VERGONHA PARTE II: Suspeito de ligação com milícias e lavagem de dinheiro, Flávio Bolsonaro grava vídeo para minimizar descortesia do pai com Cabo Gilberto

O deputado estadual Cabo Gilberto tentou consertar a vergonha que passou com o presidente Bolsonaro, divulgando um vídeo com o filho, Flávio Bolsonaro, mas a emenda saiu pior que o soneto.

O problema é que Cabo Gilberto usa de dois pesos e duas medidas quando o assunto é corrupção e, pelo que parece, também tem o seu bandido de estimação.

O Ministério Público do Rio de Janeiro vê indícios de que o senador Flávio Bolsonaro comprou e vendeu imóveis para lavar dinheiro. Entre 2010 e 2017, quando ainda era deputado estadual, Flávio investiu 9,425 milhões de reais na compra de 19 imóveis, entre salas e apartamentos, e lucrou 3,089 milhões nessas transações imobiliárias.

Em documento sigiloso obtido pela revista Veja, a promotoria, que conseguiu na Justiça a quebra do sigilo bancário e fiscal de 95 pessoas e empresas relacionadas ao senador, identificou “suspeitas de subfaturamento nas compras e superfaturamento nas vendas” dos imóveis.

Para o MP, a fraude pode ter ocorrido para “simular ganhos de capital fictícios” de modo a encobrir “o enriquecimento ilícito decorrente dos desvios dos recursos” da Assembleia Legislativa, coordenado por Queiroz, que chefiava o esquema dos assessores laranjas.

Era melhor o Cabo ter engolido a ‘mitada’ do Mito a seco…

 

VÍDEO: Ruy chama de irresponsável manobra de deputados por não votarem Médicos pelo Brasil

O deputado federal Ruy Carneiro foi duro com os parlamentares que estão usando o programa Médicos pelo Brasil para mostrar insatisfação com o Governo Federal. O protesto foi feito nesta quarta-feira (20) no plenário da Câmara.

“Insensibilidade e irresponsabilidade são palavras que definem a postura de parlamentares que não colocam em pauta na Câmara a aprovação do programa Médicos pelo Brasil”, aponta o deputado paraibano.

 

A revolta de Ruy tem um forte motivo: se não for votado até o próximo dia 28, o projeto que quer levar mais de 18 mil médicos da família e comunidade para as regiões mais pobres do País – principalmente Norte e Nordeste -, pode perder a validade.

Ruy foi presidente da comissão que avaliou a Medida Provisória (MP 890) de criação do Médicos pelo Brasil. Após ser aperfeiçoada por esta mesma comissão, com a participação da comunidade médica brasileira, a proposta está pronta para votação em plenário há quase um mês.

Em suas redes sociais, Ruy divulgou trecho dos dura cobrança que fez aos deputados.

“Os deputados, que têm plano de saúde, estão sendo cruéis com o cidadão mais pobre, a exemplo daquele que mora no interior da Paraíba”, protesta o deputado.

VÍDEO: Cabo Gilberto passa vergonha ao tietar Bolsonaro em Brasília

Dizem que bolsomínion não pode ver uma vergonha que já quer passar. Brincadeiras à parte, o deputado estadual Cabo Gilberto foi tietar Bolsonaro em Brasília e acabou passando vergonha.

Ficou evidente o constrangimento do parlamentar ao não ser reconhecido pelo presidente, mesmo se apresentando.

Será que o deputado gostou da ‘mitada’ do Mito? Que sirva de lição.

Em apenas 7 meses, prefeito ex-presidiário de Bayeux aumentou a folha de pessoal em 73%

De acordo com dados do Tribunal de Contas do Estado, o prefeito ex-presidiário de Bayeux, Berg Lima, aumentou a folha de pessoal em 73%. Foram 960 novas contratações nos 7 primeiros meses de 2019.

Berg voltou à prefeitura depois de ser preso em flagrante por corrupção, graças a uma liminar no STJ, em dezembro de 2018. E retornou com muita fome, raspando o fundo da panela.

Enquanto Berg Lima compra a dignidade de algumas pessoas com cargos, na cidade falta até paracetamol nos postos de saúde. O caos é generalizado e o lixo está tomando conta das ruas de Bayeux há dias.

Dólar vai a R$ 4,207, maior valor nominal da história

A cotação do dólar voltou a subir nesta segunda-feira (18) e fechou a R$ 4,207, maior valor nominal (sem contar a inflação) da história. O recorde em valores reais (corrigido pela inflação brasileira) é de 2002, quando a moeda chegou a R$ 4 nominalmente, que hoje seriam R$ 10,80.

