Em Bananeiras, Pé-de-serra organizado por ex-diretor do Trauma acaba na delegacia

A noite desse domingo (dia 21) foi em alta temperatura no condomínio Yes Banana, em Bananeiras (Brejo). Tudo começou quando o médico Edvan Benevides, que havia alugado um imóvel há poucas semanas, contratou um trio nordestino para animar uma festa junina, afrontando recente decreto do prefeito Douglas Lucena, que proibira eventos com aglomeração dentro de condomínios, por conta da pandemia de coronavírus.

Os músicos, inclusive, foram impedidos de entrar quando chegaram ao condomínio, exatamente em cumprimento ao decreto do prefeito, que teria de ter cumprido pela direção do condomínio. Contrariado e se dizendo “amigo de autoridades”, Edvan, conforme relato de moradores ao Blog, teria usando como estratagema sair com seu próprio carro, recolher os músicos fora do local, e entrar novamente para dribar a segurança da portaria.

Pouco depois, o trio nordestino iniciou o forró. Os moradores chegaram a gravar um vídeo que mostra o trio nordestino se apresentando, mesmo com pouca iluminação no local (confira embaixo). Houve queixa de moradores, que acionaram a direção do condomínio, e, como Edvan tenha se recusado a encerrar a festa, a Polícia foi chamada ao local e o caso terminou na delegacia de Solânea, com um boletim de ocorrência contra o médico forrozeiro.

O que disse Edvan – Em contato com o Blog, Edvan disse: “Quanto ao episódio de ontem (domingo) estavam eu e mais cinco pessoas em minha residência. O sanfoneiro é conhecido meu e foi como convidado. Não havia caixa de som. A própria PM (que foi acionada por mim como tem relatado no próprio BO) disse ao síndico que não tinha como impedir pois eu estava sem aglomeração e sem fazer festa. Ou seja: sem infringir nenhum decreto.”

E ainda: “O síndico ainda assim falou que eu deveria retirar o pessoal da minha casa. Por esse motivo foi orientado que o mesmo fizesse uma reunião condominial e notificado sobre os episódios (tiveram outros no condomínio). Não houve bate boca. Respeito mútuo entre as partes. Cada um foi por iniciativa própria e espontânea na delegacia. Tanto eu quanto o síndico. Sozinhos nos seus carros. Registramos o BO. Cada um c suas declarações e viemos embora.”

Rei do camarote – Edvan foi diretor do Hospital de Trauma durante o governo Ricardo Coutinho e causou polêmica após postar um vídeo em redes sociais (em 2014), ostentando num camarote durante um jogo do Brasil, em que aparece tomando corona e desdenhando: “Aqui não é pão é água, não, viu seus lisos? Cambado de lisos tá assistindo em casa, a farra aqui é grande, certo? Aqui é pra quem pode.” (confira o vídeo embaixo)

Foi demitido, em 2016, quando passou pra fazer residência médica. Também foi ex-secretário de Saúde de Bayeux. Houve postagens em portais, em 2019 (mais em https://bit.ly/3hPK14I), indicando que ele teria sido apontado na Operação Calvário pelo lobista Daniel Gomes da Silva. Mas, em contato com o Blog, Edvan negou: “Não tive qualquer envolvimento com o esquema da Calvário. Isso não tem procedência.”

Helder Moura

Advogada de Pâmela Bório alerta para prescrição de denúncia contra Ricardo Coutinho na lei Maria da Penha

A advogada Laura Berquó denunciou nas redes sociais que o processo que envolve a Lei Maria da Penha da ex-primeira-dama Pâmela Bório contra o ex-governador Ricardo Coutinho corre o risco de prescrever, por “conta da inércia do Ministério Público”.

A ação foi protocolada contra Ricardo Coutinho, sua irmã Viviane Vieira Coutinho, sua sobrinha Carolina Vieira Coelho e o Estado da Paraíba, em função de agressões que sofreu, inclusive, dentro da Granja Santana (em setembro de 2015), afora outras violências que alegou ter sofrido.

Imagens da agressão foram protocoladas no processo (acima). Pâmela, inclusive, chegou a perder o dente atingido durante a agressão física que sofreu dentro da Granja Santana, tendo que providenciar uma prótese (coroa).

Ação – Segundo ela, o relacionamento com o ex-governador “sempre foi marcado pela violência por meio de ameaças”, além de “constrangimentos públicos” e “ameaças, cárcere privado, difamações veiculadas na mídia local paga, agressões físicas e outros tipos de violência de parentes e pessoas próximas ao agressor”.

Pâmela cita ainda constrangimentos e ameaças, por ter se tornado testemunha no Inquérito nº 1.200, que apurou as circunstâncias do assassinato do jovem Bruno Ernesto, em fevereiro de 2012. E ainda cita perseguições de outra ordem: “Importante registrar que, após o divórcio, por conta dessas falsas notícias disseminadas na internet, somente no ano de 2017, a vítima perdeu seu emprego como jornalista da emissora local TV Tambaú, afiliada do SBT, a pedido do agressor, aqui primeiro demandado, sob a ameaça de que a emissora perderia patrocínios.”

Laura – Em sua conversa com o Blog, Laura reclamou que “a inércia como o Ministério Público vem tratando o caso pode levar o processo para a prescrição”. Em texto no seu Instagram, Laura também lamenta “do descaso da Maria da Penha e o sentimento de orfandade e revitimização da mulher”, no caso, Pâmela Bório.

