FANTASMA: Filha de Maranhão recebeu R$ 700 mil do gabinete de Vitalzinho, sem trabalhar, denuncia senador Lira

O senador Raimundo Lira denunciou nesta quinta-feira, 03, durante um programa de rádio, que Maria Alice Maranhão, filha do também senador José Maranhão, recebeu entre os anos de 2011 e 2014, um salário de R$ 14 mil por mês, sem trabalhar, no gabinete do ex-senador e ministro do TCU, Vital do Rêgo.

“Quando eu assumi chamei Maranhão para conversar e acertei a saída dela, que recebeu cerca de R$ 14 mil por mês sem dar um dia sequer de ponto”, afirmou Lira. Ele ressalta que tentou propor a José Maranhão que os recursos recebidos por sua filha, no montante total de R$ 700 mil, fossem devolvidos ao Tesouro Nacional. “Um apelo que não tive como fazer de forma privada”, explicou.

Confira a entrevista de Raimundo Lira:

A justa homenagem a Júlio Rafael; um político por vocação e um tribuno por excelência

Um dos políticos mais icônicos da contemporaneidade paraibana, Júlio Rafael, terá sua memória imortalizada mais uma vez, agora batizando a tribuna da Câmara Municipal de João Pessoa com o seu nome.

A homenagem foi aprovada por unanimidade pelo vereadores da Casa, nesta quinta-feira, 03.

Não podia ser diferente, Júlio era um tribuno versado na arte da retórica e fazia política como poucos, tendo ou não mandato parlamentar. Jamais corria de um debate, era a dialética política em pessoa.

Júlio era singular até em suas vestes e adereços, com a tradicional gravata borboleta, suspensório, relógio de mão e a camisa de linho.

Infelizmente sua passagem pelo legislativo foi curta, porém, marcante. A qualidade do legislativo atual – nas três esferas – aumenta o saudosismo e a importância de figuras como Júlio, que praticava a política por vocação, sem se locupletar dela para fazer fortunas.

Júlio era um político de esquerda, e acima de tudo de convicções, e sempre as defendeu, mesmo quando o mais confortável era não fazê-lo.

Como diria o próprio: “pão, pão, queijo, queijo”.

“Ele só sabe fazer a política dos acordos, do toma lá dá cá”, dizia Ricardo sobre Veneziano; que agora parte em defesa do “aliado”

O governador Ricardo Coutinho, que antes dizia – “Veneziano é um jovem com a mentalidade completamente ultrapassada. Ele não consegue dialogar com nada que seja novo. Ele só sabe fazer a política da família, dos acordos, do toma lá dá cá” – agora parte em defesa do aliado e critica o combate à corrupção.

Veneziano foi denunciado pela Procuradoria Geral da República por desviar R$ 75 mil de um programa de combate à fome.

Segundo Ricardo Coutinho, o Brasil virou uma fábrica de denúncias. Ou seja, denúncia só tem valor quando é contra um adversário, como Cássio Cunha Lima, por exemplo.

Mas Ricardo Coutinho é assim, muda de discurso como quem muda de roupa. E sem o menor constrangimento…

 

VIOLÊNCIA: Adepdel passou 7 anos cochilando e agora resolve aparecer no final do Governo Ricardo II

A Adepdel (Associação dos Delegados da Polícia Civil da Paraíba) cochilou por longos 7 anos durante o governo Ricardo Coutinho e só agora resolveu “dar as caras” propondo um manifesto pela “reestruturação da Polícia Civil”.

A ideia é louvável. Mas por que só agora no apagar das luzes do Governo Ricardo II? Desde 2011 a violência urbana e explosões à bancos e caixas só aumentam. Durante todo esse tempo ninguém da Adepdel pensou no tal plano de combate à criminalidade?

A verdade é que a Adepdel foi cooptada pelo governo através de cargos e gordas gratificações, e agora quer aparecer e fazer média.

Não merece atenção da sociedade.

