SORRIA, VOCÊ ESTÁ SENDO ASSALTADO: No governo de Ricardo Impostinho, tarifa da Cagepa já subiu 132%

A Paraíba tem um dos maiores ICMS do Nordeste e agora já pode se orgulhar de ter uma das tarifas de água e esgoto mais caras do país. Desde que Ricardo Impostinho assumiu o governo, em 2011, o acumulado dos reajustes nas contas de água e esgoto chegam a 132,60%.

O mais curioso é que os reajustes da Cagepa no governo Ricardo sempre foi muito além da inflação, como revela tabela abaixo.

Ao invés de enfrentar a crise econômica com cortes nos gastos do governo, gratificações, redução de comissionados e demais privilégios desnecessários, a exemplo da Granja Santana, Ricardo Impostinho preferiu esfolar ainda mais o bolso do contribuinte paraibano.

Ou seja, se tem alguém enfrentando a crise econômica na Paraíba, esse alguém é o povo, já que o governo não fez sua parte para reduzir gastos, preferiu a alta de impostos.

Ciro pode ser esperança para dias melhores – Por Ricardo Kotscho

“Alertei para a crise dos preços na Petrobras. Agora alerto para a crise do teto. Vai faltar escola e hospital. Vão me ouvir?” (Ciro Gomes, candidato a presidente pelo PDT).

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Errei em post anterior ao pedir a renúncia do presidente Michel Temer como solução para esta crise sem fim.

Ao contrário, como me alertaram vários leitores, pode até agravá-la.

A esta altura dos acontecimentos, a saída de Temer só poderia dar mais força aos que pedem intervenção militar e querem melar as eleições.

E a eleição de 7 de outubro _ faltam apenas quatro meses e pouco _ é o melhor e único caminho para definirmos democraticamente que rumos queremos para o nosso país.

O que está em jogo agora, acima de tudo, é o futuro da nossa democracia ameaçada.

Em meio ao país conflagrado, sem ninguém saber para onde vamos, encontrei na noite de segunda-feira um fio de esperança.

Mesmo cansado e com sono diante do massacre do noticiário negativo, aguentei firme para assistir ao programa Roda Viva na TV Cultura.

Na série de entrevistas com os presidenciáveis, encontrei ali um candidato que sabe o que quer e fala o que pensa, sem rodeios.

Ciro Gomes mostrou-se em sua terceira candidatura presidencial como o mais preparado entre os que apareceram até agora para assumir essa bucha chamada Brasil.

Nestes anos em que ficou sem mandato, o ex-ministro de Itamar e Lula foi estudar nossos problemas para apresentar soluções e não ficar só nos diagnósticos dos seus principais concorrentes.

Sem medo de desagradar o mercado, foi direto ao ponto: se for eleito, vai taxar lucros e dividendos, aumentar a cobrança de impostos sobre heranças e grandes fortunas.

Em poucas palavras, pretende cobrar de quem tem e ganha mais para poder aliviar a vida dos mais pobres e investir em projetos sociais e de infra-estrutura, virando de ponta cabeça o atual sistema tributário, injusto e excludente.

Sabe que vai apanhar por isso, mas está disposto a encarar essa briga, que nenhum outro governo até agora comprou.

Vale a pena ouvir o que Ciro Gomes tem a dizer (o programa está disponível no site da TV Cultura).

Escrevo com pressa porque tenho um compromisso em seguida, mas queria deixar aqui registrado meu erro de avaliação no texto anterior e minha fé de que Ciro Gomes poderá ser a solução democrática para esta crise que a todos nós mais atormenta a cada dia.

Podemos sobreviver mais algum tempo a este desgoverno, mas ninguém vive sem esperança.

Vida que segue.

Enquanto SP cobra apenas 11% de ICMS no etanol, Ricardo Impostinho aumentou para 24% na PB

Mais um exemplo que nos causa indignação. Enquanto o Estado mais rico do País cobra apenas 11% de ICMS no álcool, na pobre e pequenina Paraíba o governador Ricardo Impostinho aumentou para 24%. Mais que o dobro!

O que justifica a enorme disparidade?

Caso o nosso ICMS fosse semelhante ao de São Paulo ou Minas, abastecer um veículo com etanol seria um negócio vantajoso, como acontece em alguns estados do Sul, mas aqui na Paraíba a alta carga tributária faz do álcool um vilão para o nosso bolso.

