Operação Calvário investiga figurão que recebeu caixas de dinheiro da Cruz Vermelha para a campanha de Ricardo Coutinho em 2014

O que um episódio ocorrido em 23 de setembro de 2014 tem a ver com as investigações da Operação Calvário? Naquele dia, a senhora Michelle Lousada Cardozo veio do Rio de Janeiro à Paraíba num voo fretado, trazendo tubos de oxigênio para socorrer a campanha de Ricardo Coutinho, que disputava a reeleição e estava na iminência de perder para o então senador Cássio Cunha Lima.

Onde se lê tubos de oxigênio também pode ser lido caixas de dinheiro, porque foi essa informação que a força tarefa da Operação Calvário apurou. Naquele momento da campanha, Cássio estava à frente nas pesquisas, o que acendeu a luz de advertência da campanha de Ricardo Coutinho. E Cássio, como se sabe, efetivamente venceu a disputa em primeiro turno, com 965.397 votos. RC obteve 937.009 votos.

A força tarefa descobriu, através de mensagens em celulares de Michelle, Daniel e outros como todos estavam apreensivos com a iminência da derrota de Ricardo Coutinho. Nas mensagens, Michelle manifesta desespero e pânico com o desfecho do segundo turno, que talvez necessitasse de uma nova viagem de urgência à Paraíba além daquela de 23 de setembro…

Mas, Michelle, conforme apurado pela força tarefa, não precisou vir à Paraíba às vésperas do segundo turno, trazer o adjutório. Um emissário foi ao Rio de Janeiro pegar. Agora, o que a força tarefa está investigando é sobre quem foi o figurão que recebeu os tais tubos de oxigênio, ou as caixas de dinheiro, como se queira, de Michelle. Quem recebeu na Paraíba e quem foi ao Rio de Janeiro receber.

Helder Moura

OPERAÇÃO CALVÁRIO: Auditoria do TCE revela que Cruz Vermelha superfaturou R$ 5,3 milhões só com alimentação para o Trauma e o HTOP em 2017

Mais um escândalo foi descoberto na gestão compactuada do Governo do Estado da Paraíba com a Cruz Vermelha Brasileira. Inspeção Especial de Contas revelou que foram gastos só no ano de 2017, no Hospital de Trauma da Capital, o volume de R$ 9,5 milhões só com alimentação.

Após análises e investigações detalhadas, auditores do Tribunal de Contas, e procuradores do Ministério Público de Contas, chegaram à conclusão de que houve superfaturamento de R$ 5,3 milhões, em apenas um ano, só com item alimentação, e opinam no sentido de que o TCE cobre a devolução da quantia aos cofres do Estado.

Na conclusão do relatório dos auditores do TCE, a responsabilidade pela devolução dos R$ 5,3 milhões seria da secretária de saúde do Governo do Estado, Cláudia Veras, além de Milton Pacífico José de Araújo ( superintendente), Sabrina Grasiele de Castro Bernardes ( Diretora Geral) e Sidney da Silva Schmid (Diretor Técnico).

A Inspeção Especial de Acompanhamento de Gestão foi formalizada em outubro de 2017 , e depois de 2 anos e 6 meses será julgada pelo Pleno do Tribunal de Contas do Estado no próximo dia 2 de maio.

VEJA ABAIXO CONCLUSÃO DOS AUDITORES :

CONCLUSÃO:
a) De responsabilidade da Sra. Cláudia Luciana de Sousa Mascena Veras (Secretária de Estado da Saúde), Sr. Milton Pacífico José Araújo (Superintendente), Sra. Sabrina Grasielle de Castro Bernardes (Diretora Geral) e Sr. Sidney da Silva Schmid (Diretor Técnico):
Pagamento superfaturado pelo serviço de alimentação nos Hospitais de Trauma e HTOP, no exercício de 2017, no valor de R$ 5.308.243,28, valor que deve ser imputado aos gestores da Cruz Vermelha e Secretaria de Saúde do Estado da Paraíba, a empresa beneficiada e sócios desta, bem como o imediato cancelamento do contrato. A memória de cálculo para o valor considerado é o valor total pago pela Cruz Vermelha a empresa Gastronomia no montante de R$ 9.487.423,40 deduzido o valor obtido pela Auditoria como custo para realização do serviço de alimentação no valor de R$ 4.179.180,12.