 

Nova pesquisa presidencial mostra liderança de Lula e estagnação de Bolsonaro

Pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas feita em parceria com o JORNAL DO BRASIL apurou intenções de voto dos brasileiros em um cenário considerando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba, e em outro cenário sem ele. No primeiro, sem o petista, Jair Bolsonaro aparece na frente, com 20,5% das intenções de voto, seguido por 17,5% que pretendem votar em “nenhum” candidato; 12,0%, em Marina Silva; 11,0%, Joaquim Barbosa; e 9,7%, Ciro Gomes. Já no cenário com o ex-presidente, este lidera com 27,6%, seguido por Bolsonaro, que registra 19,5%.

Lula continua na liderança das intenções de voto quando considerado nas pesquisas

O instituto perguntou em quem os eleitores votariam se o 1° turno fossem hoje e os candidatos fossem os indicados em cada cenário.

CONFIRA O CENÁRIO COM LULA:

Lula: 27,6%

Bolsonaro: 19,5%

“Nenhum” candidato: 9,6%

Joaquim Barbosa: 9,2%

Marina Silva: 7,7%

Geraldo Alckmin: 6,9%

Ciro Gomes: 5,5%

Alvaro Dias: 5,4%

“Não sabe”: 3,2%

Manuela D’Ávila: 1,2%

Michel Temer: 1,1%

*Flávio Rocha, Guilherme Boulos, Henrique Meirelles, João Amoêdo e Rodrigo Maia também foram citados, mas não atingiram 1%.  

Na separação por região, Lula teve maior penetração no Nordeste, com 43,8% das suas intenções de voto, e Bolsonaro teve maior percentual no Sudeste, com 21,8%. Por idade, Lula teve maior resultado com o grupo entre 35 e 44 anos (30,2%); e Bolsonaro com pessoas entre 16 e 24 anos (27,7%).

Pesquisa fez três cenários com candidatos

VEJA O CENÁRIO SEM O EX-PRESIDENTE:

Bolsonaro: 20,5%

“Nenhum” candidato: 17,5%

Marina Silva: 12,0%

Joaquim Barbosa: 11,0%

Ciro Gomes:  9,7%

Geraldo Alckmin: 8,1%

Alvaro Dias: 5,9%

“Não sabe”: 4,7%

Fernando Haddad: 2,7%

Manuela D’Ávila: 2,1%

Michel Temer: 1,7%

Flávio Rocha: 1,0%

*Guilherme Boulos, Henrique Meirelles, João Amoêdo e Rodrigo Maia também foram citados, mas não atingiram 1%. 

Foi realizada pesquisa ainda em um terceiro cenário, desconsiderando Lula e o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad. Neste, Bolsonaro também aparece na liderança, com 20,7% das intenções de voto, seguido por “nenhum”, que registrou 17,3%; e Marina Silva, com 13,3%. Joaquim Barbosa teve 11,2%; Ciro Gomes, 10,1%; Geraldo Alckmin, 8,4%; Alvaro Dias, 6,1%; Manuela D’Ávila, 2,1%; Michel Temer, 1,7%; Flávio Rocha, 1,00%. Guilherme Boulos, Henrique Meirelles, João Amoêdo e Rodrigo Maia foram citados, mas não atingiram 1%.

A pesquisa de opinião pública foi feita com 2.002 eleitores, e foi estratificada segundo sexo, faixa etária, escolaridade, nível econômico e posição geográfica, em 26 estados e Distrito Federal e em 154 municípios brasileiros entre os dias 27 de abril a 2 de maio. A amostra atinge grau de confiança de 95,0% para uma margem estimada de erro de aproximadamente 2,0% para os resultados gerais. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o n.º BR- 02853/2018 para o cargo de Presidente.