A equivocada política tributária da Paraíba transforma nossos motores flex num artigo de enfeite, já que o governo praticamente impede o consumo de etanol. Além de esfolar o bolso do contribuinte com a maior carga tributária do País, ainda contribui para a poluição, já que a gasolina polui muito mais.

Está custando caro morar na Paraíba “socialista” de Ricardo Impostinho…

PICARETAS: Bolsonaro e o filho votaram a favor da entrega do pré-sal às multinacionais que resultou no aumento dos combustíveis

Tá achando o preço do combustível caro? Agradeça aos pseudo-nacionalistas Jair e Eduardo Bolsonaro. Ambos votaram a favor do projeto de lei que desobriga a Petrobras de ser a operadora de todos os blocos de exploração do pré-sal no regime de partilha de produção.

Com o apoio de Bolsonaro, a Petrobrás aumentou a exportação de petróleo para comprá-lo refinado das empresas americanas, ao invés de refinar no Brasil. Tal aberração resultou na indexação dos combustíveis ao mercado internacional (dólar) e aumento do valor para o consumidor brasileiro.

Só quem lucrou com essa política absurda foram os investidores estrangeiros, que hoje ditam quanto temos que pagar pelo litro da gasolina.

Além de um crime contra a soberania, Bolsonaro contribuiu para acabar com o regime de partilha que conquistamos a duras penas para que o Estado pudesse utilizar os recursos do petróleo em benefício da população.

Entregar o Pré-Sal às multinacionais significou menos recursos para a saúde e a educação e o fim da política de conteúdo nacional, que gera empregos, renda e tecnologia para o nosso país.

Obrigado, Bolsonaro!

 

Respondendo a 4 processos por improbidade, Veneziano não passa no Detector de Corrupção

O Detector de Corrupção é um aplicativo que utiliza o reconhecimento fácil ou pesquisas de nome para detectar os processos de corrupção que cada político responde na Justiça. Pré-candidato ao Senado, o deputado federal Veneziano não passou no aplicativo. De acordo com o Detector de Corrupção, Veneziano responde a 4 processos por improbidade administrativa. Num dos processos Veneziano é acusado pela Procuradoria Geral da República de desviar R$ 75 mil de um programa de combate à fome:

O aplicativo é parte da iniciativa “Vigie Aqui”, que oferece um plug-in para ser instalado no Google Chrome, lançado no ano passado, que marca de roxo nas páginas da Internet o nome de políticos nessa situação. Tanto o aplicativo, quanto o plug-in, consolidam informações oficiais e públicas do histórico judicial de políticos pulverizadas em diversas instâncias, como STF, Superior Tribunal de Justiça (STJ), Tribunais de Justiça (TJs) e Tribunais Regionais Federais (TRFs).

Segundo o Reclame Aqui, o “Detector de Corrupção” também permite identificar se os pré-candidatos aos cargos executivos nas próximas eleições — presidente e governadores — estão envolvidos em processos de corrupção. O aplicativo está disponível na Google Play Store e na Apple Store.

TCU vê superfaturamento de mais de 40 R$ milhões em obra do Governo do Estado e recomenda paralisação

O Tribunal de Contas da União (TCU) vê superfaturamento em obra executada pelo Governo do Estado do Canal Adutor Vertente Litorânea, de aproximadamente R$ 40 milhões e recomenda que o Governo Federal não repasse mais recursos ao Estado. Planejada para aproveitar as águas do Rio São Francisco transpostas para a Paraíba pelo eixo leste do Programa de Integração do Rio, a obra recebeu a classificação IGP, que significa a recomendação para que seja paralisada, gerando prejuízo para mais de 600 mil paraibanos de 38 municípios que aguardam há seis anos pela conclusão deste canal como única alternativa de abastecimento de água.

A auditoria do TCU constatou, através de fiscalização, que, nesta obra que era comandada pelo secretário João Azevedo, o projeto básico era deficiente e que havia sobrepreço (quando a execução dos preços é maios que os valores do mercado). Também foram identificadas irregularidades na formalização do termo aditivo, na subcontratação e a utilização de métodos construtivos incompatíveis com as especificações técnicas. O relatório do TCU foi encaminhado à Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional.