Confira íntegra da postagem:

De 2015 a 2017, a vítima (Pâmela Bório) buscou a Delegacia da Mulher onde manifestou o desejo de representar criminalmente o ofensor. Foram pelo menos cinco boletins de ocorrência nesse período narrando o uso do poder político e a máquina do Estado contra uma mulher e nenhum pedido de socorro foi remetido para o Superior Tribunal de Justiça.

Somente em janeiro de 2018 quando assumimos o caso como advogada conseguimos obter diretamente no STJ as medidas protetivas em favor da vítima e a Procuradoria-Geral da República mandou apurar todos os tipos de violência previstos na Lei Maria da Penha.

Os autos quando vieram pra cá em 2019, já tinha finalizada a investigação e oitiva de todos envolvidos e testemunhas pela Polícia Federal. Há diversos documentos juntados inclusive pela vítima de que foi monitorada anos na Granja Santana e que entregou provas de atividades ilícitas na Polícia Federal para fins de investigação.

A representante do Ministério Público que assumiu o caso aqui passou dois meses parados com o processo, tendo que ser oficiada para devolução dos autos porque não dava andamento e requereu diligências protelatórias posteriormente. Ainda representou todo o Cartório da Vara de Violência Doméstica por publicações de responsabilidade minha, da vítima e de jornalista para causar quem sabe, algum tipo mal-estar processual.

É um absurdo a mulher vítima de violência ser revitimizada novamente e desta vez pela instituição que deveria olhar por ela para que o processo prescreva em favor do ofensor, que no caso envolveu outras pessoas.

Helder Moura

Paraíba recebe os 84 respiradores que foram comprados pelo Governo e tinham sido retidos pelo Ministério da Saúde

O Governo da Paraíba recebeu, nesta segunda-feira (22), os 84 ventiladores pulmonares adquiridos pela Secretaria de Estado da Saúde para ampliação de leitos de UTI para as vítimas do Covid-19 e que estavam retidos pelo Ministério da Saúde desde o mês de março. Desta forma, a Paraíba poderá concluir todo o plano de expansão de leitos previsto no Plano Estadual de Contingência para o Covid-19.

Foram investidos R$ 4,3 milhões na compra dos equipamentos, porém foram requisitados de forma administrativa pelo Ministério da Saúde, para atender aos estados em situação crítica e só após ação do Ministério Público Federal foi determinada a entrega para o Governo da Paraíba.

“Nós fizemos a compra e a Justiça determinou, por meio de uma ação dos Ministérios Públicos Federal e Estadual, que a empresa fizesse a entrega. Os 84 respiradores darão um alívio extraordinário para toda a rede hospitalar porque vamos praticamente fechar o nosso Plano de Contingência, fazendo com que o percentual de ocupação dos leitos de UTI caia ainda mais, oferecendo mais segurança à população”, destacou o governador João Azevêdo.

O Secretário estadual de saúde, dr. Geraldo Medeiros destacou que “nenhum paciente paraibano ficou em lista de espera aguardando leito de UTI. Isso demonstra a eficiência do plano de contingência, criado ainda no fim de janeiro, nos primeiros indícios que a pandemia atingiria o nosso estado”. O Plano Estadual de Contingência para o Covid-19 prevê a criação de 412 leitos de UTI em hospitais de gestão estadual, municipal e federal.

Ricardo Coutinho, ex-presidiário e futuro ficha-suja

Para o ex-governador Ricardo Coutinho o mundo não tem apenas girado, tem capotado. Ex-rei da Paraíba, RC deixou o governo se achando o maior líder político de toda a história. Porém, meses depois estava preso por chefiar uma organização criminosa que desviou mais de R$ 130 milhões apenas da Saúde.

Em breve o Sérgio Cabral da Paraíba também vai virar ficha-suja, o que sepultará de vez a sua já fracassada tentativa de abocanhar os cofres da prefeitura de João Pessoa. Na semana passada o ministro Og Fernandes anulou decisão monocrática de seu colega Napoleão Nunes Maia (Sim, aquele que livrou RC da prisão!), em favor do ex Ricardo Coutinho na AIJE da PBprev.

Uma das peças que levaram Og a reformar a decisão de Napoleão foi o parecer do procurador Humberto Jacques, além, obviamente, de recurso da coligação A Vontade do Povo.

O detalhe foi que, em seu parecer, o vice-procurador geral eleitoral Humberto Jacques comparou o caso de Ricardo Coutinho ao do ex-governador carioca, Luiz Fernando Pezão: Em julgamento ocorrido em 9 de abril de 2019, o Tribunal Superior Eleitoral, ao analisar o recurso ordinário interposto pelo Ministério Público Eleitoral nos autos do recurso ordinário no 7634-25.2014, determinou a cassação do diploma outorgado ao ex-Governador do Estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando de Souza, mesmo já tendo se encerrado seu mandato eletivo, para fins de Inelegibilidade.”

 

Prefeitura de Lucena já recebeu 440 testes de Covid-19, mas só aplicou 138

De acordo com os dados epidemiológicos da secretaria estadual de Saúde, o município de Lucena possui umas das piores taxas de utilização dos testes para detecção do coronavirus. Dos 440 testes enviados pelo governo do Estado, Lucena só aplicou 138, obtendo uma taxa de utilização de apenas 31%, uma das menores da Paraíba

Prefeito ostentação de Lucena já gastou R$ 320 mil com aluguéis de carros de luxo; valor daria pra comprar 10 veículos populares