Candidatos apoiados por Lula e possível candidatura

A pesquisa também consultou a disposição dos eleitores em votar em algum candidato ou candidata apoiada pelo ex-presidente petista. Entre os entrevistados, 61,2% não votariam em candidato apoiado por ele. Votariam, 23,4%; dependendo do candidato, 14,1%; e não sabem ou não opinaram, 1,3%.

Já entre os eleitores de Lula, 62,0% votariam no candidato apoiado por ele; 20,3%, dependendo do candidato; e 16,8% não votariam. Não sabem ou não opinaram, 0,9%.

Questionados sobre qual candidato o ex-presidente iria apoiar, caso não concorra ao cargo de presidente, a maioria (30,4%) respondeu que não sabe. Maria Silva foi apontada por 15%, seguida por Ciro Gomes, com 11,8%, e Fernando Haddad, com 11,5%. Entre os eleitores de Lula, “não sabe” também foi maioria, com 31,8%, a frente do nome de Marina Silva (19,2%), Ciro Gomes (15,6%), e Fernando Haddad (10,8%).

Outra questão foi a percepção dos eleitores sobre um possível registro do ex-presidente como candidato. Para 63,2%, Lula não deve conseguir o registro. Para 32,7%, o petista pode, sim, registrar candidatura. Não sabem ou não opinaram, 4,1%.

Entre os eleitores de Lula, o percentual do não cai para 62,0%, e do sim sobe para 33,5%. Não sabem ou não opinaram, 4,5%.

Percepção quanto a possibilidade de registro da candidatura do ex-Presidente Lula

Acusado de desviar R$ 75 mil de programa de combate à fome, Veneziano vira uma ameaça a João Azevedo

O mês de maio não começou bem para a pré-candidatura de João Azevedo. Há um ano ele briga para ultrapassar os dois dígitos nas pesquisas internas, e mesmo com todo aparato estatal e midiático, não tem logrado êxito.

E agora, com a Procuradoria Geral da República acusando Veneziano de desviar R$ 75 mil de um programa de combate à fome, o que antes deveria ser uma estratégia para ajudar Azevedo em Campina Grande, transformou-se numa âncora que pode deixar o pré-candidato do PSB mais pesado do que já é.

Veneziano é o ex-prefeito recordista em processos por improbidade na Paraíba, tendo respondido a quase 30 ações apenas no STF. Em 2017 chegou a ser condenado na 4ª Vara da Justiça Federal na Paraíba:

Para a PGR, o parlamentar e os demais envolvidos cometeram o crime previsto no artigo 1º do Decreto 201/67, que prevê pena de dois a 12 anos de reclusão. Além da condenação penal, a ação requer a perda da função pública, a reparação do dano com a atualização do montante desviado e o pagamento de indenização por dano moral coletivo, em valor equivalente ao dobro do desvio.

Entre os problemas constatados estava a simulação de um pregão eletrônico, frustrado por falta de interessados e posterior dispensa irregular de processo licitatório. Ainda conforme as investigações, o esquema incluiu a dispensa indevida de licitação, a apresentação de notas fiscais falsas e o saque do valor do convênio na boca do caixa do Banco do Brasil.

Exame revelou fraudes

De acordo com a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, um exame grafotécnico revelou que as assinaturas que constam do contrato não foram feitas pelos respectivos sócios da empresa. Também foi comprovada fraude no momento em que o cheque foi descontado. Embora o documento estivesse em nome da empresa, os dados (nome e RG) apresentados para o saque não estão vinculados à empresa.

Para completar, o Banco do Brasil confirmou que o dinheiro não foi depositado na conta da Importec. “Foram realizadas diligências para aferir quem foi o responsável pela assinatura do cheque; e o Banco do Brasil S/A informou que tal cheque havia sido assinado pelo deputado federal Veneziano Vital do Rego Segundo Neto”, aponta um trecho da denúncia.

Raquel Dodge lembra que a ação atingiu a imagem da União e da Prefeitura de Campina Grande, que foi utilizada para o desvio e a apropriação de dinheiro público destinado a uma finalidade humanitária.