A informação é da Coluna de Andreza Matais, no Estadão, que destaca que a obra do Canal e outras cinco incluídas no relatório ainda não constam no anexo da Lei Orçamentária deste ano, que relaciona os empreendimentos proibidos de receber recursos. São elas a Ferrovia Norte-Sul, em São Paulo, a Fábrica de Hemoderivados e Biotecnologia, em Pernambuco, a Vila Olímpica no Piauí, o Canal do Sertão em Alagoas e a Usina Termonuclear de Angra 3, no Rio de Janeiro.

Chegou a hora de Ciro Gomes?

eleição presidencial deste ano é a mais imprevisível desde a de 1989, motivo de no “mercado” circularem várias pesquisas paralelas, encomendadas por endinheirados que tentam enxergar o futuro de todo o jeito, a fim de enriquecer mais.

Em breve, por exemplo, o instituto Ipsos fará enquetes diárias para que o Eurasia Group, uma consultoria política global, prepare análises para dez grandes clientes brasileiros, algo inédito na trajetória da consultoria por aqui.

Após a última pesquisa vir a público, na segunda-feira 14, a Eurasia disparou um relatório em inglês a observar: “Ainda é cedo, mas é interessante notar que o único candidato que cresceu em comparação a março foi Ciro Gomes. Suas intenções de voto cresceram 1 ponto, e sua rejeição diminuiu um pouco”. 

Aos 60 anos, o presidenciável do PDT tem mais chances de vitória agora do que nas duas tentativas anteriores. Não que seus índices entusiasmem. No novo levantamento, feito de 9 a 12 de maio pela MDA para a Confederação Nacional do Transporte, ele aparece com 5,4%. Em abril, tinha 5% no Datafolha e, apenas em São Paulo, 4% no Ibope.

Números até piores do que a votação obtida em 1998 (7% do total de eleitores) e 2002 (9%). Mas o potencial de Ciro hoje é maior. Há 20 anos, a disputa encontrava um sentimento continuísta na população, devido ao Plano Real, daí a reeleição de FHC. Em 2002, o contrário. O povo queria mudança, insatisfeito com a vida, e aí o símbolo oposicionista era o PT.

Em 2018, o desencanto dá o tom de novo, graças ao desastre do governo Michel Temer, mas o líder do petismo está na cadeia, sua candidatura é incerta. Sem Lula, só Ciro cresce nas pesquisas, chega a 9% no Datafolha e na MDA.

Sem competidores que tenham caído no gosto popular e com muita gente no páreo, é possível que um candidato chegue ao duelo final com uma votação modesta. “Nos nossos cálculos, quem tiver de 17% a 20% vai para o segundo turno”, diz o deputado cearense André Figueiredo, líder do PDT na Câmara.

É outra semelhança com 1989. Fernando Collor foi ao round decisivo com 25% do total de eleitores e Lula, com 14%. Quer mais uma? Temer é o neo-José Sarney, o presidente de quem todos fogem. Quer outra? Ciro repete Leonel Brizola, fundador do PDT, graças à relação com Lula e o PT.

Ciro não perdoa os petistas por não o apoiarem, igual Brizola na primeira eleição pós-ditadura. Um dos principais líderes políticos derrotados pelo golpe de 1964, Brizola achava que, após o regime militar, a primazia no campo popular era dele. Com o PT abalado pela Operação Lava Jato, Ciro também crê que é a hora dele na raia progressista. A diferença é o argumento usado para desopilar o fígado. 

Morto em 2004, o ex-governador gaúcho dizia que Lula e o PT não eram de esquerda, eram o adversário do sonho da direita. Em um debate na tevê entre os candidatos há 29 anos, comentou que a crítica de Lula ao getulismo, berço de Brizola, “me distancia léguas desse cidadão e me faz desconfiar muito dele e do PT como partido de natureza social”. E arrematou: “Ou o PT substitui esse candidato hoje ou amanhã, ou ele vai perder a credibilidade nacional”. O texto campeão de leitura hoje no site do PDT intitula-se “Brizola tinha razão sobre o PT”, de 23 de janeiro de 2017.

O ex-governador do Ceará prefere ligar Lula ao MDB, ao pregar que o petista fique fora da eleição. Foi assim em julho de 2017, em Goiânia. “Se o Lula entrar, ele destrói completamente o ambiente de discussão do futuro do País, vai ser uma eleição marcada pelo ódio”, faltará “autocrítica de quem botou o Michel Temer na linha de sucessão (de Dilma Rousseff), de quem empoderou o Eduardo Cunha para ser o presidente da Câmara, tudo isso foi o seu Lula.”

