FHC

Marcos Valério, que teve sua proposta de delação rejeitada pelo Ministério Público Estadual de Minas Gerais (MP-MG), fechou um acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal (PF). Por citar políticos com foro privilegiado, o acordo aguarda a homologação do Supremo Tribunal Federal (STF).

O delator relatou bastidores de operação para retirar da CPMI dos Correios, em 2005, documentos sobre a relação do Banco Rural com tucanos em Minas, tema que já é alvo de inquérito no STF, motivado por delação do ex-senador Delcídio Amaral. A operação teria contado com a participação dos então subrelatores da CPMI Carlos Sampaio (PSDB-SP) e Eduardo Paes (à época no PSDB-RJ). Integrantes do Banco Rural teriam escondido documentos no Uruguai.

(…)

No acordo, entre outras coisas, Valério sustenta que suas agências de publicidade participaram do financiamento ilegal da atividade política de Aécio desde os anos 90. Afirma que o tucano recebia 2% do faturamento bruto dos contratos do Banco do Brasil no governo FHC, valores que seriam pagos por meio de Paulo Vasconcelos, citado como representante de Aécio junto à empresa.

Valério também sustenta que parte dos recursos desviados da campanha pela reeleição de Eduardo Azeredo (PSDB-MG), em 1998 — no processo que ficou conhecido como mensalão mineiro — abasteceu caixa 2 da campanha de Aécio a deputado federal.

O operador cumpria pena de 37 anos de prisão pela ação do mensalão na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG), e foi transferido na segunda-feira para a Associação de Proteção e Assistência a Condenados (Apac), em Sete Lagoas (MG), a pedido da PF. A transferência para a unidade — que propõe atendimento humanizado de presos e tem vagas limitadas — era solicitada desde o ano passado por seus advogados, mas não havia vagas.

As informações são de reportagem de Thiago Herdy em O Globo.