Marcelo José

Livânia Farias vai delatar a ORCRIM girassol

Para desespero do chefe, a ex-secretária de Administração da Paraíba, Livânia Farias, vai mesmo delatar a ORCRIM que operava nos governos de Ricardo Coutinho e desviava dinheiro da saúde através das organizações sociais.

Fontes ligadas à família de Livânia confirmaram ao Polítika, neste sábado, 23, que a ex-secretária havia cedido aos pedidos dos familiares. Livânia estaria sendo pressionada pelo seu grupo político a não delatar, mas a pressão da família nessas horas tem mais força.

Entre a família e os girassóis, Livânia ficou com o primeiro.

Além disso, o conjunto probatório contra Livânia é farto incisivo e incontroverso, e não envolve apenas a delação de Leandro Nunes, mas depoimentos dos empresários que foram pagos com propina na campanha de João Azevedo e dos co-autores nos crimes de lavagem de dinheiro envolvendo a casa na cidade de Sousa e os carros.

É questão de dias até Livânia homologar a delação e revelar para a Paraíba o maior e mais descarado esquema de corrupção de todos os tempos.

No momento ela negocia os benefícios e diminuição das penas resultantes dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, mas a decisão já está tomada.

As próximas fases da Operação Calvário entrarão para a história…

ATAQUE À OPERAÇÃO CALVÁRIO: Virgolino confirma que bancada de oposição vai acionar MP contra discurso de RC em evento oficial

O deputado estadual Wallber Virgolino (Patriota), representando a bancada de oposição, vai entrar com uma representação junto ao Ministério Público do Estado, contra ex-governador Ricardo Coutinho, que durante evento oficial do Governo da Paraíba, na terça-feira (19), no Espaço Cultural, discursou para tendo obstacular a investigação da Operação Calvário.

“O Governador não tem mais nenhum vínculo com o Estado e usou um evento oficial para dizer que ‘ninguém solta a mão de ninguém´. Subliminarmente ele quis dizer que o governo tem que permanecer unido inclusive com as delações que por ventura venham. Isso é tentando passar segurança a ex-secretária Livânia Farias”, disse Virgolino.

MANOBRA: Estela Bezerra e Cida Ramos inventam CPI’s desnecessárias e sepultam investigação sobre a Cruz Vermelha na ALPB

O Ministério Público e o GAECO precisam prestar mais atenção na movimentação das deputadas estaduais Estela Bezerra e Cida Ramos. Ambas manobraram para sepultar a CPI da Cruz Vermelha. Elas tem medo de quê?

Como se sabe, a ex-chefe de gabinete de Estela é presidente da Cruz Vermelha na Paraíba.

Ou seja, tem gente como medo das investigações…

Estela e Cida protocolaram três pedidos de CPI’s desnecessárias e sem o menor fundamento. E como a Assembleia não pode ter mais de três comissões ao mesmo tempo, a CPI da Cruz Vermelha está sepultada.

As deputadas manobraram e usaram o regimento da Casa para impedir que parlamentares investiguem o maior esquema de corrupção da história da Paraíba, envolvendo bilhões de reais.

Mas passaram recibo. E prego que se destaca sempre leva martelada…

Cabe à oposição apelar ao judiciário para inibir uma manobra tão descarada.

Elas tem medo de quê?

Tio de empresário preso em operação que apura fraudes na Cruz Vermelha doou R$ 300 mil a Ricardo Coutinho

Um empresário com ligação com a Cruz Vermelha Brasileira foi preso em João Pessoa, na manhã desta sexta-feira (14). Roberto Kremser Calmon é um dos 11 alvos de mandados de prisão preventiva da Operação Calvário, desencadeada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba. Toda a cúpula da Cruz Vermelha foi presa. O objetivo da ação foi a prisão do empresário Daniel Gomes da Silva e outras 10 pessoas acusadas de desviar ao menos R$ 15 milhões de recursos públicos em contratos firmados junto a unidades de saúde. Há investigações em curso sobre desvios na Paraíba, onde a instituição mantém contrato com o Hospital de Trauma Senador Humberto Lucena.

Um dos pontos apurados na operação diz respeito a doações de campanha feitos a políticos. Na Paraíba, oito meses antes de a Cruz Vermelha Brasileira – Filial do Estado do Rio Grande do Sul ser contratada pelo governo para assumir a gestão do Hospital Estadual de Trauma de João Pessoa, um parente de Daniel Gomes da Silva ofereceu generosa contribuição de campanha para o então candidato Ricardo Vieira Coutinho (PSB), em 2010.