A recente coleção de declarações de Ciro contra o ex-presidente é de espantar petista. Em setembro, após um evento no Rio, Ciro comentou: “Não é possível insultar a inteligência do povo brasileiro” ao falar de perseguição política contra Lula. No mês seguinte, no SBT:  “Eu acho que o Lula, que é o maior líder popular que o Brasil moderno produziu, tem cometido erros gravíssimos, porque faltam a ele petistas que digam a ele para não fazer tanta bobagem, para não brincar de Deus”. Em fevereiro, ao ir à Folha, disse que a condenação de Lula não era “arbitrária”, que ele “não é um mito”.

Declarações que levam um integrante do comitê da pré-campanha petista a comentar que “o Ciro parece ter feito o cálculo de que estar perto do Lula tira mais do que dá voto”.

O prisioneiro está magoado com seu ex-ministro. Conversa sempre com a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e abre o coração. Ciro reagiu publicamente, dizendo ter “pena” da senadora, ao saber de um comentário feito por ela, a portas fechadas, de que o pedetista “não passa nem com reza brava” no PT, ou seja, não teria o apoio petista no primeiro turno. Talvez Ciro não saiba, mas quem fechou a porteira foi Lula, ressentido.

Em março, o governador da Bahia, Rui Costa, do PT, defendeu que o partido não precisava ter candidato, poderia indicar o vice de Ciro. Seu aliado baiano Jaques Wagner disse o mesmo em Curitiba, em 1º de maio. Dois dias depois, Wagner entrou na cela de Lula e foi enquadrado. Nada de azedar a relação com Ciro, disse Lula, nem de se entregar a ele. Só quem insiste publicamente no apoio ao pedetista é Camilo Santana, governador do Ceará.

Soldado antigo da família Gomes no Ceará, o deputado Leônidas Cristino, do PDT, está animado quanto às chances de Ciro. Enquanto no petismo há quem veja o presidenciável como autoritário, Cristino aponta nele a personalidade necessária hoje no País. “Ele é um líder, o Brasil precisa de um líder, até para não ser engolido por este Congresso.”

O Parlamento tende a seguir, em 2019, muito parecido com o atual, patronal e corrupto. Uma salva de palmas à Lava Jato, que na guerra contra o sistema político levou-o a aprovar regras facilitadoras da reeleição dos parlamentares.

O tempo de campanha caiu à metade, para 45 dias, pior para os desconhecidos. A grana do fundo eleitoral público, novidade em 2018, será rateada entre os partidos de acordo com as bancadas atuais (98% serão divididos assim) e, dentro de cada sigla, conforme a ordem das direções. 

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Pompa magna: Temer ainda aposta em Doria, a rigor com Sergio Moro e senhora de longo em Nova York, mas Meirelles não desiste (Marcos Oliveira/Ag. Senado)

Ciro é também, segundo Cristino, mais experiente, preparado e conhecedor do Brasil do que os rivais vistos hoje como os principais, Jair Bolsonaro (PSL), Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede), traços que serão explorados na campanha.

No PDT, há uma análise crua do trio a reforçar otimismos. Bolsonaro é deputado desde 1991 e nunca disputou nada, falta-lhe consistência.  A propaganda dele na tevê será, provavelmente, de míseros segundos, pois o PSL é nanico. Idem para a de Marina, tachada de meio monotemática, a causa ambiental. Alckmin teria um rosto demasiado paulista, e São Paulo não é o Brasil, embora pense que é. O que não impede Cristino de prognosticar um segundo turno contra o tucano. “O próximo presidente será de Pindamonhangaba”, terra natal de Ciro e Alckmin.

Mas Alckmin sobrevive até a eleição? Na nova pesquisa, foi o único a dar marcha à ré para além da margem de erro. Tinha 6,4% em março, agora tem 4%. Sua rejeição subiu de 50% para 55%, inferior apenas à de Marina (56%) e à de Temer (87%). É o resultado da ligação do PSDB com Temer, o impopular, e da vidraça ética de Alckmin, investigado pelo Ministério Público em São Paulo com base na delação da Odebrecht.

Um quadro a confirmar uma previsão de agosto do Eurasia Group. Alckmin seria a “Hillary do Brasil”, o establishment destinado à derrota, como a sra. Clinton perdeu para Donald Trump, comparação a aborrecer o tucano até hoje.