O dólar está em trajetória de alta desde o leilão do pré-sal, em 6 de novembro. A expectativa do mercado era de alta participação dos estrangeiros e grande entrada de dólares no país, o que não se concretizou.

Desde então, a cotação da moeda americana acumula alta de mais de 5%, indo de R$ 3,99 a quase R$ 4,21 nesta segunda (18).

Nesta sessão, o dólar subiu 0,4% ante o real, terceira moeda emergente que mais se desvalorizou, atrás do peso colombiano e rand sul-africano. Na outra ponta, o peso chileno e o argentino se recuperam depois de fortes desvalorizações nas últimas semanas.

O movimento desta segunda (18) foi impulsionado pelo temor de investidores com o acordo comercial entre China e Estados Unidos. Os países vêm negociando há meses o que chamam “fase 1” do acordo, que retiraria algumas tarifas de importação entre si.

Segundo a rede de televisão americana CNBC, chineses estariam pessimistas com relação ao acordo com a relutância do presidente americano Donald Trump em remover tarifas a importações chinesas.

“A instabilidade da América Latina pesa na cotação há algumas semanas. Hoje, isso se juntou ao mau humor do mercado, que reflete a falta de um acordo entre China e Estados Unidos”, afirma José Francisco de Lima, economista-chefe do Banco Fator.

Países da América Latina vivem instabilidade nas últimas semanas, com protestos no Chile, no Equador, na Bolívia e na Venezuela.

Carlos de Freitas, economista-chefe da Ativa Investimentos, aponta que também há um efeito sazonal na alta do dólar. “No último trimestre do ano temos remissão de dividendos de companhias brasileiras para investidores estrangeiros, em dólar”, diz.

Com a notícia, índices acionários americanos fecharam estáveis. A Bolsa brasileira caiu 0,3%, a 106.269 pontos. O volume negociado foi R$ 27 bilhões, sendo que R$ 9 bilhões foram exercício de opções ​de ações.

O risco-país medido pelo CDS (Credit Default Swap) de cinco anos sobe 2,2%, a 124 pontos, maior valor desde a aprovação da reforma da Previdência em segundo turno no Senado, em 23 de outubro. Neste período, o CDS chegou ao menor patamar desde 2013.

Além dos protestos nos países vizinhos, analistas citam a saída de Jair Bolsonaro do seu partido, o PSL, como um componente de instabilidade no Brasil.

No ano, há saída de mais de R$ 34,5 bilhões em investimento estrangeiro da Bolsa de valores brasileira. Este é o pior saldo desde 2008, ano da crise financeira.

Segundo o relatório de movimento de câmbio contratado do Banco Central (BC) da última quarta (13), o déficit de dólares na balança financeira em 2019 é de R$ 152 bilhões, superior ao total retirado no mesmo período de 2018.

Freitas aponta que, neste montante, há empresas brasileiras que emitem mais dívidas no Brasil, onde o juros está mais baixo, em detrimento de dívidas no exterior.

A queda do juros no Brasil é outra explicação para a alta do dólar no país. Com a Selic na mínima histórica, a 5% ao ano, o carry trade perde força.

O carry trade é uma estratégia de investimento em que o ganho está na diferença do câmbio e do juros. Nele, se toma dinheiro a uma taxa de juros menor em um país para aplicá-lo em outro, com outra moeda, onde o juro é maior.

Em 2016, com a Selic a 14,25%, o diferencial entre a taxa brasileira e a americana ficou ao redor de 13,75% ao ano. Hoje, com a Selic a 5% e o juro americano a 1,5%, esse diferencial fica ao redor de 3,5%, e perde atratividade frente ao investidor estrangeiro.

Além de afetar o carry trade, o juro baixo deixa o hedge cambial —proteção contra oscilação do dólar— mais barato e vantajoso. Geralmente, essa proteção é feita por meio da compra de um contrato de dólar futuro na Bolsa brasileira, a um juro semelhante ao carry trade, de 3,5%. O valor é bem inferior a volatilidade do dólar no país, que chegou a 12% nos últimos 100 dias.

Quando o investidor estrangeiro entra no país com dólares e usa o hedge para se proteger, não há impacto na cotação da moeda e o valor do dólar não cai.

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) evitou comentar a alta do dólar. Ao chegar ao Palácio da Alvorada na noite desta segunda-feira (18), foi questionado se o governo tomaria alguma ação para conter a disparada da moeda americana.

“O dólar subiu? Conversa…. quer o telefone do Roberto Campos [presidente do Banco Central]?”, disse.