De acordo com o site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a contribuição foi de R$ 300 mil. Ela foi feita por Jaime Gomes da Silva, irmão de David Gomes da Silva, e, portanto, tio paterno de Daniel. O detalhe é que Jaime é português e nunca possuiu domicílio eleitoral na Paraíba.

Integrantes

Ao todo, 22 pessoas que integram a suposta organização criminosa foram denunciadas junto à 42ª Vara Criminal pelos crimes de organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro. Além dos 11 mandados de prisão, serão cumpridos 44 de busca e apreensão por agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), com o apoio da Delegacia Fazendária (DELFAZ/Polícia Civil), da Polícia Federal, do GAECO do Ministério Público da Paraíba e do Ministério Público de Goiás. Os mandados estão sendo cumpridos na capital, em Duque de Caxias, Itaboraí, Nova Friburgo, além dos estados de Paraíba e Goiás.

De acordo com a denúncia apresentada à Justiça, a organização comandada por Daniel Gomes da Silva utilizava a filial da Cruz Vermelha Brasileira situada no Rio Grande do Sul (CVB-RS) para operar em diversos estados, inclusive no Rio de Janeiro, na administração de unidades de saúde. A partir desta atividade, superfaturavam contratos e desviavam recursos. A organização também operava a filial da Cruz Vermelha Brasileira em Sergipe e o Instituto de Psicologia Clinica, Educacional e Profissional (IPCEP).

Entre 2011 e 2018, as entidades tiveram acesso a mais de R$ 1,7 bilhão em recursos públicos para a gestão de unidades de saúde em quatro estados do país, incluindo o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa. A partir de agosto de 2015, a organização fez contratos no Rio de Janeiro no valor de R$ 605 milhões para a gestão de unidades como o Hospital Municipal Albert Schweitzer, na capital; o Hospital Estadual dos Lagos, em Saquarema; o Hospital Estadual Roberto Chabo, em Araruama; e UPAs (Engenho de Dentro, São Pedro da Aldeia, Itaboraí, Magalhães Bastos e Botafogo).

Foi apurado que a organização direcionava contratações de serviços, realizava pagamentos superfaturados para empresas pré-selecionadas e repassava valores correspondentes ao superfaturamento para Daniel Gomes da Silva, em espécie, por meio de funcionários de confiança. Os recursos eram usualmente sacados na boca do caixa e movimentados fora do sistema financeiro. O desvio estimado de R$ 15 milhões é apontado na denúncia como valor muito inferior ao real dano causado ao patrimônio público, por computar somente as despesas da CVB-RS com oito fornecedores que prestam serviços em unidades de saúde do Município e do Estado do Rio de Janeiro.

Daniel Gomes da Silva é ex-dirigente da empresa TOESA Service S/A e já possui condenação criminal em 1a instância por peculato em razão dessa empresa ter sido contratada por valores superfaturados para o serviço de manutenção de ambulâncias pela Secretaria do Estado de Saúde do Rio de Janeiro. Após a TOESA estar envolvida em casos de corrupção, a prática de camuflar a atividade empresarial sob a fachada de organizações não governamentais foi detectada inicialmente na deflagração da Operação Assepsia, que investigou contratos fraudulentos na Secretaria de Saúde de Natal, no Rio Grande do Norte.

Daniel é apontado como o principal beneficiário dos desvios e o chefe da organização, a quem cabe as decisões a serem tomadas. Também são denunciados empresários que receberam pagamentos superfaturados; superintendentes e integrantes da diretoria financeira, jurídica e de contratos que atuam no Rio; o presidente e o secretário-geral da CVB-RS; bem como auxiliares e secretários próximos a Daniel que atuam na arrecadação dos valores desviados, incluindo um ex-diretor da UPA de Engenho de Dentro. As provas foram colhidas com quebra do sigilo telefônico e telemático autorizadas pela Justiça Estadual.

Além do Rio de Janeiro, a prática criminosa da organização também foi detectada em operações no estado da Paraíba, com suspeita de beneficiamento a agentes públicos, e no Pará, na execução de projeto de recuperação ambiental em Barcarena com recursos da multinacional Hydro Alunorte. Essas informações serão remetidas ao Ministérios Públicos locais para o prosseguimento das investigações naqueles estados.

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