Antes da pesquisa, Alckmin ouvira de um deputado: “Você ganha a eleição se no primeiro debate na Globo o sorteio der que a primeira pergunta será do Bolsonaro para o Ciro”, esperança de que a dupla de esquentados quebrasse o pau, enquanto Alckmin posaria de sensato. Agora o PSDB se desespera. Um plano B com João Doria Jr. não pode ser descartado, para alegria de Temer. 

Henrique Meirelles, menos de 1% nas pesquisas,  foi lançado pré-candidato pelo MDB e aceita até pagar a campanha do próprio rico bolso, mas Temer, que voltou a festejar a chegada ao poder como se um impeachment não fosse um trauma, torce por Doria no páreo.  O presidente tem sido incapaz de convencer Alckmin a aliar-se ao MDB. Doria, que acaba de posar para fotos numa noite black-tie em Nova York ao lado de Sergio Moro, o imparcial, topa casar.

Uma troca no PSDB ajudaria a unir um tal “centro” de que falam Temer e tucanos, humorismo ridicularizado até pelo neoliberal americanófilo Arminio Fraga. “O centro é uma gororoba que, no fundo, é conservadora de maneira muito primitiva. É o conservadorismo para manter poder e dinheiro. Não tem valor”, disse no Estadão do dia 13.

Ciro também ironiza, como dia 7 na Band. “O centro é um ponto imaginário da geometria, ele não existe. O que está se reunindo é a direita, a direita que vai carregar o caixão do Michel Temer e seu conjunto absurdo de providências antipovo, antipobre e antinacional.”

O pedetista ataca com paixão o MDB do presidente antipovo. Adora chamá-lo de “quadrilha”, promete destruí-lo, botá-lo na oposição, algo que não aconteceu desde o fim da ditadura, exceto por um hiato esquisito no abreviado governo Collor (1990-1992).

Sua artilharia poupa uns poucos emedebistas, caso do senador Roberto Requião, do Paraná. Que, aliás, acaba de mandar um e-mail a 30 mil delegados do partido com a proposta de ser candidato a presidente, uma jogada destinada a matar o sonho de Meirelles, afastar o MDB de Alckmin e, quem sabe, obter uma aproximação com o PT, de quem Requião toparia ser vice.

Quem não enfrenta o MDB, teoriza Ciro, vira seu “testa de ferro”, é destruído por ele. O pedetista diz e repete que foi ministro dos dois únicos governos que resistiram à chantagem emedebista, o de Itamar Franco (1992-1994) e o primeiro de Lula (2003-2006). Nesse último, sempre lembra da crise do “mensalão”, entre 2005 e 2006, quando fazia parte do núcleo duro de Lula e pregava que a salvação viria das ruas, não do MDB.

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Perón no exílio descarregou em Cámpora e ganhou (Arquivo/AFP)

Uma graúda testemunha petista daquele momento dramático simpatiza com a ideia de uma vitória de Ciro. Acha que ele seria um bom presidente e faria um governo parecido com o de Lula, não há barreira para o PT apoiá-lo em um segundo turno contra um direitista. Por ora, contudo, o PT insiste na candidatura de Lula e inspira-se no peronismo.

Juan Domingo Perón estava na ilegalidade e no exílio e não podia disputar a Presidência da Argentina, em 1973. Ele então escolheu o candidato de sua corrente, alguém para ser seu porta-voz, Héctor José Cámpora, e este ganhou com o slogan “Cámpora no governo, Perón no poder”. Uma vez empossado, Cámpora anistiou Perón e renunciou. Uma nova eleição foi realizada.  O vencedor? Perón, com 60% dos votos.

O PT não chega ao ponto de esperar por renúncia e nova eleição, mas o indulto a Lula está na mesa de negociação, embora o prisioneiro diga que não quer ver o tema tratado. Ciro foge do compromisso. Na terça-feira 15, estava na Suécia e disse que prometer perdão seria uma “loucura”. “Indulto é apenas para aqueles que já foram condenados em todas as instâncias.”

No mesmo dia, seis ex-líderes europeus progressistas defenderam o direito de Lula ser candidato. “A luta legítima e necessária contra a corrupção não pode justificar uma operação que questiona os princípios da democracia e o direito dos povos de eleger os seus governantes”, diz o manifesto, articulado e redigido por Françoise Hollande (França) e assinado ainda por José Luis Zapatero (Espanha), Elio Di Rupo (Bélgica) e os italianos Massimo D’Alema, Romano Prodi e Enrico Letta.

O chanceler Aloysio Nunes Ferreira teve um chilique. Em nota, chamou o gesto europeu de “preconceituoso, arrogante e anacrônico”, baita mal-estar no Itamaraty. Ferreira reagiu imediatamente, apesar de estar desde o dia 7 na Ásia, onde se reuniu, por exemplo, com autoridades do golpe militar tailandês de 2017.  Já sobre a ruptura dos EUA no acordo nuclear com o Irã, silêncio de uma semana do Itamaraty, quebrado por uma nota anódina.

A propósito, Ferreira reservou para si a embaixada em Paris e a de Roma e Portugal para Temer e algum emedebista encrencado com a Justiça, um plano de fuga pós-governo contra processos judiciais. 

No PDT, não há ilusão. Mesmo que não seja Lula, o PT terá candidato. A prioridade pedetista é conseguir outros apoios na seara progressista. Na quarta-feira 16, o presidente do partido, Carlos Lupi, foi cortejar o do PSB, Carlos Siqueira. No PCdoB, Ciro tem conversado com a presidenciável Manuela D’Ávila e encontra no governador do Maranhão, Flávio Dino, um defensor.

Uma eventual união das três siglas consolidaria o viés progressista da candidatura, apesar da possibilidade de o pré-candidato ter um vice empresário. Tudo somado, André Figueiredo, líder do PDT na Câmara, espera que o partido tenha melhor sorte agora do que em 1989.

Pedetista desde 1984, viu Brizola perder a vaga para Lula no turno final contra Collor por menos de 500 mil votos e depois apoiar o “Sapo Barbudo”, a quem a elite teria de engolir. Agora, quem quer ser sapo é Ciro. 

CARTA CAPITAL

Ricardo Impostinho não admite reduzir ICMS de 30% na gasolina: “Me poupem”

Cobrando um dos maiores ICMS sobre a gasolina e álcool no Nordeste, o governador Ricardo Coutinho foi curto e grosso ao ser questionado por um repórter sobre a possibilidade de redução do imposto: “Me poupem”.

Antes de pedir para ser poupado, Ricardo deveria poupar o bolso do contribuinte que não aguenta mais pagar um ICMS superior aos estados mais ricos, a exemplo de São Paulo.

O governador ainda disse que está superando a crise econômica. Pura mentira. Ele apenas transferiu a fatura para o bolso do contribuinte. Mas cortar as mordomias do governo e reduzir os cargos comissionados que é bom, nada…

 

R$ 20 MIL POR MÊS: Leo Micena articula ação popular para suspender o salário de Berg Lima

Finalmente alguém da classe política de Bayeux se mobiliza para por fim a uma imoralidade. Sem dar um prego numa barra de sabão e depois de ter roubado a cidade de Bayeux, Berg Lima continua recebendo um dos maiores salários de prefeito da Paraíba; R$ 20 mil.

É um verdadeiro tapa na cara do povo trabalhador de Bayeux, que rala diariamente para ganhar um salário mínimo e ainda tem que bancar a vida boa de um prefeito preso em flagrante por corrupção.

Enquanto na cidade falta de tudo, inclusive merenda, o ilustre vagabundo se esforça para continuar recebendo seu salário de R$ 20 mil até dezembro de 2020, pois Berg tem certeza que para a prefeitura ele não volta nunca mais. E como o “projeto” do garoto da fala mansa sempre foi o dinheiro, Berg Lima fez acordos para não ser cassado e continuar lesando o bolso do contribuinte.

Se a Justiça não agir contra essa imoralidade, Berg dará um prejuízo de R$ 1 milhão aos cofres de Bayeux, até dezembro de 2020.

Precisamos elogiar a atitude de Leo Micena, que diferente da maioria da classe política de Bayeux, não fica só jogando conversa fora nos grupos de WhatsApp, e está mobilizando a sociedade para se manifestar contra a imoralidade que representa o salário de Berg Lima.

“Quantas ruas poderiam ser calçadas, quantos medicamentos poderiam estar à disposição do povo e a merenda para as crianças nas creches. Ou seja, Bayeux já perdeu quase R$ 200 mil com essa imoralidade. Chegou a hora de reagir”, afirma Leo Micena.

Na próxima quinta-feira (24), a partir das 9h, em frente à Câmara de Vereadores, será realizado um ato público para coleta de assinaturas para uma ação popular que vai pedir o bloqueio do salário de R$ 20 mil que Berg recebe todo mês sem trabalhar.